sábado, 21 de fevereiro de 2026

Nem a morte nos separe

   Agora é lei! Tutores e seus cães e gatos estão autorizados no estado de São Paulo a descansarem juntos por toda a Eternidade! 

    Ao menos os corpos poderão estar lado a lado no mesmo jazigo. 

  O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou neste mês de fevereiro lei que autoriza o enterro de pets nos jazigos das famílias! Mas cada município do estado irá definir suas próprias regras sanitárias para o sepultamento dos bichinhos.  

   Até então eram proibidos pets nos cemitérios dos humanos. A legislação determinava a cremação dos corpos dos animais pelas prefeituras, ou crematórios particulares e em um ou outro caso em cemitérios de pets.

   Na capital, por exemplo, é proibido enterrar animais em quintais das casas ou chácaras, por causa de riscos de contaminação das águas.

   A lei paulista tem o nome de Bob Coveiro, em homenagem a um cachorrinho de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, que depois de acompanhar o enterro de sua tutora passou a morar no cemitério!

   Que história incrível, que lembra a do cão japonês Hachiko, que passou a morar em uma estação ferroviária depois da morte de seu tutor, que embarcara ali horas antes. 

  Hachiko era um akita e hoje há uma estátua de bronze em sua homenagem na estação de Shibuya, em Tóquio. Sua história virou filme. 

  Não se sabe ainda se há direito a velório dos cães e gatos nos cemitérios humanos. 

  Seja como for, a lei vem realizar um antigo sonho de muitos tutores. Um desejo que não é em absoluto uma novidade. 

  No antigo Egito, época das pirâmides, os faraós eram enterrados com seus animais de estimação. Múmias de gatos e cães foram encontradas nas escavações dos túmulos reais. 

  Até gaviões, neste caso, foram preparados para a viagem ao outro mundo!

  A atualidade renova os votos de união e lealdade por toda a Eternidade!


   

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Basta de crueldade! Caso Orellha comove o País.

 

Manifestação na Avenida Paulista/Foto AnimaisOk

           
     Um grito de BASTA de crueldade contra cães comunitários e demais animais doméstico e silvestres do País levou multidões a diversas cidades neste domingo 1º de fevereiro.
     A comoção nacional causada pela morte do vira-lata Orelha, um cão comunitário de Florianópolis, foi a gota de água que transbordou o copo da indignação dos que amam os bichos.
    Orelha, idoso e manso, foi morto a pauladas em janeiro deste ano.
    Essas covardias são inaceitáveis, é o que ouvimos dos manifestantes. 
     Na Avenida Paulista, no coração de São Paulo, as pessoas ocuparam quarteirões em frente ao MASP para dizer que os vira-latas, como Orelha, não estão sozinhos. Que há quem chore por eles e que exigem Justiça!
     "Não haverá impunidade", diziam alguns dos cartazes exibidos por manifestantes.
     Segundo a polícia, três adolescentes, estudantes de bons colégios da ilha e moradores de bairro nobre, são os principais suspeitos do crime. 
     As agressões teriam ocorrido à noite na Praia Brava, no norte de Florianópolis, onde Orelha vivia em harmonia com os moradores e tinha uma casinha que servia de abrigo.
     Na Avenida Paulista, muitos manifestantes expressavam preocupação em relação à aplicação efetiva das punições cabíveis,  pois os suspeitos são membros de famílias abastadas, capazes de exercer grande influência em função do poder econômico de que dispõem. 
     A Polícia Civil de Santa Catarina precisa avançar nas investigações, para obter e apresentar, dentro da lei, evidências que comprovem a autoria  desse crime bárbaro.  
    Até o momento, três adultos foram indiciados pela polícia por coação no curso das investigações. São familiares dos suspeitos que  pressionaram um porteiro da região, por ter enviado fotos dos adolescentes a outros colegas responsáveis pela segurança do local. 

     Em uma das fotos, aparece o vira-lata Caramelo, amigo de Orelha na Praia Brava, que também foi perseguido e maltratado por jovens em janeiro. Ele escapou do grupo depois de ser jogado ao mar à noite! 

     Os atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre neste domingo, demonstram o desejo da população de dar um BASTA a esse tipo de crueldade. 

      O Brasil ama seus animais! 

    

Foto Ricardo Osman/AnimaisOK


Foto Ricardo Osman/AnimaisOk





segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Justiça por Orelha!

O cachorrinho Orelha/Divulgação redes sociais

  
 Uma casinha de madeira, pequena, nas areias da praia Brava, no norte de Florianópolis, era o abrigo do cachorrinho Orelha, um vira-lata boa praça e já idoso. Mas a casinha agora está vazia. O cachorrinho foi vítima de terrível violência praticada, segundo investigações da polícia, por quatro adolescentes. Ferido gravemente, sofreu eutanásia.

   O crime ocorreu no dia 15 de janeiro deste ano. Orelha foi encontrado por pessoas da comunidade no dia seguinte, desfalecido. 

  Segundo as investigações, os jovens deram pauladas no cachorrinho, que era manso e cuidado pela comunidade. Ele foi levado para hospital veterinário, mas os ferimentos eram tão profundos e graves, que a equipe optou por fazer eutanásia e encerrar o sofrimento.

   A covardia e crueldade dos agressores chocou a todos que conheciam Orelha e mobilizou muita gente na ilha por Justiça. 

   O caso está sendo investigado pela promotoria da Infância e Juventude e pela promotoria de Meio Ambiente de Florianópolis. 

  Até o governador do Estado, Jorginho Mello, foi às redes sociais prometer punição aos envolvidos. "As provas do processo me embrulharam o estômago", disse ele.

  Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço dos suspeitos pela morte de Orelha. Apreendeu computadores dos adolescentes. Mas adultos também foram incluídos na operação. Há denúncias de que alguns pais ameaçaram com arma testemunhas do crime.

  Dos quatro jovens suspeitos, apenas dois estão em Florianópolis neste final de janeiro. Outros dois teriam viajado para os Estados Unidos. 

  As investigações devem esclarecer todos os fatos e determinar as punições (inclusive aos pais, se de fato tentaram obstruir a Justiça). A agressão se enquadra em crime de maus-tratos.

  Orelha deve ser o símbolo do respeito por todos os animais nas areias paradisíacas de Florianópolis. 

   Ele tem direitos, tem amigos e amigas, vivia em paz em sua casinha!

    

    



sábado, 17 de janeiro de 2026

Chão quente: risco para os pets, que andam descalços!

     O ano de 2026 começou com sucessivas ondas de calor no Brasil e recordes nas altas temperaturas do Sudeste.

   Eis mais um risco para os pets, nestas terras tropicais: o chão quente, fervendo, que pode queimar as patinhas deles, ao ultrapassar fácil no cimento ou no asfalto os 60°C.   

   Cães e gatos têm nas patas "almofadinhas" para garantir aderência aos pisos e proteção na pegada. São os coxins, assim definidos na anatomia. 

   Localizados embaixo de cada um dos dedos e no que seria a palma da mão e dos pés, as "almofadinhas" dos pets servem também de amortecedores incríveis nos saltos. 

   O curioso é que esse tecido resistente, que tem uma camada de gordura, inclui as únicas glândulas sudoríparas existentes nos corpos dos cães e dos gatos. Essas espécies de animais não suam como nós humanos. O suor só pode ser visto nas patinhas que tocam o chão.

   Já sabemos que as "almofadinhas" da maioria das raças de cães e de gatos, e até daqueles sem raça definida, suportam uma caminhada curta na neve e no gelo. É o caso por exemplo dos Border Collies, que pastoreiam no inverno, e dos Husky Siberianos, que puxam trenós. Dos Golden Retrievers, que mergulham nos lagos gelados da Escócia.

   Se o frio não é uma ameaça tão mortal, o calor é outra história.

   Nos trópicos, o chão quente é chapa fervendo e muitos humanos não percebem isso porque estão usando tênis e sandálias. 

   Embora mais resistentes do que um pé humano, as patinhas dos cães e dos gatos podem sofrer queimaduras em dias de sol intenso. 

   Um cachorrinho que passou a manhã e a tarde brincando em volta de uma piscina, neste mês de janeiro, foi parar no pronto socorro com queimaduras nos coxins. E elas são dolorosas e geram bolhas. 

   Nestes casos de queimaduras nos cachorrinhos (o que é mais comum) e nos gatinhos (raro), é preciso chamar um médico veterinário para examinar e prescrever o tratamento. 

   O sinal mais comum já é percebido à noite, quando o paciente começa a mancar, parece entristecido e procura um cantinho para descansar fora do horário normal.

   A recuperação leva dias e há o risco de surgir uma grave infecção!

   


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Nas festas, proteja seu pet dos fogos de artifício!

  Os cães e os gatos detestam os fogos de artifício. Os demais bichinhos também. Só um primata do planeta, o Homo Sapiens, parece se divertir com o barulho e as cores das explosões. Não são todos. 
  Da China, onde eram feitos inicialmente de bambu, os fogos se espalharam para o mundo e ganharam potência, cores e altura, como vemos atualmente no Ano Novo nas principais praias do País. 
  Nesta época de festas, portanto, é preciso manter seu pet devidamente protegido desta aberração artificial! Estouros na natureza remetem a coisas perigosas, como raios em dias de tempestade. Além disso, cães e gatos têm ouvidos apurados, sensíveis, o que amplifica o estrondo.
  A principal recomendação é manter os amigos de quatro patas em casa, fechar as janelas e montar para eles "uma caverna" usando cadeira (ou mesa) e cobertores. O abrigo de teto baixo e entrada estreita é compreendido pelos pets como um local seguro. 
  Caninos e felinos, domésticos ou silvestres, buscam uma toca para refúgio em caso de ameaça. Muitos deles, nasceram em tocas!
   O medo pode fazer com que alguns cães tenham a reação de "atacar" o barulho agressor e ir para a janela ou o quintal latir bravamente contra os fogos de artifício. Os gatos preferem o recuo e o esconderijo.
  O maior risco, sobretudo no Réveillon, é o de fuga de cães da casa! Surpreendidos pelos fogos, cães podem correr para a rua, saltar sobre muros, e desorientados desaparecerem no bairro. Um início de ano para esquecer!
   Já há inúmeras campanhas contra os fogos de artifício, mas enquanto alguns humanos acharem graça na coisa o jeito é proteger crianças, idosos e pets das explosões!
   Ah, vale lembrar: música relaxante ou sons da natureza, nos vídeo do YouTube, dentro de casa, ajudam nestas horas.  
       

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Dr WhatsApp pode prejudicar seu pet!

  O tutor envia uma foto do vômito do cachorrinho para o WhatsApp do médico veterinário e pergunta:

_ Qual o remédio que eu posso dar para ele? Não parou de vomitar desde ontem.

Momentos depois, chega outra mensagem em áudio:

_ Uma abelha mordeu meu cachorro, e a pata e o pescoço parecem inchados. Tem algo que eu possa dar para ele?

E mais mensagens com imagem:

_ Estou achando a língua do meu cachorro pálida, de cor cinza. Veja na foto!

Com o advento das Redes Sociais, a Medicina Veterinária não é mais a mesma. 

Comunicação rápida ajuda, mas o que estamos vendo no WhatsApp mais parece com um tormento, dúvidas e solicitações online com riscos enormes para os animais.

Tudo está acelerado demais, acima do tempo da saúde e da recuperação da doença! 

Alguns tutores entendem que, por  conseguirem solicitar pelo celular uma refeição em casa, comprar um livro ou um remédio, os problemas de saúde de seus cachorrinhos e gatinhos estão igualmente ao alcance dos dedos.   

O vômito, por exemplo, tem inúmeras causas. Ajuda o organismo a por para fora o que está fazendo mal, o que é bom, mas pode ser sinal de obstrução intestinal. Causas distintas e soluções distintas.

Uma picada de abelha parece dolorosa e inofensiva, mas se a inflamação avançar para todo o sistema respiratório superior o animalzinho pode ter falta de ar, e isso complica tudo. Um analgésico não resolve!

A cor da língua é algo essencial em um exame clínico. Pode ser simplesmente cor de um alimento, mas se estiver cinza, só para citar um exemplo, indica pouca troca gasosa nos pulmões. Quadro gravíssimo. Chama-se língua cianótica. 

Não é possível fazer consulta e exames clínicos pelo WhatsApp!

Obter algumas informações nos dias seguintes à consulta presencial do paciente pode ajudar, mas com limites.

Receber mensagem com resultados de exame de sangue e de imagens é possível sim. O tutor pode enviar. Mas o paciente deve retornar presencialmente ao consultório ou a clínica veterinária.

Nem todos entendem essa realidade, a da importância do contato do médico veterinário com os bichinhos. 

O olhar do paciente, a temperatura interna, os ruídos ou não no pulmão dão informações valiosas. Não se pode pular essa etapa.

Vamos ver como a turma se comporta nas Redes Sociais!

E percebam, não estou falando ainda do Dr Inteligência Artificial!

   


 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

COP 30 deixa os animais do lado de fora

 

Bicho só na ilustração/Foto divulgação COP 30/Cleberson Ferreira

 
       Os bichos que se virem por conta própria. É isso? 

    Ninguém falou na Conferência do Clima, a COP 30 Amazônia, realizada em Belém, do impacto das mudanças climáticas sobre a fauna dos diversos continentes. Os bichos estão igualmente ameaçadas pelo aquecimento global. 

     Um extraterrestre (verde) que chegasse a Belém nestes dias teria certeza de que na Terra só existem os Homo sapiens. Todo o resto é vegetal. 

       Mas alguém percebeu o antropocentrismo ecológico. 

      O Grupo de Respostas a Animais em Desastres (GRAD), uma ONG que salva animais em enchentes e incêndios, como ocorreu no Rio Grande do Sul e no Pantanal, respectivamente, resolveu abrir a boca pelos animais. 

    O GRAD denunciou que na Agenda de Ação  da COP 30 e até nas reuniões paralelas, de menor importância, o mundo animal ficou do lado de fora. Há apenas um ponto no Eixo Temático 2, da Agenda de Ação, que fala em esforços para "conservar e proteger a natureza com soluções... para a biodiversidade".   

     Por isso, o Grupo de Resgate lançou um movimento a favor dos bichos chamado "A Voz dos Invisíveis" e está recolhendo assinaturas em seu site para um manifesto.

  Em meio a festas barulhentas e pratos típicos, como a Maniçoba e o Açaí, discutiu-se de (quase) tudo na Conferência, da ONU: 

  1) Debates intermináveis sobre o quanto os países ricos devem pagar pela emissão de gás carbônico

  2) Conversas repetidas sobre as metas do Acordo de Paris para o aquecimento global

  3) Previsões sobre os eventos extremos, sinais ou não do fim do mundo.

  Sobre os ursos polares, as baleias, as onças, chimpanzés, elefantes, lobos, águias, papagaios, jacarés, sapos, sabiás... nada. Silêncio total!

   Evidentemente que o aumento médio na temperatura do planeta em 2024 em 1,5° C, em relação à era pré-industrial, afeta a vida da fauna e até da flora do planeta. Mas os humanos da COP 30 parecem preocupados unicamente com a própria espécie.

   A Arca de Noé do século 21 em construção contras as mudanças climáticas (se é que está mesmo em construção) não é multiespécie, como foi a original!


Para assinar o Manifesto do GRAD: https://cop30.gradbrasil.org.br/



Logomarca do movimento do GRAD/Divulgação