| A mascote Charlie no aeroporto internacional de São Paulo/Foto divulgação |
| A mascote Charlie no aeroporto internacional de São Paulo/Foto divulgação |
| O macaquinho Punch e seu bichinho de pelúcia/Reprodução Instagram |
A EVOLUÇÃO
Punch vive no zoológico de Ichikawa, localizado nos arredores de Tóquio.
Depois de deixar o berçário, ele seguiu com sua mãe de pelúcia para o recinto onde estão os demais macacos japoneses da neve (como são conhecidos os Macaca fuscata).
No início não foi bem aceito pelo grupo. Mas sempre que era hostilizado por um mais velho, Punch corria, pegava seu orangotango de pelúcia e se refugiava ao seu lado.
Cenas que cativaram o público: um filhote muito desengonçado carregando um orangotango de pano!
Vale lembrar que esses macacos japoneses são conhecidos pela coragem e resistência porque vivem em terras inóspitas, geladas, no norte do Japão, em meio à neve. Eles enfrentam o frio com grossas pelagens e se refugiam em fontes termais da região.
| Foto Zoológico de Ichikawa (Japão) |
Agora é lei! Tutores e seus cães e gatos estão autorizados no estado de São Paulo a descansarem juntos por toda a Eternidade!
Ao menos os corpos poderão estar lado a lado no mesmo jazigo.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou neste mês de fevereiro lei que autoriza o enterro de pets nos jazigos das famílias! Mas cada município do estado irá definir suas próprias regras sanitárias para o sepultamento dos bichinhos.
Até então eram proibidos pets nos cemitérios dos humanos. A legislação determinava a cremação dos corpos dos animais pelas prefeituras, ou crematórios particulares e em um ou outro caso em cemitérios de pets.
Na capital, por exemplo, é proibido enterrar animais em quintais das casas ou chácaras, por causa de riscos de contaminação das águas.
A lei paulista tem o nome de Bob Coveiro, em homenagem a um cachorrinho de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, que depois de acompanhar o enterro de sua tutora passou a morar no cemitério!
Que história incrível, que lembra a do cão japonês Hachiko, que passou a morar em uma estação ferroviária depois da morte de seu tutor, que embarcara ali horas antes.
Hachiko era um akita e hoje há uma estátua de bronze em sua homenagem na estação de Shibuya, em Tóquio. Sua história virou filme.
Não se sabe ainda se há direito a velório dos cães e gatos nos cemitérios humanos.
Seja como for, a lei vem realizar um antigo sonho de muitos tutores. Um desejo que não é em absoluto uma novidade.
No antigo Egito, época das pirâmides, os faraós eram enterrados com seus animais de estimação. Múmias de gatos e cães foram encontradas nas escavações dos túmulos reais.
Até gaviões, neste caso, foram preparados para a viagem ao outro mundo!
A atualidade renova os votos de união e lealdade por toda a Eternidade!
| Manifestação na Avenida Paulista/Foto AnimaisOk |
Em uma das fotos, aparece o vira-lata Caramelo, amigo de Orelha na Praia Brava, que também foi perseguido e maltratado por jovens em janeiro. Ele escapou do grupo depois de ser jogado ao mar à noite!
Os atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre neste domingo, demonstram o desejo da população de dar um BASTA a esse tipo de crueldade.
O Brasil ama seus animais!
| Foto Ricardo Osman/AnimaisOK |
| Foto Ricardo Osman/AnimaisOk |
| O cachorrinho Orelha/Divulgação redes sociais |
O crime ocorreu no dia 15 de janeiro deste ano. Orelha foi encontrado por pessoas da comunidade no dia seguinte, desfalecido.
Segundo as investigações, os jovens deram pauladas no cachorrinho, que era manso e cuidado pela comunidade. Ele foi levado para hospital veterinário, mas os ferimentos eram tão profundos e graves, que a equipe optou por fazer eutanásia e encerrar o sofrimento.
A covardia e crueldade dos agressores chocou a todos que conheciam Orelha e mobilizou muita gente na ilha por Justiça.
O caso está sendo investigado pela promotoria da Infância e Juventude e pela promotoria de Meio Ambiente de Florianópolis.
Até o governador do Estado, Jorginho Mello, foi às redes sociais prometer punição aos envolvidos. "As provas do processo me embrulharam o estômago", disse ele.
Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço dos suspeitos pela morte de Orelha. Apreendeu computadores dos adolescentes. Mas adultos também foram incluídos na operação. Há denúncias de que alguns pais ameaçaram com arma testemunhas do crime.
Dos quatro jovens suspeitos, apenas dois estão em Florianópolis neste final de janeiro. Outros dois teriam viajado para os Estados Unidos.
As investigações devem esclarecer todos os fatos e determinar as punições (inclusive aos pais, se de fato tentaram obstruir a Justiça). A agressão se enquadra em crime de maus-tratos.
Orelha deve ser o símbolo do respeito por todos os animais nas areias paradisíacas de Florianópolis.
Ele tem direitos, tem amigos e amigas, vivia em paz em sua casinha!
O ano de 2026 começou com sucessivas ondas de calor no Brasil e recordes nas altas temperaturas do Sudeste.
Eis mais um risco para os pets, nestas terras tropicais: o chão quente, fervendo, que pode queimar as patinhas deles, ao ultrapassar fácil no cimento ou no asfalto os 60°C.
Cães e gatos têm nas patas "almofadinhas" para garantir aderência aos pisos e proteção na pegada. São os coxins, assim definidos na anatomia.
Localizados embaixo de cada um dos dedos e no que seria a palma da mão e dos pés, as "almofadinhas" dos pets servem também de amortecedores incríveis nos saltos.
O curioso é que esse tecido resistente, que tem uma camada de gordura, inclui as únicas glândulas sudoríparas existentes nos corpos dos cães e dos gatos. Essas espécies de animais não suam como nós humanos. O suor só pode ser visto nas patinhas que tocam o chão.
Já sabemos que as "almofadinhas" da maioria das raças de cães e de gatos, e até daqueles sem raça definida, suportam uma caminhada curta na neve e no gelo. É o caso por exemplo dos Border Collies, que pastoreiam no inverno, e dos Husky Siberianos, que puxam trenós. Dos Golden Retrievers, que mergulham nos lagos gelados da Escócia.
Se o frio não é uma ameaça tão mortal, o calor é outra história.
Nos trópicos, o chão quente é chapa fervendo e muitos humanos não percebem isso porque estão usando tênis e sandálias.
Embora mais resistentes do que um pé humano, as patinhas dos cães e dos gatos podem sofrer queimaduras em dias de sol intenso.
Um cachorrinho que passou a manhã e a tarde brincando em volta de uma piscina, neste mês de janeiro, foi parar no pronto socorro com queimaduras nos coxins. E elas são dolorosas e geram bolhas.
Nestes casos de queimaduras nos cachorrinhos (o que é mais comum) e nos gatinhos (raro), é preciso chamar um médico veterinário para examinar e prescrever o tratamento.
O sinal mais comum já é percebido à noite, quando o paciente começa a mancar, parece entristecido e procura um cantinho para descansar fora do horário normal.
A recuperação leva dias e há o risco de surgir uma grave infecção!