sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Shopping Center é lugar de pets! Evento no CenterVale confirma tendência do setor!

 

Neste fim de semana, dias 24 e 25 de setembro, o CenterVale Shopping de São José dos Campos abre suas portas para receber tutores e seus pets de estimação em evento destinado aos peludos. Trata-se do "Mundo Pet CenterVale", que prevê  diversas atrações, palestras educativas e até (no domingo) a participação do especialista em comportamento dos pets, Alexandre Rossi.  

   O ingresso para o evento deve ser obtido por meio do aplicativo do shopping e os organizadores pedem a doação de 1 quilo de ração. As doações serão encaminhadas ONG Adota Pet, da cidade de São José dos Campos. 

   O CenterVale Shopping já mantém um Espaço Pet no estabelecimento, para que os clientes possam levar seus cachorrinhos às compras. Fundado em 1987, esse shopping mostra sintonia com uma tendência nacional e internacional do varejo, que é de ter cada vez mais estabelecimentos pet friendly

   Na capital São Paulo, praticamente todos os shoppings têm espaços para recreação de cães. O Morumbi Shopping foi um dos pioneiros, com uma grande área externa voltada para o lazer de tutores e seus cães. Há, porém, restrição de acesso dos pets às praças de alimentação dos shoppings, por determinação de regras da vigilância sanitária.  

Para saber mais: https://www.centervale.com.br/


quarta-feira, 21 de setembro de 2022

O Adeus ao Dr. Erik, médico e amigos dos pets.

  O médico veterinário Dr. Erik levava a sério o  juramento feito na formatura. Não deixava nenhum cão ou gato sem atendimento, mesmo aqueles abandonados, sem donos, ou de tutores que não tinham como pagar a conta do serviço. Além disso, sempre acreditou ser possível uma medicina veterinária de baixo custo, de qualidade e acessível a todos, principalmente aos clientes e pacientes das periferias das cidades.  

   Não era teoria, mas prática. Certa tarde, um homem jogou um filhote de gato na recepção do hospital que Dr. Erik inaugurou no bairro do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, e disse que o bicho fora atropelado diante de seu comércio, mas que não queria saber dele. 

  Sem discussão, Dr. Erik levou o filhote para o centro cirúrgico, colocou um pino em seu fêmur e o manteve na internação do hospital por semanas. Recuperado, o gatinho batizado de Nino foi adotado por uma família. Nunca teve problema com aquela perna.

 A este episódio somam-se inúmeros outros de  dedicação e desprendimento de um veterinário que se tornou parceiro de ONGs de proteção animal do estado de São Paulo. 

 Pioneiro das campanhas de castração de cães e gatos nos anos 1990, o veterinário Erik Neves Rodrigues faleceu na sexta-feira, dia 16 de setembro, em São Paulo, de complicações no tratamento para doença grave.  

 Formado pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Dr. Erik começou a atuar como cirurgião veterinário em Embu das Artes, cidade onde nasceu e cresceu. Cirurgião habilidoso, decidiu  dedicar-se à saúde dos pets, apesar do carinho também pelos cavalos. 

  Era a cavalo que seguia com amigos e amigas em romaria do município de Embu para a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, passando por São José dos Campos. Uma jornada que fazia com o celular nas mãos, atendendo nas paradas clientes ou orientando cirurgiões amigos em alguma emergência. 

   Em uma manhã da romaria, um dos cavalos que descansava no pasto da pousada entrou em um rio gelado e ficou atolado. Apreensão geral. E mais uma missão para o Dr. Erik, que levava no jipe de apoio todos os medicamentos e frascos de soro para este tipo de atendimento. Retirado da água e tratado o quadro clínico de hipotermia, o cavalo seguiu a jornada. 

  Não parava de trabalhar. A capacidade de liderar equipe o levou à coordenação de campanhas de castração públicas de cães e gatos de prefeituras como a de Taboão da Serra e de São Paulo. Em um único dia, sua equipe fazia de 300 a 400 cirurgias, além de vacinar os pets contra a doença raiva.  

 Erik Neves deu expressiva contribuição ao aperfeiçoamento de técnica moderna de castração de fêmeas de ambas as espécies, conhecida como "técnica do gancho". Essa técnica (em que o útero é puxado para fora com a ajuda do gancho) aumentou a segurança e a rapidez nas castrações.

  Em 2016, ele inaugurou o hospital "Dr. Erik", no bairro do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista, para atendimento aos pets da população de baixa renda. Conquistou seu espaço na periferia paulistana!

  Nestes primeiros anos do hospital, estive ao lado do Dr. Erik, colaborando e aprendendo. Chamava atenção as consultas objetivas e seguidas, a capacidade de fazer várias cirurgias ortopédicas por dia, de pacientes atropelados, a maioria cachorros.

 Sempre bem-humorado, aparentemente tranquilo diante da pressão e ansiedade da profissão, Erik Neves só se exaltava em jogos do Palmeiras, o time do coração.   

  Dr. Erik faleceu aos 52 anos, deixou esposa e dois filhos do segundo casamento. O filho Maurício, do primeiro casamento, segue os passos do pai e é médico veterinário no hospital do Campo Limpo.  

  Que Deus conforte os familiares, amigos e amigas, e seus peludos pacientes!

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Welsh Corgi, os baixinhos de quatro patas da Rainha Elizabeth.

  A rainha Elisabeth II sempre viveu na companhia de simpáticos cachorrinhos de pernas curtas, corpo robusto coberto por pelos dourados (no dorso) e brancos (peito), e cabeça e orelhas quem lembram as das raposas. São os cães da raça Welsh Corgi Pembroke, que ela sempre amou desde a juventude. 

  A turminha canina da rainha sempre desfrutou do bom e do melhor da família real. Mas sabemos que o que os cães mais apreciam são os passeios pela natureza. Elizabeth II costumava passear com os Corgi nos campos ao redor do castelo de Balmoral, na Escócia. Na quinta-feira, dia 8 de setembro, Elisabeth II morreu naquele castelo. 

  Sua Majestade foi a principal divulgadora da raça, que tem criadores no Brasil. 

  Os Welsh Corgi Pembroke são cães pastores com origem na Grã-Bretanha, segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), e de temperamento amigável e nunca agressivo. O machos chegam a pesar 12 quilos e as fêmeas 11 quilos, os que os coloca como cães de médio porte. 

  O instinto dos cães pastores é de proteção do grupo, por isso a raça Welsh Corgi é hoje considerada de animais de companhia, para o convívio familiar. 

  Os baixinhos de quatro patas não são os únicos protegidos da família real. A Rainha Elizabeth amava os cisnes (de bico laranja) de rios como o Tâmisa, tanto que passou a proteger a espécie nas últimas décadas. A lei é clara e afirma que todos esses cisnes de vida livre pertencem à monarquia. 

 Os cavalos eram também outra paixão. Elizabeth II criava cavalos de corrida e gostava de cavalgar. Tudo começou ainda na infância, quando ganhou seu primeiro pônei.    

   

sábado, 27 de agosto de 2022

Gatos, os guardiões das destilarias!

 

Gato Towser/Glenturret Distillery/Schotchwhisky.com

   Todo apreciador do bom uísque escocês deve fazer um brinde aos gatos. São eles que garantem a qualidade das muitas bebidas. É tradição na Escócia que toda destilaria tenha gatos domésticos em seus locais de produção para caçar os ratos que vão em busca dos cereais utilizados na receita da bebida.

  As empresas que produzem o uísque reconhecido em todo mundo pela qualidade aperfeiçoaram processos e marketing, mas não abriram mão, em nome da tradição e da eficiência, dos gatos ao lado dos sacos de cevada e outras mercadorias.

  O mais famoso gato desta nobre atividade é o Towser, que protegeu os cereais da destilaria Glenturret de 1963 até 1987, quando morreu aos 24 anos. Segundo a empresa, Towser caçou mais de 28 mil ratos no território da destilaria, garantindo assim a boa produção do uísque. Depois de sua morte, os proprietários mandaram fazer uma estátua em sua homenagem. 

  Os gatos convivem com os seres humanos há mais de 6 mil anos e essa aproximação ocorreu justamente devido a Revolução Agrícola.

  Naquela ocasião, nossa espécie deixou de ser nômade e passou a guardar alimentos plantados e coletados em abrigos das aldeias primitivas. Os ratos silvestres vieram atrás dos cereais para fazer a festa. O banquete não foi maior porque os gatos silvestres vieram caçar os ratos. 

  A vantagem do alimento farto (ratos) e a proteção dos humanos (que perceberam o benefício de manter esses gatos por perto) levaram, por meio da seleção natural, ao surgimento de uma nova espécie de felino: o gato doméstico (Felis catus domesticus). 

 O curioso é saber que até hoje o gato doméstico vigia os armazéns das destilarias da Escócia. Seus olhos atentos acompanham de perto a longa produção do famoso uísque escocês, proibido para os menores ratinhos. 

Para saber mais: a história de Towser é detalhada em alguns sites. Vejam em https://www.thegreatcat.org/towser/ e em https://scotchwhisky.com/

   


 

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terça-feira, 16 de agosto de 2022

OMS vai alterar o nome da Varíola dos Macacos e já pede sugestões.

  Os macacos de todo o planeta receberam com alívio uma boa notícia neste mês de agosto.  

  A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai trocar o nome da doença "Varíola dos Macacos" por outro que não faça menção aos primatas não humanos. Isso porque a Organização entendeu que além de incorreto em relação à fonte de infecção o nome era injusto e ameaçava os macacos de perseguição e maus-tratos. 

  Até sugestões para o novo nome a OMS está recebendo em um canal aberto em seu site (para participar entre em https://icd.who.int/dev11).

 Portanto, a MonkeyPox, como a nova varíola foi inicialmente chamada, terá outro nome, e com isso espera-se que cessem as perseguições e maus-tratos registrados nas últimas semanas a macacos, inclusive no Brasil. A partir de agora, com tudo esclarecido, bandos como os muriquis de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, podem voltar a dormir em paz. 

 Os nomes dos vírus da nova varíola já foram trocados: Clado I é o vírus identificado no oeste da África e Clado II o identificado na região central deste continente. 

  A confusão do nome começou em 1958. Neste ano, cientistas detectaram a presença do vírus desta varíola em um grupo de macacos do Congo, na África, que fora levado para a Dinamarca. O batismo foi precipitado, uma vez que o agente causador da doença infecta também roedores, esquilos e outras espécies de animais. Mas principalmente porque hoje está claro que são os seres humanos os principais transmissores da nova varíola.


 



 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

É preciso escovar os dentes dos pets, mas a tarefa não é fácil!

   Os tutores de cães e gatos devem dedicar um tempo na semana para cuidar da saúde bucal de seus pets. Não basta dar banhos, fazer a tosa, caprichar na roupinha e na ração de qualidade. É preciso escovar os dentes dos cachorrinhos e dos bichanos para evitar gengivites e principalmente reduzir o ritmo da formação de tártaro. 

  Cachorros não gostam muito da escovação, mas toleram e podem se acostumar com o tempo, já os gatos detestam as escovas de dentes em sua maioria! 

 As vantagens da escovação duas ou três vezes por semana (os especialistas divergem sobre a frequência média ideal, e alguns defendem que deva ocorrer todos os dias) serão sentidas nas fases adulta e geriátrica dos pets. Nestas fases, são comuns dentes cobertos por tártaro.  

  O tártaro é uma placa bacteriana, de consistência mineral, formada a partir de microorganismos e resíduos de alimentos. 

  No início da formação do tártaro, os dentes ganham uma cor amarela, principalmente junto à gengiva. Com o passar dos anos, formam-se crostas que cobrem os dentes, dos molares aos caninos, que ficam escurecidos e passam a apresentar mal cheiro e sangramento.  

 Nesta situação grave, a solução exige a ida do pet ao médico-veterinário dentista. Não existe cadeira de dentista para pets, mas uma mesa para procedimentos anestésicos e cirúrgicos. Ao contrário de nós humanos que ficamos com a boca aberta (e aguentamos o barulhinho do motor e a movimentação de metais), os cães e os gatos precisam ser anestesiados para que a retirada do tártaro e o polimento dos dentes sejam feitos.

  Por isso, os custos incluem exames de sangue, do coração, e outros necessários para a segura anestesia. A retirada do tártaro em si é fácil com o uso de instrumento certo e rápida.  

  O mercado pet oferece diversos tipos de escovas de dentes e de pastas de dente para cães e gatos. Somente podem ser usados em cães e gatos produtos especificamente feitos para eles, pois em muitos casos engolem as pastas durante a escovação. 

  As lojas de petshop também oferecem enxaguantes bucais, alguns na forma de spray, com sabores, que devem ser usados à noite com o objetivo de reduzir a quantidade de bactérias na boca. 

  A internet está repleta de ideias malucas e outras nem tanto para a higiene bucal de cães e gatos, e a retirada do tártaro. Há quem prometa resultados demais, como se mágica fosse possível nesta hora.

  A prática veterinária revela, porém, que a boa e conhecida escovação é a melhor solução. Afinal, a saúde bucal, além de fazer bem para todo o organismo, garante um lindo sorriso! Sim, há quem jure que cães e gatos sorriem! 

     

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Varíola dos Macacos: nome incorreto para surto que não é culpa dos primatas.

  Os primatas não humanos do Brasil (saguis, micos e bugios, por exemplo) nada têm a ver com a Varíola dos Macacos. Na verdade, nem os macacos da África, onde o vírus foi inicialmente detectado por seres humanos intrusos, são os únicos reservatórios do vírus no mundo. O poxvírus deste surto de varíola é encontrado em roedores e esquilos, além de outras espécies. 

    Mas o nome mais popular pegou (Varíola dos Macacos) e representa um risco para as espécies, uma vez que pessoas podem maltratar os animais, até feri-los e matá-los por pura ignorância. Eles nada têm a ver com o problema. Situações como estas ocorreram, por exemplo, no recente surto de Febre Amarela no Brasil, uma doença transmitida por mosquito, mas capaz de atingir humanos e macacos. 

  A história da chamada Varíola dos Macacos tem início em 1958 quando seres humanos capturaram e levaram macacos do Congo para a Dinamarca,  e lá observaram a ocorrência da doença.    

  A cientista Viviane Bottosso, diretora do Laboratório de Virologia do Instituto Butantan, afirma, em entrevista publicada no site da instituição, que o termo varíola dos macacos não reflete a origem do vírus. "Não é correto falarmos varíola dos macacos. Esse foi o nome que ficou conhecido popularmente, porque o vírus foi detectado inicialmente em macacos que foram exportados da África para a Dinamarca e a doença foi verificada e identificada neles como um poxvírus. Porém, se sabe que roedores adquirem a doença", afirma a virologista.

  Portanto, trata-se de uma zoonose (doença que pode ser transmitida de animais para os humanos), que envolve várias espécies, como ocorre na origem de outras patologias, e cuja transmissão atual é principalmente entre humanos.   

  O vírus do atual surto é da família Poxviridae, do gênero Orthopoxvirus, as mesmas classificações do vírus da varíola humana. Mas a doença atual é clinicamente menos grave do que a varíola humana que fez milhões de vítimas em todo o mundo nos últimos séculos. 

  Na sexta-feira, dia 29 de julho, o Ministério da Saúde informou a morte de um homem, em Minas Gerais, vítima do surto atual. No mundo inteiro, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) são cinco mortes. A OMS declarou neste mês de julho a Varíola dos Macacos como "emergência de saúde global", chamando a atenção dos governantes para o rápido aumento do número de casos.

   A varíola humana foi considerada erradicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980, graças às vacinas. Foi o médico inglês Edward Jenner que desenvolveu a vacina no século 18 ao perceber que mulheres que ordenhavam vacas (rebanho que tinha uma versão mais branda de varíola), não contraíam a versão mais perigosa, que era a varíola humana. As mulheres ganhavam certa imunidade para o vírus mais fatal ao terem contato com uma versão menos agressiva. 

  A Varíola dos Macacos é considerada endêmica em países da África, além do Congo, Camarões, Costa do Marfim e Nigéria. 

  Já há vacinas no Reino Unido, Espanha, Estados Unidos e Canadá para  a prevenção desta doença viral, mas ainda não há previsão para a produção em larga escala suficiente para a vacinação de populações de diversos países.     

  

  


sexta-feira, 22 de julho de 2022

Conheça as vantagens e desvantagens do atendimento veterinário em domicílio

 A residência de um cão ou de um gato, seja uma casa, um apartamento ou uma chácara, é o território de inúmeros agentes que causam doenças dermatológicas. É no lar doce lar que ocorrem acidentes domésticos como ingestão de plantas tóxicas ou de produto de limpeza. Nos banheiros dos gatos ou no quintal aberto aos cães, as fezes dos animais podem indicar muitas coisas, inclusive verminoses que podem ser transmitidas aos seres humanos.  
 Portanto, há muitas vantagens no atendimento médico-veterinário realizado em domicílio, uma tendência crescente nos dias atuais. 
  Nas residências, por exemplo, é possível fazer um bom exame clínico, pois os animais estão menos estressados do que em clínicas e hospitais, é facilitada a aplicação de vacinas e não há risco de infecções cruzadas (doenças adquiridas de outros pacientes). 
 No caso dos felinos, que detestam ambientes estranhos, até a realização de fluidoterapias subcutâneas têm maior chance de sucesso em casa do que em clínicas.   
  A medicina veterinária de atendimento em domicílio está de acordo com conceitos modernos da medicina humana. O programa Estratégia Saúde da Família, que prevê a visita de equipes de médicos e agentes de saúde, nos domicílios tem o apoio do escritor e médico Drauzio Varella, conforme descreve em seu livro de Memórias "O Exercício da Incerteza" (Companhia das Letras, 2022). Ele chega a dizer que é possível resolver a maioria dos casos clínicos apenas com uma cesta básica de medicamentos, sem nenhum equipamento além do estetoscópio.
  Certa vez, resolvi um caso de dermatite complicado ao observar que o tapete onde a paciente canina descansava estava completamente sujo e com ectoparasitas microscópicos. Não havia neste caso medicamento que curasse a paciente do problema. Em outro caso clínico, o vômito interminável era consequência da dedetização no prédio, em área em que a cachorrinha tinha acesso. Nenhum antiemético daria conta do problema.
 O atendimento a domicílio, porém, tem seus limites e exige do profissional conhecimento sobre suas vantagens e desvantagens. A maioria dos procedimentos médicos só podem ser feitos em clínicas e hospitais que têm condições e equipe para isso. Uma obstrução urinária que pode ser desfeita com sonda, por exemplo, deve ser realizada nas condições oferecidas pelos hospitais. A simples aplicação de injeções de medicamentos que podem alterar a frequência cardíaca também exige salas especiais, com o recurso do oxigênio medicinal. 
  Não há certezas fáceis nem na medicina veterinária e nem na humana. Por isso, é preciso que cada modalidade de atendimento faça a sua parte em favor do paciente.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Câncer, uma ameaça aos pets!

 Um gatinho com vômito e diarreia, uma cachorrinha com nódulos na pele, um cão da raça labrador com uma ferida no dedo que não cicatriza e uma gatinha com inchaço na face. O que há em comum entre estes pets? Sinais iniciais de neoplasia maligna, de câncer.

 No primeiro caso, o diagnóstico foi de linfoma (neoplasia nos linfócitos); o segundo, de mastocitoma (neoplasia em mastócitos); o terceiro de melanoma (em células chamadas melanócitos) e o quarto um tumor ósseo não identificado completamente. Todos estas neoplasia levaram os pacientes a óbito um ano depois dos problemas iniciais. 

  Hoje, temos a impressão de que os cães e os gatos apresentam mais cânceres do que antigamente, no tempo de nossos avós. E muitos tutores ficam apontando culpados no ambiente ou na nutrição. 

 Mas não é bem assim. A oncologia veterinária, o estudo das neoplasias, avançou expressivamente no Brasil nos últimos 20 anos. Atualmente, os avanços da tecnologia permitem melhor e mais rápido diagnóstico deste tipo de doença e, além disso, os cães e os gatos têm maior expectativa de vida, sendo que os estudos demonstram maior presença de cânceres na geriatria.

  Um estudo demonstrou que 45% dos cães e gatos idosos, com idade entre 6 a 10 anos, tinham algum tipo de câncer. A casuística inclui pets de raça e sem raça definida (SRD) e é citada em Epidemiologia dos Tumores no Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos (Jericó, Neto e Kogika).

  O cânceres estão associados a fatores de risco, como hereditariedade, alterações genéticas e fatores ambientais, entre os quais se incluem os virais, os poluentes e os nutricionais. 

  A recomendação aos tutores de pets é a mesma feita para os seres humanos: quanto mais cedo for feito o diagnóstico em seu pet, mais chances do tratamento conservador, quimioterápico ou cirúrgico ser bem-sucedido. 

  Portanto, faça um check-up oncológico quando seu pet entrar na fase geriátrica, normalmente em torno dos 7 anos de idade. 

  Vale reforçar que a castração dos machos de ambas as espécies evita o câncer de testículo e a castração precoce das fêmeas de ambas as espécies reduz o risco de carcinoma mamário. 

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Vai deixar o pet em um hotel? Saiba como evitar sustos e riscos nesta hora.

    O cachorrinho Bob, da raça Yorkshire, morreu no dia 28 de junho passado dentro de um hotel para pets na cidade de Jacareí, no interior de São Paulo. Sua morte virou notícia porque a tutora suspeitou que Bob foi vítima do ataque de outro cão, pelos tipos de ferimentos, e registrou Boletim de Ocorrência na delegacia da região. O caso será investigado pela polícia. Em nota, os donos do hotel lamentaram o incidente e se colocaram à disposição da tutora, mas não explicaram o que poderia ter levado Bob ao óbito.
  A morte de Bob serve de alerta neste momento de férias escolares, quando as famílias programam viagens e deixam seus pets em hotéis. O setor é carente de profissionalização, e por não ser regulamentado e nem exigir nível de formação, deixa poucos parâmetros aos tutores na hora de escolher o melhor hotelzinho para seu cão ou gato. 
  Acidentes podem ocorrer em qualquer ramo de atividade, mas é preciso comprovar que foi feito todo treinamento e obtida toda experiência possível para evitá-los. 
  Afinal, não basta gostar de pets ou se interessar por um mercado aquecido para trabalhar com cães e gatos, hoje integrados às famílias. É preciso saber como garantir bem-estar, segurança e saúde aos hóspedes. 

MATILHA _  Em um hotel, por exemplo, o grupo é formado aleatoriamente, não sendo uma matilha com hierarquia definida e laços de amizade. Por isso, qualquer disputa, seja por atenção, seja por um brinquedo ou alimentação, pode levar a uma briga arriscada para os menores. Um dos problemas registrados nos hotéis de pets é o de reunir cães, ou gatos, em espaço nem sempre amplo e supervisionado. 
  Em relação aos gatos, o problema é ainda mais grave, pois não é possível formar grupos de hóspedes felinos que não se conhecem. Além disso, gatos saltam, escalam árvores, pulam de janelas, e o risco de fuga de um felino é enorme em comparação aos cães.
   Já há sites e aplicativos de hospedagens de pets no Brasil, que por meio de interação de quem quer hospedar com quem tem disponível tempo e espaço, acomodam animais em residências familiares. O modelo tem pontos positivos, mas se a família que vai receber seu cão ou seu gato já tiver seus próprios animais de estimação, os riscos persistem.
  Um outro ponto que exige atuação de profissionais é o relacionado às doenças infecciosas e a transmissão de ectoparasitas. Os melhores hotéis somente recebem pets vacinados, vermifugados e que façam uso de produtos contra pulgas e carrapatos.  

   Para ajudar a você, leitor/leitora deste blog, elaboramos um checklist para facilitar a escolha do hotelzinho de seu pet.

CHECKLIST PARA TUTORES DE CÃES:

1)  Verifique quantos animais o hotel costuma receber nas férias e se há espaço para separação dos hóspedes por porte ou por temperamento. Se você tem um cão de raça pequena ou sem raça definida de porte pequeno, não é recomendável que fique ao lado de raças fortes e maiores. 

2)  O hotel devem manter instrutores 24 horas por dia próximos dos animais e, no melhor caso, manter médico veterinário no estabelecimento para qualquer emergência.

3)  Os cães costumam ficar ansiosos na ausência dos tutores. Diante disso, questione o hotel sobre quais atividades eles adotam, como passeios ou brincadeiras, por exemplo, para reduzir a ansiedade de separação dos hóspedes. 

4)  Se seu cão é muito ciumento, ele vai ter dificuldades de conviver em um grupo. É preciso saber neste caso quais serviços o hotel oferece para este tipo de hóspede, que precisa de maior atenção e privacidade.

5) Certifique-se de quais medidas de prevenção a doenças são exigidas pelo hotel. Saiba que o rigor das regras neste caso vem a seu favor. Todos os hóspedes precisam, por exemplo, estar vacinados. 

6) Deixe o contato do veterinário particular de seu pet com a turma do hotelzinho.


CHECKLIST PARA TUTORES DE GATOS:

1) Os gatos são animais de temperamento reservado e não gostam de estranhos. Se não puder deixá-los na residência aos cuidados de um profissional ou familiar, é preciso optar por um hotel que garanta privacidade a seu bichano. 

2) Certifique-se que o gatinho ficará em uma dependência do hotel totalmente isolada por telas para que não haja risco de fuga. É fundamental que o local tenha janelas, por onde entre luz solar.

3) O gato hóspede costuma ficar tão assustado nos primeiros dias que nem come ou somente come a noite, quando não há movimentação nenhuma no hotelzinho. Verifique o treinamento da equipe do hotel para este tipo de situação, que exige a recuperação do peso assim que o felino estiver mais a vontade. 

4) Procure saber se a equipe do hotel tem experiência com a medicina veterinária de felinos ou contatos de clínicas especializadas. Os gatos não são cachorros, e em alguns casos somente médicos especialistas conseguem ajudar.

5) Vale a pena checar quantas caixas de areia estão disponíveis no hotel para os hóspedes. Isso é um ponto fundamental para a higiene e para a saúde dos felinos. A caixa de areia é considerada área de transmissão das doenças infecciosas e de vermes.   
  

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Surge no País a figura do médico de animais selvagens! Os bichos agradecem!

  Neste mês, em que se comemorou o Dia do Meio Ambiente (5/06) e a preservação da Amazônia esteve nas manchetes dos sites de notícias, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) anunciou a criação da mais recente especialização da Medicina Veterinária, a do médico de animais selvagens. 

  A partir de agora, o profissional pode ter um título oficial de veterinário de animais que vivem nos mares, rios, matas e florestas do Brasil e até nos do exterior que estão em zoológicos. A especialização surge com quatro categorias: médico de animais aquáticos, de animais de zoológicos, profissional da Medicina de Conservação e de pets não convencionais. 

  Sem dúvida, a medida vem contribuir para a preservação da fauna no Brasil, incentivando a especialização em animais que não sejam os domésticos. 

  O Conselho Federal habilitou por cinco anos a Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (Abravas) para a concessão dos títulos de especialista aos que forem submetidos e aprovados em processo de seleção da entidade. O edital informando os critérios da formação do especialista ainda será publicado.

 "O reconhecimento das especialidades garante à sociedade serviços veterinários especializados prestados por profissionais que foram chancelados por instituições habilitadas", disse Francisco Cavalcanti de Almeida, presidente do CFMV, em nota publicada no site do Conselho.

 Com as crescentes queimadas registradas em desmatamentos no Pantanal e na Amazônia, e os registros de casos de atropelamento de animais silvestres nas estradas do País, a especialização tornou-se imperativa no Brasil. 

 Além disso, aprofundamento em doenças de animais silvestres, muitas das quais consideradas zoonoses (que são as enfermidades que podem ser transmitidas aos seres humanos), devem contribuir para a saúde pública em diversas comunidades.   

 A nova especialização atende antiga reivindicação do setor e foi aprovada por unanimidade em sessão plenária ordinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária, que tem sede em Brasília. 

  Em um momento em que os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips na Amazônia chocaram o mundo, é bem-vinda a notícia de que podemos já ter no Brasil o médico veterinário com título de especialista, por exemplo, em Medicina da Conservação ou em tratamento de felinos silvestres, como as onças.

  Os bichos da natureza agradecem!   

PARA SABER MAIShttps://www.abravas.org.br/


quinta-feira, 16 de junho de 2022

Agasalho Pet 2022: campanhas têm início com o inverno. Participe!

  O inverno no hemisfério sul tem início, neste ano, na terça-feira, dia 21 de junho, com o solstício de inverno, e irá terminar em 22 de setembro, quando começa a primavera. A previsão é de uma estação de frio rigoroso na região Sudeste e Sul do País. Por isso, são bem-vindas as Campanhas do Agasalho Pet já lançadas neste ano, boa parte no Estado de São Paulo. 

  Prefeituras paulistas, como a da cidade de Limeira, redes de varejo de produtos pets, como a Cobasi, que tem unidades em várias capitais e cidades do interior do País, como São José dos Campos, e até lojas online do setor estão mobilizadas para arrecadar roupinhas, mantas e caminhas para as campanhas do Agasalho Pet 2022. 

 Você pode ajudar separando, por exemplo, roupinhas e caminhas usadas e destinando-as aos cães e gatos de rua ou de abrigos mantidos por Organizações Não-Governamentais (ONGs).

 Os animais idosos ou filhotes que vivem na condição de cães comunitários, ou na companhia de moradores de rua, são os que mais sofrem com o frio do inverno. Os bichinhos podem apresentar tremores, que são sinais da hipotermia.

 No caso de cães e gatos de rua, uma casinha também pode ser doada para a proteção contra o frio. 

 Participe destas ações solidárias. Nossos amigos de quatro patas precisam de toda ajuda! 

Logomarca da campanha da prefeitura de Limeira, em São Paulo.


   

  

    


 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

No Jubileu da rainha Elizabeth, a festa é dos pets.

  

Rainha Elizabeth II em visita em 2015 ao abrigo Battersea, em Londres/Foto divulgação Battersea

 As comemorações do Jubileu de Platina da Rainha Elizabeth II mobilizam neste mês de junho súditos do Reino Unido e admiradores pelo mundo todo. Mas há muito o que comemorar no mundo dos pets nesta data que marca sete décadas de reinado de Elizabeth. Já no primeiro desfile do Jubileu, o dos regimentos britânicos (Trooping the Colour), em Londres, o cão Seamus, mascote da guarda irlandesa, teve lugar de honra à frente do pelotão e se tornou o centro das atenções. 

 Afinal, sua Majestade tem especial carinho pelos pets: vive na companhia de seus cachorros da raça Welsh Corgi, conhecidos como os Corgi Reais, e é Patrona de um abrigo de cães e gatos famoso em Londres, o Battersea Dogs & Cats (https://www.battersea.org.uk/).

  A paixão e a dedicação não são de agora. 

 Os cães da raça Welsh Corgi ela cria desde os 18 anos. Dizem até que há no Palácio de Buckingam um quarto especial para seus cachorrinhos.

  Além disso, a Rainha Elizabeth II tornou-se Patrona Real do abrigo Battersea em 1956, conforme o site da instituição, que registra suas visitas ao local em fotos. Quando completou 90 anos, ela pediu para não ter mais compromissos formais. 

  O abrigo Battersea foi fundado em 1860 e é uma referência em resgate de cães e gatos abandonados e em assistência a filhotes que precisam de um lar permanente. A instituição possui uma clínica veterinária e até um serviço que ajuda tutores a encontrarem seus pets perdidos.

 Os cidadãos podem colaborar com projetos específicos, como os que garantem melhor qualidade de vida aos animais do abrigo: há programas de passeios nos parques e até de sessões de música clássica para reduzir o estresse.

  Em 2018, o Battersea lançou um Programa Global de apoio a ONGs que trabalham com o resgate de animais. Tudo sob o reinado da rainha Elizabeth II. 

  "O Battersea ocupa um lugar no coração da Família Real desde que a Rainha Vitória se tornou sua primeira Patrona Real em 1885", diz Claire Horton, CEO do Battersea. "Nos sentimos imensamente honrados por ter o patrocínio da Rainha por tantos anos. Como amante de cães ao longo da vida e apoiadora de tantas instituições de caridade, a Rainha tem um lugar especial no coração de todos os nossos funcionários e voluntários."

   

Logo marca do abrigo inglês 

      


  

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Probióticos: os micróbios de estimação de seus pets!

  O intestino dos cães e dos gatos têm bilhões de microorganismos vivos que colaboram na digestão de nutrientes, combatem patógenos e até produzem vitaminas. São bactérias e leveduras consideradas boazinhas, amigas do corpo, essenciais para a digestão saudável.
  Portanto, nem todo micróbio é inimigo de seu pet!
  Muitas vezes é preciso ingeri-los para restabelecer a flora intestinal adequada. No caso, por exemplo, de diarreias, do uso de antibióticos, de desequilíbrio da flora intestinal por qualquer doença ou infestação de vermes é necessária a reposição.  
  Atentas aos avanços das pesquisas sobre a saúde dos pets, as indústrias de alimentos e de medicamentos veterinários desenvolveram os PROBIÓTICOS, produtos "pro" "vida" (bio), que são normalmente pastas ou cápsulas com as bactérias e leveduras essenciais para a saúde de caninos e de felinos.
  O uso, no entanto, dos probióticos deve ser recomendado por médico veterinário, pois se houver exagero nas doses o excesso pode causar também problemas.   
  Um ponto importante para os tutores é o de saberem que cães e gatos têm floras intestinais diferentes; cada espécie um tem seus próprios micróbios de estimação.  
  Segundo o American Kennel Club e artigos acadêmicos apenas dois microorganismos (dos mais importantes) são comuns:
  • Lactobacillus acidophilus
  • Enterococcus faecium
   Uma dieta adequada para seu pet, com suplemento com probióticos quando necessário, garante o bom funcionamento do sistema gastrointestinal e consequentemente do sistema imunológico. 
   Este tipo de abordagem mostra uma visão mais ampla e correta do que é o complexo sistema de digestão de alimentos.  
     
PSNão fiquem impressionados com essas informações, nós humanos também temos bilhões de seres microscópicos no intestino. Uns fazem bem e outros podem fazer mal.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Jesse e o cão Shurastey, em uma eterna jornada!

 

On The Road: Jesse e o cão Shurastey/Reprodução do Twitter

  Os amigos Jesse Koz e o cão Shurastey (da raça Golden Retriever) gostavam de curtir a vida juntos, viajar de fusca e conhecer a cada dia novos lugares. 

   Há cinco anos eles iniciaram uma viagem de carro pelas Américas partindo da praia de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. 

    Jesse largou o emprego em uma loja de roupas e investiu tudo no fusca que seria a casa móvel deles pelos próximos anos. Seguiram para o extremo sul, até Ushuaia, e depois animados rumaram em direção ao  México. Dali, entraram nos Estados Unidos, visitaram Nova York e correram para o oeste, até San Francisco. Neste mês, estavam prestes a chegar ao Canadá e alcançar o Alaska.

   Mas na segunda-feira, dia 25 de maio, a jornada dos amigos foi interrompida por um acidente de carro em estrada do estado norte-americano do Óregon, no noroeste do país. O fusca em que viajavam bateu de frente com outro carro e dois faleceram na tragédia.

   Uma comoção tomou conta das redes sociais, sobretudo do Twitter, onde Jesse narrava todos os dias as aventuras da dupla para 400 mil seguidores. Entre os amigos dos animais, a tristeza também foi grande. O fiel Shurastey, como legítimo Golden Retriever, uma raça que tem origem na Escócia, esteve sempre ao lado do seu amigo. E nos vídeos é possível atestar sua animação com a aventura sobre rodas.

   Jesse Koz e Shurastey seguiram juntos para uma nova Jornada! E deixaram para aqueles que curtem viajar com seus cães inspiração para descobrir novos destinos!     




Em San Fracisco, diante da Ponte Golden Gate/Reprodução Twiter


quinta-feira, 19 de maio de 2022

Pancreatite, um risco para os cães.

  Os cães fazem parte da família, dividem os sofás conosco, mas é preciso saber que nem sempre alimentos de gente são saudáveis para os cachorros.

 Petiscos gordurosos como pedaços de pizza, de queijos, de alimentos embutidos e pão com manteiga podem desencadear nos cães a inflamação aguda do pâncreas, chamada de pancreatite. Neste caso, surge o desespero pois o pet começa a vomitar e a ter dores fortes abdominais. É preciso levar ao hospital veterinário.   

  Apesar de ser um órgão pequeno, escondido, o pâncreas tem importância enorme: produz desde hormônios como a insulina (que se faltar leva à diabetes) até as enzimas digestivas, como amilase e lipase, lançadas no intestino.

   "O pâncreas é um órgão que a gente esquece que existe, e quando sabe de sua existência é porque há um problema grave a ser resolvido", diz o professor e médico veterinário, Ricardo Duarte, que cuida de inúmeras doenças do sistema digestivo de pets em São Paulo. "Sempre que falamos de pâncreas há o risco de óbito."

   Os tratamentos são complexos e exigem internação em hospitais. Exames para avaliar triglicérides (moléculas de gordura) e colesterol no sangue são obrigatórios. 

   As raças Yorkshire Terrier, Schnauzer e Cocker Spaniel têm predisposição para o quadro agudo da doença.

    Superada a crise, o cão deverá se alimentar de ração gastrointestinal low fat (baixa gordura), que é produzida por por grandes empresas do mercado pet, e vem sendo recomendada como forma de manter o animal saudável e menos propenso a novas crises.

    A lição que fica é uma só. Na hora dos petiscos dos caninos é bom ser vegetariano: brócolis e cenoura cozidos!! Eles adoram e só faz bem!      

   

   

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Patron, o caçador de explosivos, vira herói na Ucrânia.



O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, com o presidente da Ucrância, Volodymyr Zelensky, na cerimônia de condecoração do cachorrinho Patron em Kiev/Imagem do Twitter @Justin Trudeau/Rede social em 10 de maio de 2022.


  O pequeno Patron, um cãozinho da raça Jack Russell Terrier, é muito valente, não tem medo de explosivos e abana alegre o rabo quando encontra uma bomba ou uma mina que não explodiram. Afinal, é esta a sua missão na defesa da Ucrânia contra a Rússia.  
   Seu faro é especialmente aguçado para detectar artefatos bélicos que militares russos deixam como armadilhas no território ucraniano. Antes que alguém seja ferido por minas russas, Patron as encontra e avisa a seus superiores do Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia.
  Desde o dia 24 de fevereiro deste ano, quando a Rússia invadiu com seu exército o país vizinho, o cachorrinho já descobriu 200 artefatos de guerra do inimigo prontos para explodir. 
  Por este trabalho incansável, Patron virou  herói em seu país. 
  Neste mês de maio, Patron foi condecorado com medalha de honra, por "serviços prestados" ao país, pelo próprio presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em cerimônia realizada na capital Kiev.
  O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que estava em visita a Kiev, participou do evento e não poupou elogios a Patron, tanto na cerimônia quanto depois em mensagem no Twitter.
  "Conheci o Patron. Ele já ajudou as forças ucranianas a detectarem mais de 200 explosivos e ajuda a ensinar crianças sobre (os perigos) das minas", escreveu o líder canadense na rede social ao postar uma foto da entrega da medalha realizada na capital da Ucrânia. 
 O tutor de Patron, Myhaillo Iliev, foi homenageado também por Zelensky por perceber as habilidades do cão e a partir disso ajudar a salvar vidas.
   A raça Jack Russell Terrier tem origem na Inglaterra e foi desenvolvida para a caça à raposa. Mas Myhaillo Iliev percebeu que Patron seria capaz de cumprir missões mais relevantes. O treinamento deu certo, Patron aprovou os novos desafios, embora tenha poucas folgas numa guerra. Recentemente, o cãozinho aproveitou para tirar uma soneca em meio a entrevista concedida por seu tutor (foto abaixo). Ele merece! 
     

 O cão Patron tira uma soneca ao lado do tutor Myhailo Iliev/
 I
magem do Serviço estatal de Emergência da Ucrânia



sexta-feira, 6 de maio de 2022

No frio, roupinhas para cães não são exagero!

  O friozinho do outono já chegou nas regiões Sul e Sudeste do País e o momento é de retirar os casacos dos armários. Para quem tem cão ou gato em casa, uma pergunta parece inevitável nesta hora: meu pet precisa de roupinha para se aquecer? Em qual período do dia isso pode ser necessário?

 Embora cães e gatos sejam adaptados ao tempo frio, uma vez que as espécies têm origens em regiões de clima temperado do planeta, uma roupinha pode cair muito bem em muitos deles.

  Os cães idosos de pequeno e médio porte são, de modo geral, os que mais necessitam de roupinhas, devido a redução da camada de gordura na velhice. Na hora de dormir, vale a pena uma roupinha de tecido macio e de corte confortável. 

  Além dos idosos, o típico vira-lata brasileiro, que é um cão de pelo liso e claro, na maioria das vezes de cor caramelo, pode precisar de um agasalho quando os termômetros baixarem de 20°C.  

  Naturalmente que os cães de grande porte das raças Labrador, Golden Retriever, Akita, Husky Siberiano e Pastor Alemão dispensam qualquer tipo de roupa. Eles estão preparados para enfrentar até neve. Melhor é a gente abraçar eles para se esquentar. O cão São Bernardo não precisa nem falar: vive para resgatar pessoas perdidas em montanhas da Europa. 

  Algumas raças da moda enganam nesta hora. Os pequenos cães Shih-Tzu e Lhasa Apso podem precisar de roupinha à noite e durante caminhada em dias de vento frio. Embora as raças tenham origens em regiões da cordilheira do Himalaia, esses cães viviam em palácios e mosteiros, e não ao ar livre dessa gélida região.

  Em relação aos gatos, a história é outra, diferente. Além de não gostarem de nenhuma roupinha, por mais linda que seja, os felinos raramente precisam de acessórios para se aquecer. Esses animais têm enorme capacidade de se protegerem do frio e da umidade por conta própria, recolhendo-se sobre cobertas da cama devidamente reviradas para se tornarem cafofos convidativos, ou em cantos quentes da residência pelo tempo que for necessário. Podem dormir praticamente o dia inteiro quando os termômetros estiverem baixos.

  Raças como o Siberian de pelo longo (da Rússia) e o Norwegian Forest, da Noruega, têm um espetacular isolamento térmico formado pelas camadas de pelos e podem enfrentar nevascas. No entanto, raças como a Sphynx (o gato sem pelo) e a Don fazem parte da exceção à regra e podem necessitar de roupinhas por aqui. 

  Quando os gatos buscam abrigo na estante, por exemplo, está ótimo. O problema é quando os bichanos entram em locais perigosos para se aquecer: embaixo de lonas que protegem algum equipamento ou até dentro dos motores dos carros nas garagens. Eles têm facilidade para passar por espaços apertados e buscar locais inimagináveis (mas quentes!). Se não achar o bichano dentro de casa pela manhã, abra o capô do veículo e dê uma boa olhada, antes de dar a partida.

  Ou seja, se você quiser proteger seu gato do frio, providencie cantos aconchegantes e distribua cobertas felpudas pela casa. Mas uma roupa do tamanho certo, com modelo que permita a liberdade de movimentos e de tecido macio é a proteção ideal para o seu cãozinho friorento.

AVISOAs roupinhas de lã de tricô não são recomendadas, pois o pet pode prender as unhas na trama, e não conseguir caminhar direito, e nem vestuários feitos com plásticos, que podem abafar demais o bichinho, não permitindo adequada ventilação

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Srs Pets sejam bem-vindos a bordo do avião!

  Viajar com seu pet dentro da cabine do avião em voos nacionais é fácil, prático e seguro. O seu cãozinho (de porte pequeno ou filhote) ou seu gato têm lugares certos dentro das aeronaves e os documentos exigidos são, basicamente, dois: atestado de saúde, emitido por um médico veterinário, e a Caderneta de Vacinação em dia.

  Neste momento em que a Pandemia perde força no Brasil e as famílias estão retomando os passeios e as viagens pelo país, nunca é demais ressaltar que animais pequenos podem seguir com seus tutores do saguão dos aeroportos direto para o assento do avião em simples caixas de transporte. 

  Para muitos que amam demais seus bichinhos, ainda mais aqueles que vivem no colo da gente, a solução do voo conjunto é um alívio. A viagem fica mais agradável e o desembarque é feito no destino como quem leva uma bagagem de mão.

  Em março deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou companhias aéreas brasileiras e estrangeiras, operando no Brasil, a transportarem também coelhos dentro das cabines do avião. Foram tantas ações na Justiça a favor dos orelhudos que a Anac lançou uma portaria com a autorização. Mas a Gol, a Latam e a Azul afirmam em seus sites que apenas caninos e felinos domésticos podem estar com os passageiros a bordo.

  O principal requisito para a viagem dos cães e dos gatos dentro da cabine do avião destas três companhias está no peso do animal.  

  Na companhia Gol, o cãozinho ou o gatinho, mais a caixa de transporte, não podem superar os 10 kg. Para raças como o Maltês, o Yorkshire e a Biewer Terrier isso não é difícil. Os gatos também, desde que não sejam obesos, atendem em sua maioria esta exigência. Na Latam Airlines e na Azul, o peso máximo do animal mais a caixa de transporte é de 7 kg. Pode ser que alguns pets tenham de fazer uma dieta. 

  Acima destes pesos indicados pelas companhias aéreas, o cão ou o gato devem ser embarcados no compartimento de carga viva da aeronave. Isso para muitos é uma grande mudança: a separação do tutor (a bordo) de seu pet (no porão da aeronave) pode ser desconfortável para ambos e gerar apreensão até o reencontro no destino. 

  Os interessados em viajar com seus pets nas cabines encontram nos sites das companhias Gol, Latam e Azul as informações necessárias para a viagem e devem conhecer as regras em detalhe e as tarifas. As caixas de transporte a serem usadas, por exemplo, podem ser fixas ou flexíveis, mas devem atender normas técnicas, desde o tamanho ao tipo de material usado na fabricação, e até à abertura para ventilação. Não é qualquer caixa ou sacola de transporte que é aceita!

  Os tutores devem dar atenção especial às vacinas contra a raiva, uma das principais exigências, inclusive para filhotes. Falando em filhotes, recém-nascidos não podem embarcar! Os atestados de saúde têm validade de 10 dias para todas as companhias, mas até que sejam emitidos é preciso tratar os bichinhos contra pulgas e carrapatos e contra vermes. 

  Portanto, se você tem um pet (leve) e pretende viajar de avião com ele nas férias de julho comece a preparar a documentação para um embarque sem estresse.  

  E para todos, uma boa viagem!      

PS: No caso de viagens internacionais, a história é diferente e mais complicada, mudam as exigências sanitárias; além das vacinas são exigidos exames de sorologia para comprovar sua eficácia e há regras a serem atendidas no país de destino. 


PARA SABER MAIS:

https://www.voegol.com.br/servicos-gol/viajando-com-animais-de-estimacao

https://www.latamairlines.com/br/pt/experiencia/prepare-sua-viagem/transporte-de-animais-de-estimacao

https://www.voeazul.com.br/para-sua-viagem/servicos/pet-na-cabine



Foto divulgação site da GOL 


terça-feira, 19 de abril de 2022

Mordida no bolso: inflação do pet food acumula alta de 22,9% em um ano!

  Se o seu cachorrinho ou seu gatinho fosse às compras ficaria tão horrorizado com o preço da ração quanto nós, quando olhamos para o preço atual da cenoura ou das carnes.

  Nas prateleiras das petshops da capital São Paulo os tutores encontram pacote (de 15 quilos) de ração super premium para cães por R$ 450! Abaixo desta categoria há custos mais acessíveis, embora igualmente salgados. Pacote de ração premium por R$ 165 (15 quilos). 

 Em relação aos felinos, a inflação mostra suas garras: um pacote de 4 quilos de super premium para a raça Maine Coon custa R$ 304. A opcão de ração premium para gato castrado (pacote de 1 quilo) custa R$ 27,90. Se for levar 4 quilos, R$ 111,6. 

  A primeira notícia ruim é que a inflação dos alimentos para pets está mais alta do que a inflação geral indicada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os preços dos alimentos para pets acumulam alta de 22,9% nos últimos 12 meses contra uma inflação geral de 11,3% no período.

  Não chega a ser como a cenoura que subiu 166% em um ano, mas dói no bolso!     

  A guerra da Rússia contra a Ucrânia, que provocou aumento no trigo e no milho (usados nas rações dos pets), é uma das razões da inflação no ramo de pet food. 

   Mas nem tudo tem a ver com a guerra ou com o aumento da gasolina, que também impacta a indústria e o comércio pet. O seu cãozinho e o seu gatinho pagam impostos indiretos toda vez que você compra um pacote de ração!

   A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET) calcula que a carga tributária do setor é de 51% (ICMS, PIS/COFINS, IPI). Em 2020, essa indústria faturou R$ 27 bilhões, dos quais 75% representam os alimentos para pet. As outras categorias são os produtos de cuidados (8%) e os produtos veterinários (17%).

   A segunda notícia ruim é que as rações atuais são de qualidade e praticamente insubstituíveis. Prontas para o consumo, têm carboidratos, vitaminas e minerais de acordo com cada espécie, raças e até idade do pet (filhote, adulto ou sênior). A comida caseira equilibrada e completa é difícil de ser feita, dá trabalho e exige a orientação de um profissional (além de incluir o custo do gás). 

   Os tutores de cães e gatos vão ter que trabalhar mais neste ano para garantir a comidinha da turma pet.

   


IPCA foi de 1,62%

 em março


quarta-feira, 6 de abril de 2022

Gatos podem ter "sete vidas", mas o sistema urinário é apenas um!

  O ditado popular diz que os gatos têm sete vidas. Os bichanos são guerreiros, escondem as dores, caem de pé e sacodem a poeira! Mas com certeza eles só têm um sistema urinário, e é preciso cuidar bem dele!

 Atualmente, uma das principais razões dos atendimentos de gatos em clínicas e hospitais veterinários são os problemas urinários. Para ser preciso, os problemas do trato urinário inferior dos felinos (a bexiga e a uretra, o canal que leva o xixi para fora).0

  As enfermidades mais comuns são as cistites (infecções) e a formação de cálculos na bexiga, que provocam dores e sangramentos quando estes são empurrados pela urina para o canal da uretra. 

  Mesmo com sete vidas, o problema é desesperador. Fazer xixi vira um inferno, e isso quando ainda é possível urinar, pois a enfermidade pode acarretar uma obstrução no sistema urinário.  

  O pouco consumo de água é uma causa comum, sobretudo em animais obesos. Os gatos domésticos vêm de regiões desérticas e frias, e nestas condições se adaptaram a beber pouca água. Antigamente, porém, a alimentação vinha da caça de roedores e aves, nutrição bastante úmida.

  Hoje em dia, os tutores precisam estar atentos ao consumo de água porque a base da alimentação é formada por rações secas, e o clima no Brasil é tropical e subtropical.

  A falta de hidratação adequada impede a correta diluição de minerais na bexiga e favorece o surgimento dos cálculos. O xixi em abundância também limpa o canal uretral. 

  Por isso, você deve estimular o consumo de água de seu bichano, um dos recursos são as fontes de água, disponíveis em petshop, e outro é o de abrir a torneira do banheiro para ele tomar a água corrente. O sachê (alimento úmido) deve também ser incorporado à alimentação. 

  Mas por que os gatos gostam de beber água da torneira ou de fontes?

  Quem tem sete vidas, de bobo não tem nada. A água corrente é limpa, ao contrário da água parada ou empoçada da natureza. O gato sabe disso, tem a informação no seu DNA: prefere alimentos frescos e água em movimento, para não ter dor de barriga!

segunda-feira, 28 de março de 2022

Novela Pantanal: a onça-pintada, ameaçada de extinção, entra no horário nobre da TV.

A atriz Alanis Guillen, a nova Juma/Divulgação TV Globo/Twitter

   Nesta segunda-feira, dia 28 de março, estreia no horário nobre da TV Globo a nova versão da novela Pantanal, sucesso dos anos 1990, escrita originalmente por Benedito Ruy Barbosa. 

  A novela traz para a telinha a beleza do Pantanal e a majestade da onça-pintada, o maior felino das Américas, que tem nessa região um de seus habitats naturais (o nome científico da espécie é Panthera onca).  

  A onça-pintada é, de certa forma, personagem principal. Isso porque a protagonista Juma Marruá, criada na natureza selvagem depois de perder o pai, pode virar uma onça quando ameaçada. 

  O autor da nova versão, Bruno Luperi, neto de Benedito, mantém o dom sobrenatural (ou apenas uma lenda?) que Juma herdou da mãe Maria Marruá (interpretada na primeira versão por Cássia Kiss e agora por Juliana Paes). 

  A jovem Juma (interpretada a partir de hoje por Alanis Guillen, antes o papel consagrou Cristiane Oliveira) não vira um bicho qualquer, vale reforçar, mas a própria onça-pintada, rainha do Pantanal, que chega a pesar 135 quilos e não mia; ao contrário, emite um urro, chamado de esturro.

  FICÇÃO E REALIDADE _ Um ano e meio depois das queimadas que devastaram grande parte do Pantanal, é reconfortante saber quer o Pantanal e a onça-pintada serão destaques em rede nacional. Afinal, como diz o ditado, nós iremos proteger aquilo que conhecemos. 

  Nos incêndios ocorridos em 2020 na região, um filhote de onça-pintada foi salvo por um fazendeiro em Cárceres, município do Mato Grosso, localizado no Alto Pantanal.

  O orfão ganhou o nome de Marruá, em homenagem à personagem da novela Pantanal, exibida nos anos 1990 na TV Manchete. 

  Em fevereiro deste ano, a onça Marruá já adulta foi transferida para o Instituto NEX (No Extinction), em Goiás (https://nex.org.br/). A Marruá está saudável, em boas condições físicas  e começa a ser preparada pela equipe do Instituto para que possa viver livremente na natureza. 

  Mas este caminho para a vida livre é longo porque ao ser salva dos incêndios Marruá passou a ser alimentada e cuidada por seres humanos e não desenvolveu as técnicas de caça e o instinto de buscar seu próprio abrigo. 

 A direção do NEX está confiante, porém, de que a jovem Marruá conseguirá despertar de seu interior a verdadeira onça-pintada que está ali, e desta forma conquistar seu espaço na natureza, a exemplo do que devem fazer as personagens da trama da TV Globo que tem início hoje. 

Para saber mais: https://nex.org.br/

                         https://jaguar.org.br/