segunda-feira, 23 de março de 2026

Será que seu cão precisa de óculos de proteção?

Buldogue Francês/Site Amazon/NAMSAN Dog Goggles

   Você provavelmente já conhece o Buldogue Francês, o Buldogue Inglês, o Shih-tzu, o Pequinês ou o Pug. São raças de cães de focinho curto, cabeça achatada e olhos proeminentes, os chamados braquicefálicos.

  Simpáticos, diferentes, eles têm um problema em comum: os olhos salientes ficam expostos a traumas, perfurações e poeira. Para falar no popular, o orgão da visão virou uma espécie de para-choque.

   Se o cachorrinho de focinho curto corre por um jardim, ou em uma floresta, galhos podem ferir os seus olhos antes que ele os perceba. Se correr demais na sala da casa e frear tarde, é com os olhos que bate no pé da mesa de jantar! 

  Além disso, o nariz curto e a testa chapada formam uma parede sem escoamento para a poeira da estrada (em viagem na janela do carro) ou para detritos trazidos pelo vento.   

   As consequências? São as graves lesões e úlceras de córnea. E o risco de perfuração completa dessa camada externa, frontal e transparente dos olhos. A córnea é formada por camadas complexas que atuam como primeira lente! 

   O trauma ou abrasão da córnea exigem tratamento especializados e ameaçam a perda da visão. 

  É neste contexto que cresce uma novidade no mercado pet: a oferta de óculos de proteção para cachorros em momentos de aventura ou viagem. Alguns produtos prometem até filtrar os raios ultravioleta. São óculos, evidentemente, diferente dos nossos: não há grau e as lentes são curvilíneas.

  A tecnologia e a engenhosidade humanas desenvolveram essa possível solução para um problema que fomos nós humanos que criamos. Os tataravós dos atuais cães tinham focinho comprido! A característica original do Canis familiaris (nome da espécie do cão doméstico) nunca foi de boca e nariz curtos, e olhos proeminentes.

    Foram os criadores humanos dos últimos séculos e até da antiguidade que desenvolveram os cães chamados de braquiocefálicos, por meio da seleção artificial de determinadas características genéticas.

    Por exemplo, das cinco raças citadas no início do artigo, duas surgiram na Europa (os bulldogues inglês e francês) e as demais na Ásia. Elas não existiam na natureza!

  O Bulldog Inglês, apenas para ilustrar, surge na Inglaterra com o objetivo de fazer a contenção de touros nos abatedouros ou fazendas. Bull no idioma inglês significa touro. O focinho curto proporciona uma mordida fortíssima da qual a vítima não consegue se desgarrar. 

   Resta saber se a novidade dos óculos de proteção vai cair no gosto da cachorrada!

domingo, 8 de março de 2026

Srs passageiros, a Charlie deseja uma boa viagem!

 

A mascote Charlie no aeroporto internacional de São Paulo/Foto divulgação



"Senhores passageiros façam uma boa viagem". É o que parece dizer todos os dias a vira-lata Charlie, a mascote adotada pela administração do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Simpática, de uniforme e crachá, Charlie recebe os passageiros no saguão principal do aeroporto, onde interage com aqueles que vão embarcar. Sempre conduzida por um funcionário.

É um "trabalho" que, tudo indica, ela gosta de fazer. Afinal, mesmo antes de ocupar o posto de mascote, Charlie já vivia na área interna do aeroporto de Guarulhos, perambulando de um lado para outro e filando por ali suas refeições. 

A direção já acompanhava os seus passos pelos vídeos da segurança interna. E decidiu adotá-la no final do ano passado.

Charlie recebeu cuidados médicos, foi castrada e passou por um treinamento para interagir melhor com as pessoas. A intenção nesta adoção (e isso é novidade) sempre foi de mantê-la no ambiente em que ela se sente bem e escolheu para viver. 

A iniciativa de tornar oficial a presença da cachorrinha foi de Cintia Nunes, gerente de comunicação da GRU Airport, empresa responsável pela administração do aeroporto. 

"No geral, as pessoas adoram. Não só as crianças, os adultos também porque ela é muito dada. É uma cachorra brincalhona. As pessoas se encantam", afirmou Cintia, a reportagem do G1.

Charlie esta se saindo bem na nova função. E abrindo novos postos de atuação para os cães, que até então estavam restritos ao setor de segurança dos aeroportos, revirando bagagens e buscando drogas. 

Charlie de colete/Foto Divulgação






terça-feira, 3 de março de 2026

Punch conquista corações e mentes!

 

O macaquinho Punch e seu bichinho de pelúcia/Reprodução Instagram

Bombou nas redes sociais, principalmente no Instagram. De um zoológico do Japão vieram as imagens de um macaquinho, da espécie Macaca fuscata, correndo apreensivo de lá para cá, trazendo pelo braço seu bichinho de pelúcia. Não largava pra nada! 

A cena comoveu parte do mundo conectado à internet! Afinal, hostilizado por alguns macacos adultos, o jovem macaquinho atribuía sua segurança e bem-estar ao orangotango de pano!

O nome desse filhote é Punch. 

Ele foi abandonado por sua mãe logo após o nascimento, em julho do ano passado. Na natureza, poderia estar morto. Restou à equipe do zoológico recorrer à técnica conhecida de oferecer ao primata orfão, além do alimento e calor, um bichinho de pelúcia para ele se apegar.

Macaquinhos, por instinto, precisam se apegar a algo, que proporcione o mínimo de conforto táctil, para obter bem-estar e desenvolver seu mundo emocional. Se for de pelúcia, vai funcionar. 

Foi o cientista Harry Harlow que comprovou a partir de pesquisas com macacos rhesus, na década de 1950, que a relação com a mãe ia muito além da necessidade de alimentação (leite materno). Os macaquinhos buscavam também o afeto, o apego por algo, o amparo emocional.

Por isso, entre duas opções _ uma estrutura de metal (algo frio, sólido) com oferta de leite e outra coberta por tecido denso e macio _, os filhotes optavam por se aconchegar na "mamãe" macaca de pelúcia. Até tomavam o leite, mas corriam para a "mamãe" de pelúcia. 

Isso não deveria ser novidade para nós humanos, que, como primatas também, vivemos cercados de bichinhos de pelúcia e bichos peludos de verdade. 

A EVOLUÇÃO

Punch vive no zoológico de Ichikawa, localizado nos arredores de Tóquio.

Depois de deixar o berçário, ele seguiu com sua mãe de pelúcia para o recinto onde estão os demais macacos japoneses da neve (como são conhecidos os Macaca fuscata).

No início não foi bem aceito pelo grupo. Mas sempre que era hostilizado por um mais velho, Punch corria, pegava seu orangotango de pelúcia e se refugiava ao seu lado. 

Cenas que cativaram o público: um filhote muito desengonçado carregando um orangotango de pano! 

Vale lembrar que esses macacos japoneses são conhecidos pela coragem e resistência porque vivem em terras inóspitas, geladas, no norte do Japão, em meio à neve. Eles enfrentam o frio com grossas pelagens e se refugiam em fontes termais da região. 

Foto Zoológico de Ichikawa (Japão)