| DIVULGAÇÃO/SEB |
| DIVULGAÇÃO/SEB |
| Official Website of the New York City Department of Parks & Recreation |
As carruagens puxadas a cavalo, que atendem os turistas no Central Park, em Nova York, estão com seus dias contados.
Neste mês de junho, duas tragédias são prenúncio do fim:
1) Na primeira semana do mês, um cavalo de 16 anos de idade, o Denyz, desmaiou na parte oeste, exausto pelo serviço de puxar a carruagem, agonizou na pista e morreu minutos depois.
2) Na terceira semana, um motorista de carruagem desceu para tirar uma foto dos passageiros, uma família de indianos, mas o cavalo se assustou e saiu em disparada. Em uma curva fechada, a cabine tombou para o lado esquerdo e se despedaçou no chão. O filho adolescente morreu no acidente.
As autoridades anunciaram a suspensão dos passeios, mas o debate pelo fim definitivo do uso dos cavalos ganhou as ruas.
Os animais estão sofrendo? O que ocorre com eles no Park?
As entidades de proteção aos direitos dos animais aumentaram a pressão para aprovação de lei que bane todos os serviços de carruagens puxadas a cavalo da cidade de Nova York.
É o projeto Ryder's Law que está sobre a mesa. Ele prevê a proibição de traçao animal, propõe alternativas para os passeios turísticos, como uso de veículos elétricos, e recomenda o envio de cerca de 200 cavalos para a aposentadoria em um santuário para equinos dos Estados Unidos.
A morte do jovem indiano Romanch Mahajan foi a gota de água.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou apoio à lei que liberta os cavalos dessa exploração.
Única exigência de Mamdani é de que sejam preservados os empregos daqueles que trabalham com a atividade turística no Central Park. Vêm aí as charretes elétricas.
Cornetas, apitos, fogos de artifícios, gritaria de GOOOOLLLL!
A partir do dia 13 de junho, quando a seleção brasileira entrar em campo para jogar contra o Marrocos nos Estados Unidos, cada bola na rede da turma do Carlo Ancelotti é um risco para o sossego de seu pet.
Vamos por bandanas da seleção nos cachorrinhos e laços verde e amarelo nos gatinhos. Mas ainda não nasceu o bicho que se acostumou com a torcida brasileira!
O bem-estar deles, inclusive dos silvestres, não acompanha o placar do time canarinho.
Nos comerciais da televisão e das redes sociais, os pets aparecem saltitantes ao lado da torcida. Mas aí tudo é gravação e edição, se não for IA.
Os cães podem até apreciar a alegria da torcida na Copa do Mundo, o cheiro do churrasco, a rua sem trânsito para as comemorações. Mas o amor pela seleção deve parar por aí!
Os gatos definitivamente não gostam de jogos humanos, e nem da euforia desenfreada do torcedor.
Na hora do gol do Vinicius Júnior, do Endrick, do Raphinha, ou de qualquer outro craque do time, será um deus nos acuda no setor dos pets.
Os ouvidos aguçados de cães e gatos vão multiplicar dezenas de vezes o grito de Goooolllll do locutor!
E há o perigo de aparecer um tio querendo levantar os bichos no colo!
Nessa hora, salgadinhos, biscoitos, pipoca, e toda sorte de comida vai estar a disposição de quem quiser pegar, e os amigos de quatro patas são ligeiros nesta jogada!
Driblam qualquer um até chegar ao prato da linguiça calabresa! Pode apostar!
Portanto, é preciso organizar a torcida da Copa do Mundo para seu cãozinho e seu gatinho. Nos horários dos jogos, reserve um espaço para eles na residência, garanta privacidade. Fique atento ao entra e sai da casa ou do apartamento, para que nenhum bichano saia pela porta. Deixe água à disposição.
Reforce na comunidade que fogos de artifício dão azar! Quem sabe, a superstição pega!
Se a seleção brasileira for para a final, prestes a conquistar o hexacampeonato, monte uma operação de guerra para proteger seu bichinho. Ele é o seu campeão!
| O turista atirando a pedra na foca/Instagram |
A paz na paradisíaca ilha de Maui, que faz parte do Havaí, no oceano Pacífico, foi quebrada recentemente por um turista da Califórnia. O visitante estressado resolveu jogar uma pedra, do tamanho de um coco, em uma foca-monge adulta que nadava na beira mar.
Pegou de raspão. Mas o cara descobriria em seguida que mexeu com o bicho errado!
A cena da agressão à inofensiva foca foi gravada em vídeo. A foca-monge-do-Havaí é protegida por lei federal dos Estados Unidos, está ameaçada de extinção e é adorada pelas comunidades deste arquipélago.
Não foram somente a polícia e o prefeito que procuraram pelo turista Igor Lytvynchuk de 37 anos, empresário da cidade de Seattle. Interpelado, disse que não tinha receio de multa nenhuma, "por ser rico".
Foi um jovem havaiano, de golpes rápidos e fortes, que se inspirou na real tradição Maui (o nome Maui remete a um herói mitológico de feitos grandiosos e travessos).
Apenas de bermuda, ele surpreendeu o turista no portão do hotel e deu uns sopapos nele.
O melhor da história: o jovem havaiano foi homenageado na ilha por seu ato com o título de Embaixador de Aloha. Ele recebeu das autoridades locais a promessa de que ficará no anonimato, não será investigado e nem processado.
Um claro aviso para todos os turistas que desembarcarem no Havaí!
Se dizem que é de grão em grão que a galinha enche o papo, o ditado serve também para patos e gansos! É de pouquinho em pouquinho que essas aves de dieta onívora se alimentam.
Forçar a alimentação dessas aves é crueldade e agora basta uma assinatura do presidente da República Lula para o foie gras (em francês "fígado gordo") ser proibido em todo o País.
O Brasil sai na frente, junto com a Argentina, na proibição do foie gras na América Latina.
Comissão da Câmara dos Deputados aprovou neste mês de abril projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio de nutrição forçada de animais. O foie gras é o alvo principal, mas não único. O PL seguiu para a sanção de Lula.
A técnica de impor uma alimentação, a qualquer custo, para patos e gansos com o objetivo de engordar o fígado e a partir daí obter a iguaria de luxo é antiga e veio da França. Chama-se gavage.
É uma verdadeira tortura para os bichos! Não vou descrever, mas apenas dizer que usam um tubo para isso!
A legislação vai enquadrar a gavage na lei de crimes ambientais, como maus-tratos aos animais e a pena prevê até detenção.
Boa notícia para essas aves aquáticas, encantadoras e belas!
O príncipe Harry puxou a mãe Diana em carisma e atenção com o público. Embora não detenha mais o título de "Sua Alteza Real", os gestos nobres estão presentes no dia-a-dia.
Neste mês de abril surpreendeu ao mais cético súdito e encantou os que respeitam e amam os animais!
Antes de iniciar evento no Memorial de Guerra da Austrália, onde discursou, Harry se dirigiu a uma cachorrinha, presente na plateia, que acompanhava um veterano de guerra.
Abaixou perto dela e fez um pedido Real: para que fosse retirada a focinheira de Gigi, o nome dessa cachorrinha de assistência a ex-combatentes.
O Duque de Sussex ajudou a livrar Gigi da focinheira (um acessório de segurança comum em eventos públicos) e depois beijou e abraçou a comportada cadela.
Quer ver para crer? Seguem as fotos abaixo, e o vídeo está disponível na página de The Royal Observer.
| O príncipe Harry pede para ser retirada a focinheira de Gigi |
| Gigi já sem a focinheira |
| E o beijo Real |
| E mais um abraço carinhoso do filho do rei da Inglaterra |
| A cachorrinha Luna na cena da Paixão/Foto Felipe Silva/Mirante Produções |
No momento em que Jesus caiu no chão, esgotado neste calvário, e soldados romanos passaram a chicoteá-lo, a cachorrinha entrou em cena, sem nenhuma orientação, para interromper a violência.
Um anjo de quatro patas reescreveu em 2026 o roteiro dos Evangelhos. Tudo registrado em vídeo exibido nas redes sociais.
Afinal, é preciso ver para crer, como diria São Tomé.
Luna vivia nas ruas da cidade gaúcha e depois de socorrer Jesus foi abençoada com uma nova família que, comovida, a adotou.
Esse não foi o único episódio em que caninos intercederam por Jesus em encenação da Paixão de Cristo. Há outros registros na internet.
Pergunta que muitos fazem: os cães têm de fato essa percepção da violência? E podem interceder por um ser humano que nunca viram antes?
Sim, a maioria dos cães vira-latas e dos de raça têm o instinto de proteção aguçado, inscrito em seus DNAs, por isso são chamados "de guarda".
São animais que zelam, naturalmente, por seus tutores, por crianças e por casas e chácaras.
Os caninos conseguem detectar emoções e movimentos agressivos, desconfiar de tons de voz elevados e reagir espontaneamente para interromper a violência.
O desejo de Paz é inerente.
É por isso que amamos tanto os animais.
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| Buldogue Francês/Site Amazon/NAMSAN Dog Goggles |
Simpáticos, diferentes, eles têm um problema em comum: os olhos salientes ficam expostos a traumas, perfurações e poeira. Para falar no popular, o orgão da visão virou uma espécie de para-choque.
Se o cachorrinho de focinho curto corre por um jardim, ou em uma floresta, galhos podem ferir os seus olhos antes que ele os perceba. Se correr demais na sala da casa e frear tarde, é com os olhos que bate no pé da mesa de jantar!
Além disso, o nariz curto e a testa chapada formam uma parede sem escoamento para a poeira da estrada (em viagem na janela do carro) ou para detritos trazidos pelo vento.
As consequências? São as graves lesões e úlceras de córnea. E o risco de perfuração completa dessa camada externa, frontal e transparente dos olhos. A córnea é formada por camadas complexas que atuam como primeira lente!
O trauma ou abrasão da córnea exigem tratamento especializados e ameaçam a perda da visão.
É neste contexto que cresce uma novidade no mercado pet: a oferta de óculos de proteção para cachorros em momentos de aventura ou viagem. Alguns produtos prometem até filtrar os raios ultravioleta. São óculos, evidentemente, diferente dos nossos: não há grau e as lentes são curvilíneas.
A tecnologia e a engenhosidade humanas desenvolveram essa possível solução para um problema que fomos nós humanos que criamos. Os tataravós dos atuais cães tinham focinho comprido! A característica original do Canis familiaris (nome da espécie do cão doméstico) nunca foi de boca e nariz curtos, e olhos proeminentes.
Foram os criadores humanos dos últimos séculos e até da antiguidade que desenvolveram os cães chamados de braquiocefálicos, por meio da seleção artificial de determinadas características genéticas.
Por exemplo, das cinco raças citadas no início do artigo, duas surgiram na Europa (os bulldogues inglês e francês) e as demais na Ásia. Elas não existiam na natureza!
O Bulldog Inglês, apenas para ilustrar, surge na Inglaterra com o objetivo de fazer a contenção de touros nos abatedouros ou fazendas. Bull no idioma inglês significa touro. O focinho curto proporciona uma mordida fortíssima da qual a vítima não consegue se desgarrar.
Resta saber se a novidade dos óculos de proteção vai cair no gosto da cachorrada!
| A mascote Charlie no aeroporto internacional de São Paulo/Foto divulgação |
| O macaquinho Punch e seu bichinho de pelúcia/Reprodução Instagram |
A EVOLUÇÃO
Punch vive no zoológico de Ichikawa, localizado nos arredores de Tóquio.
Depois de deixar o berçário, ele seguiu com sua mãe de pelúcia para o recinto onde estão os demais macacos japoneses da neve (como são conhecidos os Macaca fuscata).
No início não foi bem aceito pelo grupo. Mas sempre que era hostilizado por um mais velho, Punch corria, pegava seu orangotango de pelúcia e se refugiava ao seu lado.
Cenas que cativaram o público: um filhote muito desengonçado carregando um orangotango de pano!
Vale lembrar que esses macacos japoneses são conhecidos pela coragem e resistência porque vivem em terras inóspitas, geladas, no norte do Japão, em meio à neve. Eles enfrentam o frio com grossas pelagens e se refugiam em fontes termais da região.
| Foto Zoológico de Ichikawa (Japão) |
Agora é lei! Tutores e seus cães e gatos estão autorizados no estado de São Paulo a descansarem juntos por toda a Eternidade!
Ao menos os corpos poderão estar lado a lado no mesmo jazigo.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou neste mês de fevereiro lei que autoriza o enterro de pets nos jazigos das famílias! Mas cada município do estado irá definir suas próprias regras sanitárias para o sepultamento dos bichinhos.
Até então eram proibidos pets nos cemitérios dos humanos. A legislação determinava a cremação dos corpos dos animais pelas prefeituras, ou crematórios particulares e em um ou outro caso em cemitérios de pets.
Na capital, por exemplo, é proibido enterrar animais em quintais das casas ou chácaras, por causa de riscos de contaminação das águas.
A lei paulista tem o nome de Bob Coveiro, em homenagem a um cachorrinho de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, que depois de acompanhar o enterro de sua tutora passou a morar no cemitério!
Que história incrível, que lembra a do cão japonês Hachiko, que passou a morar em uma estação ferroviária depois da morte de seu tutor, que embarcara ali horas antes.
Hachiko era um akita e hoje há uma estátua de bronze em sua homenagem na estação de Shibuya, em Tóquio. Sua história virou filme.
Não se sabe ainda se há direito a velório dos cães e gatos nos cemitérios humanos.
Seja como for, a lei vem realizar um antigo sonho de muitos tutores. Um desejo que não é em absoluto uma novidade.
No antigo Egito, época das pirâmides, os faraós eram enterrados com seus animais de estimação. Múmias de gatos e cães foram encontradas nas escavações dos túmulos reais.
Até gaviões, neste caso, foram preparados para a viagem ao outro mundo!
A atualidade renova os votos de união e lealdade por toda a Eternidade!
| Manifestação na Avenida Paulista/Foto AnimaisOk |
Em uma das fotos, aparece o vira-lata Caramelo, amigo de Orelha na Praia Brava, que também foi perseguido e maltratado por jovens em janeiro. Ele escapou do grupo depois de ser jogado ao mar à noite!
Os atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre neste domingo, demonstram o desejo da população de dar um BASTA a esse tipo de crueldade.
O Brasil ama seus animais!
| Foto Ricardo Osman/AnimaisOK |
| Foto Ricardo Osman/AnimaisOk |
| O cachorrinho Orelha/Divulgação redes sociais |
O crime ocorreu no dia 15 de janeiro deste ano. Orelha foi encontrado por pessoas da comunidade no dia seguinte, desfalecido.
Segundo as investigações, os jovens deram pauladas no cachorrinho, que era manso e cuidado pela comunidade. Ele foi levado para hospital veterinário, mas os ferimentos eram tão profundos e graves, que a equipe optou por fazer eutanásia e encerrar o sofrimento.
A covardia e crueldade dos agressores chocou a todos que conheciam Orelha e mobilizou muita gente na ilha por Justiça.
O caso está sendo investigado pela promotoria da Infância e Juventude e pela promotoria de Meio Ambiente de Florianópolis.
Até o governador do Estado, Jorginho Mello, foi às redes sociais prometer punição aos envolvidos. "As provas do processo me embrulharam o estômago", disse ele.
Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço dos suspeitos pela morte de Orelha. Apreendeu computadores dos adolescentes. Mas adultos também foram incluídos na operação. Há denúncias de que alguns pais ameaçaram com arma testemunhas do crime.
Dos quatro jovens suspeitos, apenas dois estão em Florianópolis neste final de janeiro. Outros dois teriam viajado para os Estados Unidos.
As investigações devem esclarecer todos os fatos e determinar as punições (inclusive aos pais, se de fato tentaram obstruir a Justiça). A agressão se enquadra em crime de maus-tratos.
Orelha deve ser o símbolo do respeito por todos os animais nas areias paradisíacas de Florianópolis.
Ele tem direitos, tem amigos e amigas, vivia em paz em sua casinha!
O ano de 2026 começou com sucessivas ondas de calor no Brasil e recordes nas altas temperaturas do Sudeste.
Eis mais um risco para os pets, nestas terras tropicais: o chão quente, fervendo, que pode queimar as patinhas deles, ao ultrapassar fácil no cimento ou no asfalto os 60°C.
Cães e gatos têm nas patas "almofadinhas" para garantir aderência aos pisos e proteção na pegada. São os coxins, assim definidos na anatomia.
Localizados embaixo de cada um dos dedos e no que seria a palma da mão e dos pés, as "almofadinhas" dos pets servem também de amortecedores incríveis nos saltos.
O curioso é que esse tecido resistente, que tem uma camada de gordura, inclui as únicas glândulas sudoríparas existentes nos corpos dos cães e dos gatos. Essas espécies de animais não suam como nós humanos. O suor só pode ser visto nas patinhas que tocam o chão.
Já sabemos que as "almofadinhas" da maioria das raças de cães e de gatos, e até daqueles sem raça definida, suportam uma caminhada curta na neve e no gelo. É o caso por exemplo dos Border Collies, que pastoreiam no inverno, e dos Husky Siberianos, que puxam trenós. Dos Golden Retrievers, que mergulham nos lagos gelados da Escócia.
Se o frio não é uma ameaça tão mortal, o calor é outra história.
Nos trópicos, o chão quente é chapa fervendo e muitos humanos não percebem isso porque estão usando tênis e sandálias.
Embora mais resistentes do que um pé humano, as patinhas dos cães e dos gatos podem sofrer queimaduras em dias de sol intenso.
Um cachorrinho que passou a manhã e a tarde brincando em volta de uma piscina, neste mês de janeiro, foi parar no pronto socorro com queimaduras nos coxins. E elas são dolorosas e geram bolhas.
Nestes casos de queimaduras nos cachorrinhos (o que é mais comum) e nos gatinhos (raro), é preciso chamar um médico veterinário para examinar e prescrever o tratamento.
O sinal mais comum já é percebido à noite, quando o paciente começa a mancar, parece entristecido e procura um cantinho para descansar fora do horário normal.
A recuperação leva dias e há o risco de surgir uma grave infecção!
O tutor envia uma foto do vômito do cachorrinho para o WhatsApp do médico veterinário e pergunta:
_ Qual o remédio que eu posso dar para ele? Não parou de vomitar desde ontem.
Momentos depois, chega outra mensagem em áudio:
_ Uma abelha mordeu meu cachorro, e a pata e o pescoço parecem inchados. Tem algo que eu possa dar para ele?
E mais mensagens com imagem:
_ Estou achando a língua do meu cachorro pálida, de cor cinza. Veja na foto!
Com o advento das Redes Sociais, a Medicina Veterinária não é mais a mesma.
Comunicação rápida ajuda, mas o que estamos vendo no WhatsApp mais parece com um tormento, dúvidas e solicitações online com riscos enormes para os animais.
Tudo está acelerado demais, acima do tempo da saúde e da recuperação da doença!
Alguns tutores entendem que, por conseguirem solicitar pelo celular uma refeição em casa, comprar um livro ou um remédio, os problemas de saúde de seus cachorrinhos e gatinhos estão igualmente ao alcance dos dedos.
O vômito, por exemplo, tem inúmeras causas. Ajuda o organismo a por para fora o que está fazendo mal, o que é bom, mas pode ser sinal de obstrução intestinal. Causas distintas e soluções distintas.
Uma picada de abelha parece dolorosa e inofensiva, mas se a inflamação avançar para todo o sistema respiratório superior o animalzinho pode ter falta de ar, e isso complica tudo. Um analgésico não resolve!
A cor da língua é algo essencial em um exame clínico. Pode ser simplesmente cor de um alimento, mas se estiver cinza, só para citar um exemplo, indica pouca troca gasosa nos pulmões. Quadro gravíssimo. Chama-se língua cianótica.
Não é possível fazer consulta e exames clínicos pelo WhatsApp!
Obter algumas informações nos dias seguintes à consulta presencial do paciente pode ajudar, mas com limites.
Receber mensagem com resultados de exame de sangue e de imagens é possível sim. O tutor pode enviar. Mas o paciente deve retornar presencialmente ao consultório ou a clínica veterinária.
Nem todos entendem essa realidade, a da importância do contato do médico veterinário com os bichinhos.
O olhar do paciente, a temperatura interna, os ruídos ou não no pulmão dão informações valiosas. Não se pode pular essa etapa.
Vamos ver como a turma se comporta nas Redes Sociais!
E percebam, não estou falando ainda do Dr Inteligência Artificial!
| Bicho só na ilustração/Foto divulgação COP 30/Cleberson Ferreira |
Ninguém falou na Conferência do Clima, a COP 30 Amazônia, realizada em Belém, do impacto das mudanças climáticas sobre a fauna dos diversos continentes. Os bichos estão igualmente ameaçadas pelo aquecimento global.
Um extraterrestre (verde) que chegasse a Belém nestes dias teria certeza de que na Terra só existem os Homo sapiens. Todo o resto é vegetal.
Mas alguém percebeu o antropocentrismo ecológico.
O Grupo de Respostas a Animais em Desastres (GRAD), uma ONG que salva animais em enchentes e incêndios, como ocorreu no Rio Grande do Sul e no Pantanal, respectivamente, resolveu abrir a boca pelos animais.
O GRAD denunciou que na Agenda de Ação da COP 30 e até nas reuniões paralelas, de menor importância, o mundo animal ficou do lado de fora. Há apenas um ponto no Eixo Temático 2, da Agenda de Ação, que fala em esforços para "conservar e proteger a natureza com soluções... para a biodiversidade".
Por isso, o Grupo de Resgate lançou um movimento a favor dos bichos chamado "A Voz dos Invisíveis" e está recolhendo assinaturas em seu site para um manifesto.
Em meio a festas barulhentas e pratos típicos, como a Maniçoba e o Açaí, discutiu-se de (quase) tudo na Conferência, da ONU:
1) Debates intermináveis sobre o quanto os países ricos devem pagar pela emissão de gás carbônico
2) Conversas repetidas sobre as metas do Acordo de Paris para o aquecimento global
3) Previsões sobre os eventos extremos, sinais ou não do fim do mundo.
Sobre os ursos polares, as baleias, as onças, chimpanzés, elefantes, lobos, águias, papagaios, jacarés, sapos, sabiás... nada. Silêncio total!
Evidentemente que o aumento médio na temperatura do planeta em 2024 em 1,5° C, em relação à era pré-industrial, afeta a vida da fauna e até da flora do planeta. Mas os humanos da COP 30 parecem preocupados unicamente com a própria espécie.
A Arca de Noé do século 21 em construção contras as mudanças climáticas (se é que está mesmo em construção) não é multiespécie, como foi a original!
Para assinar o Manifesto do GRAD: https://cop30.gradbrasil.org.br/
| Logomarca do movimento do GRAD/Divulgação |
O Museu da Pessoa, um projeto virtual bem-sucedido que reúne relatos de histórias de vida, e é aberto a todos os cidadãos, decidiu recolher também histórias incríveis de tutores e seus cães e gatos.
Os amigos de quatro patas vão ter suas trajetórias relatadas pelos tutores nos pormenores. Os depoimentos serão arquivados, preservados e estarão disponíveis no site para quaisquer internauta conhecer.
Se um dos objetivos do Museu da Pessoa, fundado em 1991, é o de preservar a memória de vidas comuns, para desta forma reconstruir o mosaico de nossa sociedade, faltava nesta meta os pets!
A porta foi aberta com o atual projeto de parceria entre o Museu e a empresa PremierPet.
Com inscrições pelo site que terminam nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, o Conte Sua História - Pets pretende selecionar 10 depoimentos significativos de experiências humanas com esses animais de estimação.
Com certeza, há histórias surpreendentes e maravilhosas a serem registradas. Sabemos o quanto um gato ou um cachorro são capazes de mudar nossas vidas para melhor, a partir de encontros absolutamente inesperados.
Essa iniciativa inédita é restrita a tutores da cidade de São Paulo, mas poderá inspirar outros projetos do próprio Museu da Pessoa.
Afinal, a jornada da Humanidade, dos tempos de nômades até a atual civilização, foi feita tendo ao lado esses amigos animais.
Para saber mais: https://museudapessoa.org/
| Projeto Art For Pets/Divulgação |
Esculturas de cães e gatos coloridas, cada uma delas uma peça exclusiva, de 1,5 metro de comprimento, vão encantar muita gente pelas ruas da cidade de São Paulo a partir de 12 de novembro.
Já vimos na metrópole campanha com esculturas de onças e até de corações dos namorados. Mas agora, durante um mês, até meados de dezembro, a nova exposição artística, pública e gratuita, irá homenagear os nossos pets.
A nova campanha é um alerta à população sobre o abandono de animais domésticos na maior cidade do País, um drama que parece interminável. O projeto busca também incentivar a adoção de cães e gatos por aqueles que desejam adquirir um animal de estimação.
Vai ter muita gente querendo levar as peças para casa, o que poderá ser feito no leilão de encerramento da campanha em dezembro.
Os organizadores do projeto Art For Pets esperam a participação de todos paulistanos. E afirmam que as esculturas espalhadas pelas ruas são "um convite ao olhar, à empatia e à ação. Porque nem todo mundo pode adotar, mas todo mundo pode transformar: compartilhando, doando, educando, castrando e apoiando a causa dos animais."
Vale ver de perto!
Serão como pequenos oásis em meio a vida corrida e agitada da cidade de São Paulo.
| Esculturas de cães e gatos/Imagem Divulgação |
O ator Rafael Vitti e o protagonista/Foto divulgação
Um longa-metragem dedicado ao herói de quatro patas, que dispensa pedigree! O vira-lata Caramelo, um símbolo nacional, é o astro de um filme produzido no Brasil e exibido pela Netflix. Seus encantos, destreza nas ruas e malandragem estão finalmente em exibição.
Já vimos filmes sobre dálmatas, inúmeros com pastores alemães, o da Lassie, da raça Rough Collie, e até um dedicado a Marley, um Golden Retriever bagunceiro.
O filme Caramelo, com o ator Rafael Vitti e o cachorrinho Amendoim, que faz o papel do protagonista, só poderia começar com um filhote largado na rua dentro de uma caixa de papelão.
Vira-latas não vêm de canis finos e caríssimos.
O diretor Diego Freitas consegue desenvolver a história sobre a magia dos cachorrinhos adotados, que mudam a vida de muita gente de forma inesperada.
No filme, um chef de cozinha encontra Caramelo perambulando por um mercado e logo se tornam parceiros inseparáveis. O ator e o cachorrinho conseguem um entrosamento tão natural que a boa convivência salta evidente na tela.
Quem escreveu e interpretou conhece bem a realidade dos cães. Eles são capazes de perceber pelo cheiro determinadas doenças dos humanos. O filme fala sobre isso, e há pesquisas científicas que atestam essa capacidade dos caninos domésticos.
O chef de cozinha tem um diagnóstico de doença grave e partir daí a amizade com Caramelo só aumenta.
Há cenas divertidas no restaurante, em uma produção bem acabada, há a turma animada da creche frequentada pelo protagonista de quatro patas e um ou outro momento mais dramático, em que a enfermidade do chef deixa Caramelo em segundo plano.
Num filme para o grande público, o roteiro incluiu cenas em que o cachorrinho surge mais humanizado do que de fato é a espécie. Humanizado no sentido de apresentar uma compreensão da realidade e das regras sociais mais próprias das pessoas.
Mas isso está em praticamente todos os filmes de Walt Disney e ninguém nunca reclamou. Ou alguém imagina uma Cocker Americana, a Dama, do filme A Dama e o Vagabundo, comendo macarrão fio por fio na cena clássica com o namorado Vagabundo.
De qualquer forma, em se tratando de cachorros, que têm conosco há milhares de anos uma convivência intensa e positiva, há um mistério, que é a fronteira indefinida muitas vezes entre o que é realidade e o que é ficção.