quinta-feira, 8 de maio de 2014

Os Rinocerontes do ZooParque de Itatiba

Foto dos Rinocerontes Brancos/Ricardo Osman/Blog AnimaisOk

                                                            Foto Ricardo Osman/Blog AnimaisOk

terça-feira, 6 de maio de 2014

Temple Grandin, em São Paulo: suas ideias já estão mudando a indústria e a pecuária brasileiras?

                     

A norte-americana Temple Grandin em palestra na faculdade FMU, em São Paulo.
/Fotos de Ricardo Osman



      A cientista norte-americana Temple Grandin, uma das maiores autoridades mundiais no estudo de bem-estar animal, com papel relevante nas novas instalações da indústria de carne nos Estados Unidos, esteve nesta semana em São Paulo e deu uma boa notícia aos brasileiros. Em palestra na faculdade FMU (Campus da Avenida Santo Amaro) na tarde de segunda-feira, dia 5 de maio, Temple Grandin deixou claro que já há produtores brasileiros de carne e/ou criadores de gado interessados em seu trabalho e adotando, na prática, suas ideias para as plantas de abatedouros. Ela informou que vem prestando consultoria no Brasil e descreveu uma visita: "Era uma planta (industrial) boa, mas com muita gritaria e choques elétricos (aplicados aos animais, para eles andarem nos corredores)",disse Temple Grandin. Ela não citou o nome do cliente, mas revelou que reprovou a gritaria e os choques, e que apresentou suas ideias de baixo estresse dos animais para essa planta industrial. Refez o projeto.  
     Com pesquisas reconhecidas em todo o mundo, a especialista em bem-estar animal defendeu o uso de "vídeo" nesta empresa brasileira e em outras indústrias de produção de carne para monitorar a ação dos funcionários e evitar erros. Segundo afirmou, hábitos antigos, como o choque elétrico, podem retornar aos abatedouros por meio dos trabalhadores que resistem às mudanças propostas por ela no manejo dos animais, mudanças que consideram o comportamento dos bichos e suas emoções, como medo e raiva. 
          
           A PALESTRA 

        Na palestra, Temple Grandin  revelou que a rede do McDonald's  nos Estados Unidos passou a exigir de todos os seus fornecedores de carne a adoção de suas ideias, o que levou a mudanças nas plantas industrias e no manejo do gado.  "Há um caminho  longo a percorrer", disse Temple à plateia no auditório lotado da FMU, em São Paulo. "Mas quando comecei a trabalhar com o conceito de bem-estar na década de 1970 a situação era muito ruim. Hoje, a cultura está mudando, e o produtor percebe que a cultura do bem-estar é também lucrativa."
      Ela reapresentou seus conceitos que mostram como produtores ignoravam (e muitos ignoram ainda) as necessidades dos animais, que tanto lucro rendem, e os novos métodos de abate menos cruéis. No auditório, ela exibiu fotos que mostram corredores de abatedouros escuros, com chão liso e molhado e vários objetos como mangueiras de água pendurados nas paredes. Mas o gado tem medo de sombras, mangueiras e evita entrar em locais escuros, como observou a especialista. Tudo isso leva ao estresse e a situações de maus-tratos. Temple falou, sobretudo, sobre a emoção dos animais e de como podemos tratá-los com dignidade e respeito. No Brasil, o calor na maior parte do País e o transporte são itens que merecem atenção especial.
    A palestra na FMU foi possível graças aos esforços da professora Andrea Bueno Ribeiro, que se dedica à área de bem-estar animal, e do apoio da professora Paula Bastos e da coordenadora do curso de Medicina Veterinária, Ana Claudia Balda.

    

       PRODUÇÃO BRASILEIRA

  •        O Brasil é um dos principais produtores de carne bovina do mundo e, segundo o Ministério da Agricultura, é desde 2008 o maior exportador de carne bovina, com grandes perspectivas para o futuro. Só que mercados como os dos Estados Unidos e da Europa são hoje exigentes em relação ao bem-estar dos animais, e não apenas em relação aos cuidados sanitários. No momento, a indústria de produção de carne bovina brasileira busca alcançar um patamar de primeiro mundo  para aumentar as exportações. Talvez, dentre os países emergentes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil seja o que venha obter melhores resultados em termos de bem-estar animal e manejo correto na pecuária de corte na próxima década. Quem melhor poderá falar sobre isso será a própria indústria, hoje concentrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, que já dispõe de especialistas, recursos financeiros e tecnológicos para modernizar a planta industrial.        
       QUEM É TEMPLE GRANDIN

  •        Temple Grandin  nasceu nos Estados Unidos e ganhou notoriedade por ter uma compreensão excepcional dos animais e de suas emoções. Ela é autista e desde a adolescência gosta dos animais. Elaborou trabalhos inovadores na área do bem-estar animal. Quando era criança, seus pais chegaram a ouvir de um médico que ela teria dificuldade para falar. Entretanto, Temple Grandin conseguiu superar dificuldades e vencer na Academia: ela é Bacharel em Psicologia pelo Franklin Pierce College e tem mestrado em Zootecnia na Universidade Estadual do Arizona, e é Ph.D. em Zootecnia pela Universidade de Illinois. No momento, ministra cursos na Universidade Estadual do Colorado a respeito de comportamento de rebanhos e projetos de instalação, além de prestar consultoria em manejo, instalações e cuidado de animais em todo o mundo. Para saber mais: www.grandin.com




LIVRO –  Temple Grandin é autora (com Catherine Johnson) do livro "O Bem-Estar dos Animais - proposta de uma vida melhor para todos os bichos", publicado no Brasil pela editora Rocco. Recomendamos a leitura deste livro que fala sobre cães, gatos, bois, cavalos e porcos. Suas revelações e pesquisas nos fazem refletir sobre vários aspectos de nossa convivência com esses animais. Citamos um trecho:
"Os cães são muito diferentes de vários outros animais com que trabalhamos porque são hipersociais e hipersensíveis a tudo o que fazemos. A sintonia dos cães com as pessoas é tamanha que são os únicos animais capazes de seguir o olhar ou o dedo que aponta numa direção e entender que lá está guardado um alimento. Os lobos não são capazes disso, nem os chimpanzés."

terça-feira, 29 de abril de 2014

Anote na agenda: Mata Ciliar dará curso de veterinária e biologia das aves.

Aves na ONG Mata Ciliar/Divulgação
            A Mata Ciliar, ONG de Jundiaí, no interior de São Paulo, onde já fiz um ótimo curso sobre canídeos silvestres, vai dar agora em maio de 2014 um curso sobre medicina veterinária e biologia das aves. Para quem quer trabalhar com animais silvestres posso dizer que é serão palestras imperdíveis.
SERVIÇO:
Data do curso: 24 e 25 de maio de 2014
Local: Associação Mata Ciliar
Av. Emílio Antonon, 1.000
Chácara Aeroporto – Jundiaí – São Paulo                                       

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Onça-pintada, a estrela do ecoturismo no Pantanal.

                   
A onça Esperança no avistamento do Projeto Onçafari/Divulgação

Foi lançado ontem em São Paulo o documentário Onça-pintada, mais perto do que se pode imaginar, que apresenta a trajetória do Projeto Onçafari, realizado no Pantanal Sul-mato-grossense por uma equipe de profissionais. Esse projeto, baseado em trabalhos semelhantes realizados ao redor do mundo, principalmente na África, pretende incentivar o turismo de avistamento de animais no Brasil, com foco na onça-pintada. Esperamos que seja bem-sucedido, levado sempre com transparência e seriedade, porque é uma das forma mais eficientes de salvar a onça-pintada. O documentário foi patrocinado pela Tetra Pak e produzido pela Wild Life Conservation Produções e pela Marca D’água. O filme será exibido na TV aberta. 
                 O Projeto Onçafari foi idealizado por Mário Haberfeld, que responde hoje pela coordenação. O objetivo é ambicioso e pretende reunir a preservação da natureza, a proteção das onças, por meio do ecoturismo, o que garante renda e emprego a moradores dessa região do Pantanal. Segundo Haberfeld, as onças-pintadas são perseguidas e caçadas pelo falso prejuízo que causam às fazendas de gado. "Com a promoção e o crescimento do ecoturismo de avistamento na região, a comunidade percebe o valor de preservar a fauna", afirma Mario Haberfeld.
                    O documentário exibe passo a passo das ações realizadas desde o início do projeto, em 2010. Além de diversas cenas dos animais, inclusive de fêmeas e filhotes, o filme apresenta os progressos no método de “habituação” da onça-pintada aos carros com turistas, que não consiste em domesticá-las. Segundo a assessoria de imprensa do Projeto Onçafari, o programa conta com especialistas africanos para realização deste trabalho, que já conseguiu ambientar mais de 20 animais. 

Frase do site: "Turistas de todo o mundo poderão testemunhar o comportamento fascinante destes belos animais, a partir de um veículo. O turismo de avistamento de animais faz com que as onças pintadas valham mais vivas do que mortas e que tanto proprietários de terra, comunidade e a natureza lucrem com isso."

terça-feira, 15 de abril de 2014

Preserve espécies com a ajuda do YouTube

Uma campanha que utiliza a linguagem das redes sociais para salvar espécies. Vale a pena conferir na campanha do World Wildlife Fund da Dinamarca e da Turquia colocaram no ar. "Não deixe este ser meu último selfie?"

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A batalha da ONG Nowzad para resgatar cães e gatos em meio ao conflito no Afeganistão

O sargento Pen Farthing, das Forças Armadas do Reino Unido, e o cachorro que ele salvou de uma rinha na cidade afegã de Now Zad.  Tornaram-se amigos inseparáveis e o episódio deu início à Organização Não Governamental/Foto Divulgação


Não é só a eleição presidencial no Afeganistão, para sucessão de Hamid Karzai, que chama a atenção da comunidade internacional. Uma Organização Não Governamental, a Nowzad Dogs, nascida com o esforço de militares do Reino Unido, e com sede em Londres, tem uma atuação relevante em meio aos conflitos no Afeganistão: a Nowzad resgata cães e gatos abandonados, muitos animais (como o cão da foto acima) retirados de rinhas, e os leva para lares na Inglaterra e nos Estados Unidos. O site da ONG (www.nowzad.com) fornece diversas informações sobre o trabalho heroico desta turma.
Segundo o colunista Jaime Spitzcovsky, da Folha de S. Paulo, a ONG já ajudou 650 militares, de diversas forças internacionais aliadas, a levar para casa os animais aos quais se afeiçoaram durante a missão militar. Os marines baseados no Afeganistão, em cidades como Cabul e Now Zad, acabam tendo a agradável companhia de cães e gatos de rua, e muitos desses militares não querem se separar de seus amigos de quatro patas quando voltam para a casa. Neste momento, a ONG Nowzad entra em ação e trata da burocracia e dos recursos financeiros necessários para que o pet siga para seu novo lar, uma longa viagem de avião. 
Nós, que amamos os animais, sabemos que esses cães e gatos são capazes de garantir alguma "humanidade" neste momento de conflito entre seres humanos, em uma guerra aparentemente infinita no Afeganistão. As tropas do Reino Unido e dos EUA apoiam o governo que tomou posse com a derrocada do Taleban do poder, o regime fundamentalista liderado então por Osama bin Landen, morto no país.
Devemos reconhecer a dimensão real, e grandiosa, desta ONG. 

O abrigo da Nowzad Dogs no Afeganistão/Foto divulgação
                                                                                   
                                                                                   
Foto divulgação
Na foto à esquerda, está o doutor Mohammad, médico veterinário na clínica que atende os animais da ONG Nowzad Dogs. Os veterinários cuidam de muitos casos de cães maltratados em rinhas e outros feridos nos conflitos armados. A clínica tem capacidade para fazer cirurgias, como amputação de membros, e retirada de tumores.
Dois médicos veterinários, um inglês e uma norte-americana, estão no Afeganistão, nas instalações da ONG, ensinando voluntários e veterinários locais a tratarem dos animais resgatados.
Um dos cães resgatados nas ruas de Kandahar, o Wylie, recebeu um prêmio recentemente no Crufts, o maior evento canino do Reino Unido, que reúne criadores e ONGs. Ele sobreviveu graças aos cuidados veterinários porque, ao ser resgatado, seu quadro clínico era grave devido aos maus-tratos.








Animais no canil da ONG/Foto divulgação Nowzad Dogs

Para saber mais entre no site: www.nowzad.com


terça-feira, 1 de abril de 2014

São José de Anchieta e os animais

Reprodução

Para comemorar a canonização de Padre José de Anchieta, amigo dos índios e dos animais, dizem até um ecologista pioneiro, publicamos neste blog uma ilustração belíssima dele na selva paulista. Nesta quarta-feira, dia 2 de abril de 2014, o Papa Francisco assina em Roma decreto tornando Santo o jesuíta que foi um dos fundadores da cidade de São Paulo.