sexta-feira, 6 de maio de 2022

No frio, roupinhas para cães não são exagero!

  O friozinho do outono já chegou nas regiões Sul e Sudeste do País e o momento é de retirar os casacos dos armários. Para quem tem cão ou gato em casa, uma pergunta parece inevitável nesta hora: meu pet precisa de roupinha para se aquecer? Em qual período do dia isso pode ser necessário?

 Embora cães e gatos sejam adaptados ao tempo frio, uma vez que as espécies têm origens em regiões de clima temperado do planeta, uma roupinha pode cair muito bem em muitos deles.

  Os cães idosos de pequeno e médio porte são, de modo geral, os que mais necessitam de roupinhas, devido a redução da camada de gordura na velhice. Na hora de dormir, vale a pena uma roupinha de tecido macio e de corte confortável. 

  Além dos idosos, o típico vira-lata brasileiro, que é um cão de pelo liso e claro, na maioria das vezes de cor caramelo, pode precisar de um agasalho quando os termômetros baixarem de 20°C.  

  Naturalmente que os cães de grande porte das raças Labrador, Golden Retriever, Akita, Husky Siberiano e Pastor Alemão dispensam qualquer tipo de roupa. Eles estão preparados para enfrentar até neve. Melhor é a gente abraçar eles para se esquentar. O cão São Bernardo não precisa nem falar: vive para resgatar pessoas perdidas em montanhas da Europa. 

  Algumas raças da moda enganam nesta hora. Os pequenos cães Shih-Tzu e Lhasa Apso podem precisar de roupinha à noite e durante caminhada em dias de vento frio. Embora as raças tenham origens em regiões da cordilheira do Himalaia, esses cães viviam em palácios e mosteiros, e não ao ar livre dessa gélida região.

  Em relação aos gatos, a história é outra, diferente. Além de não gostarem de nenhuma roupinha, por mais linda que seja, os felinos raramente precisam de acessórios para se aquecer. Esses animais têm enorme capacidade de se protegerem do frio e da umidade por conta própria, recolhendo-se sobre cobertas da cama devidamente reviradas para se tornarem cafofos convidativos, ou em cantos quentes da residência pelo tempo que for necessário. Podem dormir praticamente o dia inteiro quando os termômetros estiverem baixos.

  Raças como o Siberian de pelo longo (da Rússia) e o Norwegian Forest, da Noruega, têm um espetacular isolamento térmico formado pelas camadas de pelos e podem enfrentar nevascas. No entanto, raças como a Sphynx (o gato sem pelo) e a Don fazem parte da exceção à regra e podem necessitar de roupinhas por aqui. 

  Quando os gatos buscam abrigo na estante, por exemplo, está ótimo. O problema é quando os bichanos entram em locais perigosos para se aquecer: embaixo de lonas que protegem algum equipamento ou até dentro dos motores dos carros nas garagens. Eles têm facilidade para passar por espaços apertados e buscar locais inimagináveis (mas quentes!). Se não achar o bichano dentro de casa pela manhã, abra o capô do veículo e dê uma boa olhada, antes de dar a partida.

  Ou seja, se você quiser proteger seu gato do frio, providencie cantos aconchegantes e distribua cobertas felpudas pela casa. Mas uma roupa do tamanho certo, com modelo que permita a liberdade de movimentos e de tecido macio é a proteção ideal para o seu cãozinho friorento.

AVISO: As roupinhas de lã de tricô não são recomendadas, pois o pet pode prender as unhas na trama, e não conseguir caminhar direito, e nem vestuários feitos com plásticos, que podem abafar demais o bichinho, não permitindo adequada ventilação. 

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Srs Pets sejam bem-vindos a bordo do avião!

  Viajar com seu pet dentro da cabine do avião em voos nacionais é fácil, prático e seguro. O seu cãozinho (de porte pequeno ou filhote) ou seu gato têm lugares certos dentro das aeronaves e os documentos exigidos são, basicamente, dois: atestado de saúde, emitido por um médico veterinário, e a Caderneta de Vacinação em dia.

  Neste momento em que a Pandemia perde força no Brasil e as famílias estão retomando os passeios e as viagens pelo país, nunca é demais ressaltar que animais pequenos podem seguir com seus tutores do saguão dos aeroportos direto para o assento do avião em simples caixas de transporte. 

  Para muitos que amam demais seus bichinhos, ainda mais aqueles que vivem no colo da gente, a solução do voo conjunto é um alívio. A viagem fica mais agradável e o desembarque é feito no destino como quem leva uma bagagem de mão.

  Em março deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou companhias aéreas brasileiras e estrangeiras, operando no Brasil, a transportarem também coelhos dentro das cabines do avião. Foram tantas ações na Justiça a favor dos orelhudos que a Anac lançou uma portaria com a autorização. Mas a Gol, a Latam e a Azul afirmam em seus sites que apenas caninos e felinos domésticos podem estar com os passageiros a bordo.

  O principal requisito para a viagem dos cães e dos gatos dentro da cabine do avião destas três companhias está no peso do animal.  

  Na companhia Gol, o cãozinho ou o gatinho, mais a caixa de transporte, não podem superar os 10 kg. Para raças como o Maltês, o Yorkshire e a Biewer Terrier isso não é difícil. Os gatos também, desde que não sejam obesos, atendem em sua maioria esta exigência. Na Latam Airlines e na Azul, o peso máximo do animal mais a caixa de transporte é de 7 kg. Pode ser que alguns pets tenham de fazer uma dieta. 

  Acima destes pesos indicados pelas companhias aéreas, o cão ou o gato devem ser embarcados no compartimento de carga viva da aeronave. Isso para muitos é uma grande mudança: a separação do tutor (a bordo) de seu pet (no porão da aeronave) pode ser desconfortável para ambos e gerar apreensão até o reencontro no destino. 

  Os interessados em viajar com seus pets nas cabines encontram nos sites das companhias Gol, Latam e Azul as informações necessárias para a viagem e devem conhecer as regras em detalhe e as tarifas. As caixas de transporte a serem usadas, por exemplo, podem ser fixas ou flexíveis, mas devem atender normas técnicas, desde o tamanho ao tipo de material usado na fabricação, e até à abertura para ventilação. Não é qualquer caixa ou sacola de transporte que é aceita!

  Os tutores devem dar atenção especial às vacinas contra a raiva, uma das principais exigências, inclusive para filhotes. Falando em filhotes, recém-nascidos não podem embarcar! Os atestados de saúde têm validade de 10 dias para todas as companhias, mas até que sejam emitidos é preciso tratar os bichinhos contra pulgas e carrapatos e contra vermes. 

  Portanto, se você tem um pet (leve) e pretende viajar de avião com ele nas férias de julho comece a preparar a documentação para um embarque sem estresse.  

  E para todos, uma boa viagem!      

PS: No caso de viagens internacionais, a história é diferente e mais complicada, mudam as exigências sanitárias; além das vacinas são exigidos exames de sorologia para comprovar sua eficácia e há regras a serem atendidas no país de destino. 


PARA SABER MAIS:

https://www.voegol.com.br/servicos-gol/viajando-com-animais-de-estimacao

https://www.latamairlines.com/br/pt/experiencia/prepare-sua-viagem/transporte-de-animais-de-estimacao

https://www.voeazul.com.br/para-sua-viagem/servicos/pet-na-cabine



Foto divulgação site da GOL 


terça-feira, 19 de abril de 2022

Mordida no bolso: inflação do pet food acumula alta de 22,9% em um ano!

  Se o seu cachorrinho ou seu gatinho fosse às compras ficaria tão horrorizado com o preço da ração quanto nós, quando olhamos para o preço atual da cenoura ou das carnes.

  Nas prateleiras das petshops da capital São Paulo os tutores encontram pacote (de 15 quilos) de ração super premium para cães por R$ 450! Abaixo desta categoria há custos mais acessíveis, embora igualmente salgados. Pacote de ração premium por R$ 165 (15 quilos). 

 Em relação aos felinos, a inflação mostra suas garras: um pacote de 4 quilos de super premium para a raça Maine Coon custa R$ 304. A opcão de ração premium para gato castrado (pacote de 1 quilo) custa R$ 27,90. Se for levar 4 quilos, R$ 111,6. 

  A primeira notícia ruim é que a inflação dos alimentos para pets está mais alta do que a inflação geral indicada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os preços dos alimentos para pets acumulam alta de 22,9% nos últimos 12 meses contra uma inflação geral de 11,3% no período.

  Não chega a ser como a cenoura que subiu 166% em um ano, mas dói no bolso!     

  A guerra da Rússia contra a Ucrânia, que provocou aumento no trigo e no milho (usados nas rações dos pets), é uma das razões da inflação no ramo de pet food. 

   Mas nem tudo tem a ver com a guerra ou com o aumento da gasolina, que também impacta a indústria e o comércio pet. O seu cãozinho e o seu gatinho pagam impostos indiretos toda vez que você compra um pacote de ração!

   A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET) calcula que a carga tributária do setor é de 51% (ICMS, PIS/COFINS, IPI). Em 2020, essa indústria faturou R$ 27 bilhões, dos quais 75% representam os alimentos para pet. As outras categorias são os produtos de cuidados (8%) e os produtos veterinários (17%).

   A segunda notícia ruim é que as rações atuais são de qualidade e praticamente insubstituíveis. Prontas para o consumo, têm carboidratos, vitaminas e minerais de acordo com cada espécie, raças e até idade do pet (filhote, adulto ou sênior). A comida caseira equilibrada e completa é difícil de ser feita, dá trabalho e exige a orientação de um profissional (além de incluir o custo do gás). 

   Os tutores de cães e gatos vão ter que trabalhar mais neste ano para garantir a comidinha da turma pet.

   


IPCA foi de 1,62%

 em março


quarta-feira, 6 de abril de 2022

Gatos podem ter "sete vidas", mas o sistema urinário é apenas um!

  O ditado popular diz que os gatos têm sete vidas. Os bichanos são guerreiros, escondem as dores, caem de pé e sacodem a poeira! Mas com certeza eles só têm um sistema urinário, e é preciso cuidar bem dele!

 Atualmente, uma das principais razões dos atendimentos de gatos em clínicas e hospitais veterinários são os problemas urinários. Para ser preciso, os problemas do trato urinário inferior dos felinos (a bexiga e a uretra, o canal que leva o xixi para fora).0

  As enfermidades mais comuns são as cistites (infecções) e a formação de cálculos na bexiga, que provocam dores e sangramentos quando estes são empurrados pela urina para o canal da uretra. 

  Mesmo com sete vidas, o problema é desesperador. Fazer xixi vira um inferno, e isso quando ainda é possível urinar, pois a enfermidade pode acarretar uma obstrução no sistema urinário.  

  O pouco consumo de água é uma causa comum, sobretudo em animais obesos. Os gatos domésticos vêm de regiões desérticas e frias, e nestas condições se adaptaram a beber pouca água. Antigamente, porém, a alimentação vinha da caça de roedores e aves, nutrição bastante úmida.

  Hoje em dia, os tutores precisam estar atentos ao consumo de água porque a base da alimentação é formada por rações secas, e o clima no Brasil é tropical e subtropical.

  A falta de hidratação adequada impede a correta diluição de minerais na bexiga e favorece o surgimento dos cálculos. O xixi em abundância também limpa o canal uretral. 

  Por isso, você deve estimular o consumo de água de seu bichano, um dos recursos são as fontes de água, disponíveis em petshop, e outro é o de abrir a torneira do banheiro para ele tomar a água corrente. O sachê (alimento úmido) deve também ser incorporado à alimentação. 

  Mas por que os gatos gostam de beber água da torneira ou de fontes?

  Quem tem sete vidas, de bobo não tem nada. A água corrente é limpa, ao contrário da água parada ou empoçada da natureza. O gato sabe disso, tem a informação no seu DNA: prefere alimentos frescos e água em movimento, para não ter dor de barriga!

segunda-feira, 28 de março de 2022

Novela Pantanal: a onça-pintada, ameaçada de extinção, entra no horário nobre da TV.

A atriz Alanis Guillen, a nova Juma/Divulgação TV Globo/Twitter

   Nesta segunda-feira, dia 28 de março, estreia no horário nobre da TV Globo a nova versão da novela Pantanal, sucesso dos anos 1990, escrita originalmente por Benedito Ruy Barbosa. 

  A novela traz para a telinha a beleza do Pantanal e a majestade da onça-pintada, o maior felino das Américas, que tem nessa região um de seus habitats naturais (o nome científico da espécie é Panthera onca).  

  A onça-pintada é, de certa forma, personagem principal. Isso porque a protagonista Juma Marruá, criada na natureza selvagem depois de perder o pai, pode virar uma onça quando ameaçada. 

  O autor da nova versão, Bruno Luperi, neto de Benedito, mantém o dom sobrenatural (ou apenas uma lenda?) que Juma herdou da mãe Maria Marruá (interpretada na primeira versão por Cássia Kiss e agora por Juliana Paes). 

  A jovem Juma (interpretada a partir de hoje por Alanis Guillen, antes o papel consagrou Cristiane Oliveira) não vira um bicho qualquer, vale reforçar, mas a própria onça-pintada, rainha do Pantanal, que chega a pesar 135 quilos e não mia; ao contrário, emite um urro, chamado de esturro.

  FICÇÃO E REALIDADE _ Um ano e meio depois das queimadas que devastaram grande parte do Pantanal, é reconfortante saber quer o Pantanal e a onça-pintada serão destaques em rede nacional. Afinal, como diz o ditado, nós iremos proteger aquilo que conhecemos. 

  Nos incêndios ocorridos em 2020 na região, um filhote de onça-pintada foi salvo por um fazendeiro em Cárceres, município do Mato Grosso, localizado no Alto Pantanal.

  O orfão ganhou o nome de Marruá, em homenagem à personagem da novela Pantanal, exibida nos anos 1990 na TV Manchete. 

  Em fevereiro deste ano, a onça Marruá já adulta foi transferida para o Instituto NEX (No Extinction), em Goiás (https://nex.org.br/). A Marruá está saudável, em boas condições físicas  e começa a ser preparada pela equipe do Instituto para que possa viver livremente na natureza. 

  Mas este caminho para a vida livre é longo porque ao ser salva dos incêndios Marruá passou a ser alimentada e cuidada por seres humanos e não desenvolveu as técnicas de caça e o instinto de buscar seu próprio abrigo. 

 A direção do NEX está confiante, porém, de que a jovem Marruá conseguirá despertar de seu interior a verdadeira onça-pintada que está ali, e desta forma conquistar seu espaço na natureza, a exemplo do que devem fazer as personagens da trama da TV Globo que tem início hoje. 

Para saber mais: https://nex.org.br/

                         https://jaguar.org.br/



 
   


sábado, 19 de março de 2022

Saiba como conservar a ração dos pets

  Algumas décadas atrás, não muito longe, preparar o café da manhã ou o almoço do pet dava um trabalho danado. Era preciso comprar ingredientes, carne para cães e sardinha fresca para os gatinhos, cozinhar arroz e manter as sobras na geladeira para a próxima refeição. 

 Essa realidade mudou para melhor com a chegada das rações secas para os pets. Hoje as prateleiras das petshops estão cheias de ofertas de rações para cães e gatos, que atendem aos mais variados paladares, a base de frango, carne, salmão, e com composições equilibradas com vitaminas e minerais.

 Grandes empresas entraram no setor, e preparam até rações para os doentes crônicos, como aquelas para os cães e gatos com problemas cardíacos, doença renal ou diabetes. 

  No entanto, há problemas na forma como são guardados os pacotes de ração em casa e na obediência ao prazo de validade que, como alertam os próprios fabricantes, diminui após a abertura do pacote. 

  Já foram vistos pacotes ao lado de piscinas e outros no chão da casa, apesar de os fabricantes recomendarem que as rações fiquem em local seco e fresco, longe do sol e distante do chão. Roedores e moscas podem contaminar o produto e afetar a saúde do seu pet.

  Além disso, todas as marcas recomendam manter preferencialmente a ração dentro do pacote original, que preserva melhor o produto. Mas muitos tutores retiram a ração da embalagem para por naquele pote bonitinho e prático da cozinha. Ao fazerem isso, manipulam o produto com as mãos o que leva ao risco de a ração estragar. 

  A exemplo do Leite Longa Vida, que todos conhecem, os pacotes de ração uma vez abertos têm validade limitada, em torno de quatro a cinco semanas. Foi o francês Louis Pasteur quem provou que o ar é um meio contaminado por bactérias e fungos. É de seu nome que vem a expressão "leite pasteurizado", submetido a técnica de eliminação de microorganismos.

  Por isso, não adianta querer economizar e comprar um pacote de 15 quilos para um maltês de 3 kg de peso! Depois de um mês, a mudança de umidade no pacote, de pH dos alimentos, pode favorecer o surgimento de colônias de bactérias e fungos. Para que o maltês se alimente bem, é melhor gastar um pouquinho mais e comprar embalagens menores, para que a duração do pacote coincida com a validade do produto.

   De todos os riscos da má conservação da ração aberta, o pior é a presença de toxinas dos fungos (causam as micotoxicoses nos pets). Os fungos se desenvolvem em grãos como o milho, o trigo, o arroz e a soja, presentes nas receitas, a partir da alteração na umidade da ração. Esses microorganismos estão presentes no ar, nas poeiras, plantas, solo e nas mãos sujas.

   A contaminação por fungo provoca vômito, depressão, redução do crescimento do animal, segundo artigo do Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos (Jericó, Neto e Kogika/Editora Roca). Em alguns casos pode ser fatal.

    É preciso, portanto, seguir as instruções dos fabricantes (estão no rótulo) sobre a manutenção do pacote de ração em residência. E adotar cuidados até no transporte no carro. Em um clima tão quente e úmido como o que predomina no Brasil os cuidados devem ser redobrados.  

    Saúde e bom apetite para seu pet!

        

sexta-feira, 4 de março de 2022

Guerra na Ucrânia: voo da FAB vai trazer também os pets para o Brasil.

 

Brasileiras com seus cachorrinhos na Polônia

  Em meio a tantas noticias tristes da guerra deflagrada pela Rússia contra a Ucrânia, uma história de final feliz é sempre bem-vinda. 
   A brasileira Vanessa Rodrigues que morava em Kiev, na Ucrânia, conseguiu fugir nos primeiros dias da guerra para a Polônia, levando o seu cachorro.
  Assim que soube que a Força Aérea Brasileira (FAB) enviará um avião militar na próxima segunda-feira, dia 7, para resgatar os brasileiros na Polônia, Vanessa procurou de imediato garantir um lugar no voo para o seu amigo de quatro patas. Neste momento, suas preocupações na guerra tornaram-se ainda maiores. A primeira informação que recebeu foi a de que o avião da FAB não traria animais de estimação para o Brasil. Normalmente, o embarque de animais exige uma série de documentos e cuidados especiais. 
    "Eu deixei tudo para trás, mas não vou largar meu cachorrinho nesta hora", disse Vanessa em uma mensagem em rede social (Instagram). "A FAB informou que não leva cachorrinho e eu não tenho como retirar os documentos para o embarque dele para o Brasil."
   O vídeo com o pedido de ajuda desesperado da brasileira chegou à protetora Luísa Mell e ao jornalista André Trigueiro, no Brasil, que se mobilizaram e conseguiram com a FAB autorização para o embarque de animais de estimação na aeronave que estará na Polônia. 
  "Nosso agradecimento ao Itamaraty por interceder a favor dos animais de estimação dos brasileiros que fugiram da Ucrânia", escreveu na sua conta do Instagram na tarde da sexta-feira, dia 4 de março, o jornalista André Trigueiro. A conquista de Vanessa beneficiou outros brasileiros e brasileiras que saíram da Ucrânia com seus pets e querem trazê-los para o Brasil. Ao menos nestes casos, vale recorrer e alterar título de um filme famoso: "Não esqueceram de mim!".
   
                      
O cachorrinho da Vanessa

A comemoração no Brasil dos que se mobilizaram a favor do embarque dos pets no voo da FAB. Abaixo a mensagem do jornalista André Trigueiro.



Nosso agradecimento ao por interceder em favor dos animais de estimação de brasileiros que fugiram da Ucrânia. Agora eles também poderão embarcar no voo da em direção ao Brasil!