terça-feira, 3 de março de 2026

Punch conquista corações e mentes!

 

O macaquinho Punch e seu bichinho de pelúcia/Reprodução Instagram

Bombou nas redes sociais, principalmente no Instagram. De um zoológico do Japão vieram as imagens de um macaquinho, da espécie Macaca fuscata, correndo apreensivo de lá para cá, trazendo pelo braço seu bichinho de pelúcia. Não largava pra nada! 

A cena comoveu parte do mundo conectado à internet! Afinal, hostilizado por alguns macacos adultos, o jovem macaquinho atribuía sua segurança e bem-estar ao orangotango de pano!

O nome desse filhote é Punch. 

Ele foi abandonado por sua mãe logo após o nascimento, em julho do ano passado. Na natureza, poderia estar morto. Restou à equipe do zoológico recorrer à técnica conhecida de oferecer ao primata orfão, além do alimento e calor, um bichinho de pelúcia para ele se apegar.

Macaquinhos, por instinto, precisam se apegar a algo, que proporcione o mínimo de conforto táctil, para obter bem-estar e desenvolver seu mundo emocional. Se for de pelúcia, vai funcionar. 

Foi o cientista Harry Harlow que comprovou a partir de pesquisas com macacos rhesus, na década de 1950, que a relação com a mãe ia muito além da necessidade de alimentação (leite materno). Os macaquinhos buscavam também o afeto, o apego por algo, o amparo emocional.

Por isso, entre duas opções _ uma estrutura de metal (algo frio, sólido) com oferta de leite e outra coberta por tecido denso e macio _, os filhotes optavam por se aconchegar na "mamãe" macaca de pelúcia. Até tomavam o leite, mas corriam para a "mamãe" de pelúcia. 

Isso não deveria ser novidade para nós humanos, que, como primatas também, vivemos cercados de bichinhos de pelúcia e bichos peludos de verdade. 

A EVOLUÇÃO

Punch vive no zoológico de Ichikawa, localizado nos arredores de Tóquio.

Depois de deixar o berçário, ele seguiu com sua mãe de pelúcia para o recinto onde estão os demais macacos japoneses da neve (como são conhecidos os Macaca fuscata).

No início não foi bem aceito pelo grupo. Mas sempre que era hostilizado por um mais velho, Punch corria, pegava seu orangotango de pelúcia e se refugiava ao seu lado. 

Cenas que cativaram o público: um filhote muito desengonçado carregando um orangotango de pano! 

Vale lembrar que esses macacos japoneses são conhecidos pela coragem e resistência porque vivem em terras inóspitas, geladas, no norte do Japão, em meio à neve. Eles enfrentam o frio com grossas pelagens e se refugiam em fontes termais da região. 

Foto Zoológico de Ichikawa (Japão)




sábado, 21 de fevereiro de 2026

Nem a morte nos separe

   Agora é lei! Tutores e seus cães e gatos estão autorizados no estado de São Paulo a descansarem juntos por toda a Eternidade! 

    Ao menos os corpos poderão estar lado a lado no mesmo jazigo. 

  O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou neste mês de fevereiro lei que autoriza o enterro de pets nos jazigos das famílias! Mas cada município do estado irá definir suas próprias regras sanitárias para o sepultamento dos bichinhos.  

   Até então eram proibidos pets nos cemitérios dos humanos. A legislação determinava a cremação dos corpos dos animais pelas prefeituras, ou crematórios particulares e em um ou outro caso em cemitérios de pets.

   Na capital, por exemplo, é proibido enterrar animais em quintais das casas ou chácaras, por causa de riscos de contaminação das águas.

   A lei paulista tem o nome de Bob Coveiro, em homenagem a um cachorrinho de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, que depois de acompanhar o enterro de sua tutora passou a morar no cemitério!

   Que história incrível, que lembra a do cão japonês Hachiko, que passou a morar em uma estação ferroviária depois da morte de seu tutor, que embarcara ali horas antes. 

  Hachiko era um akita e hoje há uma estátua de bronze em sua homenagem na estação de Shibuya, em Tóquio. Sua história virou filme. 

  Não se sabe ainda se há direito a velório dos cães e gatos nos cemitérios humanos. 

  Seja como for, a lei vem realizar um antigo sonho de muitos tutores. Um desejo que não é em absoluto uma novidade. 

  No antigo Egito, época das pirâmides, os faraós eram enterrados com seus animais de estimação. Múmias de gatos e cães foram encontradas nas escavações dos túmulos reais. 

  Até gaviões, neste caso, foram preparados para a viagem ao outro mundo!

  A atualidade renova os votos de união e lealdade por toda a Eternidade!


   

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Basta de crueldade! Caso Orellha comove o País.

 

Manifestação na Avenida Paulista/Foto AnimaisOk

           
     Um grito de BASTA de crueldade contra cães comunitários e demais animais doméstico e silvestres do País levou multidões a diversas cidades neste domingo 1º de fevereiro.
     A comoção nacional causada pela morte do vira-lata Orelha, um cão comunitário de Florianópolis, foi a gota de água que transbordou o copo da indignação dos que amam os bichos.
    Orelha, idoso e manso, foi morto a pauladas em janeiro deste ano.
    Essas covardias são inaceitáveis, é o que ouvimos dos manifestantes. 
     Na Avenida Paulista, no coração de São Paulo, as pessoas ocuparam quarteirões em frente ao MASP para dizer que os vira-latas, como Orelha, não estão sozinhos. Que há quem chore por eles e que exigem Justiça!
     "Não haverá impunidade", diziam alguns dos cartazes exibidos por manifestantes.
     Segundo a polícia, três adolescentes, estudantes de bons colégios da ilha e moradores de bairro nobre, são os principais suspeitos do crime. 
     As agressões teriam ocorrido à noite na Praia Brava, no norte de Florianópolis, onde Orelha vivia em harmonia com os moradores e tinha uma casinha que servia de abrigo.
     Na Avenida Paulista, muitos manifestantes expressavam preocupação em relação à aplicação efetiva das punições cabíveis,  pois os suspeitos são membros de famílias abastadas, capazes de exercer grande influência em função do poder econômico de que dispõem. 
     A Polícia Civil de Santa Catarina precisa avançar nas investigações, para obter e apresentar, dentro da lei, evidências que comprovem a autoria  desse crime bárbaro.  
    Até o momento, três adultos foram indiciados pela polícia por coação no curso das investigações. São familiares dos suspeitos que  pressionaram um porteiro da região, por ter enviado fotos dos adolescentes a outros colegas responsáveis pela segurança do local. 

     Em uma das fotos, aparece o vira-lata Caramelo, amigo de Orelha na Praia Brava, que também foi perseguido e maltratado por jovens em janeiro. Ele escapou do grupo depois de ser jogado ao mar à noite! 

     Os atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre neste domingo, demonstram o desejo da população de dar um BASTA a esse tipo de crueldade. 

      O Brasil ama seus animais! 

    

Foto Ricardo Osman/AnimaisOK


Foto Ricardo Osman/AnimaisOk





segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Justiça por Orelha!

O cachorrinho Orelha/Divulgação redes sociais

  
 Uma casinha de madeira, pequena, nas areias da praia Brava, no norte de Florianópolis, era o abrigo do cachorrinho Orelha, um vira-lata boa praça e já idoso. Mas a casinha agora está vazia. O cachorrinho foi vítima de terrível violência praticada, segundo investigações da polícia, por quatro adolescentes. Ferido gravemente, sofreu eutanásia.

   O crime ocorreu no dia 15 de janeiro deste ano. Orelha foi encontrado por pessoas da comunidade no dia seguinte, desfalecido. 

  Segundo as investigações, os jovens deram pauladas no cachorrinho, que era manso e cuidado pela comunidade. Ele foi levado para hospital veterinário, mas os ferimentos eram tão profundos e graves, que a equipe optou por fazer eutanásia e encerrar o sofrimento.

   A covardia e crueldade dos agressores chocou a todos que conheciam Orelha e mobilizou muita gente na ilha por Justiça. 

   O caso está sendo investigado pela promotoria da Infância e Juventude e pela promotoria de Meio Ambiente de Florianópolis. 

  Até o governador do Estado, Jorginho Mello, foi às redes sociais prometer punição aos envolvidos. "As provas do processo me embrulharam o estômago", disse ele.

  Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço dos suspeitos pela morte de Orelha. Apreendeu computadores dos adolescentes. Mas adultos também foram incluídos na operação. Há denúncias de que alguns pais ameaçaram com arma testemunhas do crime.

  Dos quatro jovens suspeitos, apenas dois estão em Florianópolis neste final de janeiro. Outros dois teriam viajado para os Estados Unidos. 

  As investigações devem esclarecer todos os fatos e determinar as punições (inclusive aos pais, se de fato tentaram obstruir a Justiça). A agressão se enquadra em crime de maus-tratos.

  Orelha deve ser o símbolo do respeito por todos os animais nas areias paradisíacas de Florianópolis. 

   Ele tem direitos, tem amigos e amigas, vivia em paz em sua casinha!

    

    



sábado, 17 de janeiro de 2026

Chão quente: risco para os pets, que andam descalços!

     O ano de 2026 começou com sucessivas ondas de calor no Brasil e recordes nas altas temperaturas do Sudeste.

   Eis mais um risco para os pets, nestas terras tropicais: o chão quente, fervendo, que pode queimar as patinhas deles, ao ultrapassar fácil no cimento ou no asfalto os 60°C.   

   Cães e gatos têm nas patas "almofadinhas" para garantir aderência aos pisos e proteção na pegada. São os coxins, assim definidos na anatomia. 

   Localizados embaixo de cada um dos dedos e no que seria a palma da mão e dos pés, as "almofadinhas" dos pets servem também de amortecedores incríveis nos saltos. 

   O curioso é que esse tecido resistente, que tem uma camada de gordura, inclui as únicas glândulas sudoríparas existentes nos corpos dos cães e dos gatos. Essas espécies de animais não suam como nós humanos. O suor só pode ser visto nas patinhas que tocam o chão.

   Já sabemos que as "almofadinhas" da maioria das raças de cães e de gatos, e até daqueles sem raça definida, suportam uma caminhada curta na neve e no gelo. É o caso por exemplo dos Border Collies, que pastoreiam no inverno, e dos Husky Siberianos, que puxam trenós. Dos Golden Retrievers, que mergulham nos lagos gelados da Escócia.

   Se o frio não é uma ameaça tão mortal, o calor é outra história.

   Nos trópicos, o chão quente é chapa fervendo e muitos humanos não percebem isso porque estão usando tênis e sandálias. 

   Embora mais resistentes do que um pé humano, as patinhas dos cães e dos gatos podem sofrer queimaduras em dias de sol intenso. 

   Um cachorrinho que passou a manhã e a tarde brincando em volta de uma piscina, neste mês de janeiro, foi parar no pronto socorro com queimaduras nos coxins. E elas são dolorosas e geram bolhas. 

   Nestes casos de queimaduras nos cachorrinhos (o que é mais comum) e nos gatinhos (raro), é preciso chamar um médico veterinário para examinar e prescrever o tratamento. 

   O sinal mais comum já é percebido à noite, quando o paciente começa a mancar, parece entristecido e procura um cantinho para descansar fora do horário normal.

   A recuperação leva dias e há o risco de surgir uma grave infecção!