segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Justiça por Orelha!

O cachorrinho Orelha/Divulgação redes sociais

  
 Uma casinha de madeira, pequena, nas areias da praia Brava, no norte de Florianópolis, era o abrigo do cachorrinho Orelha, um vira-lata boa praça e já idoso. Mas a casinha agora está vazia. O cachorrinho foi vítima de terrível violência praticada, segundo investigações da polícia, por quatro adolescentes. Ferido gravemente, sofreu eutanásia.

   O crime ocorreu no dia 15 de janeiro deste ano. Orelha foi encontrado por pessoas da comunidade no dia seguinte, desfalecido. 

  Segundo as investigações, os jovens deram pauladas no cachorrinho, que era manso e cuidado pela comunidade. Ele foi levado para hospital veterinário, mas os ferimentos eram tão profundos e graves, que a equipe optou por fazer eutanásia e encerrar o sofrimento.

   A covardia e crueldade dos agressores chocou a todos que conheciam Orelha e mobilizou muita gente na ilha por Justiça. 

   O caso está sendo investigado pela promotoria da Infância e Juventude e pela promotoria de Meio Ambiente de Florianópolis. 

  Até o governador do Estado, Jorginho Mello, foi às redes sociais prometer punição aos envolvidos. "As provas do processo me embrulharam o estômago", disse ele.

  Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço dos suspeitos pela morte de Orelha. Apreendeu computadores dos adolescentes. Mas adultos também foram incluídos na operação. Há denúncias de que alguns pais ameaçaram com arma testemunhas do crime.

  Dos quatro jovens suspeitos, apenas dois estão em Florianópolis neste final de janeiro. Outros dois teriam viajado para os Estados Unidos. 

  As investigações devem esclarecer todos os fatos e determinar as punições (inclusive aos pais, se de fato tentaram obstruir a Justiça). A agressão se enquadra em crime de maus-tratos.

  Orelha deve ser o símbolo do respeito por todos os animais nas areias paradisíacas de Florianópolis. 

   Ele tem direitos, tem amigos e amigas, vivia em paz em sua casinha!

    

    



sábado, 17 de janeiro de 2026

Chão quente: risco para os pets, que andam descalços!

     O ano de 2026 começou com sucessivas ondas de calor no Brasil e recordes nas altas temperaturas do Sudeste.

   Eis mais um risco para os pets, nestas terras tropicais: o chão quente, fervendo, que pode queimar as patinhas deles, ao ultrapassar fácil no cimento ou no asfalto os 60°C.   

   Cães e gatos têm nas patas "almofadinhas" para garantir aderência aos pisos e proteção na pegada. São os coxins, assim definidos na anatomia. 

   Localizados embaixo de cada um dos dedos e no que seria a palma da mão e dos pés, as "almofadinhas" dos pets servem também de amortecedores incríveis nos saltos. 

   O curioso é que esse tecido resistente, que tem uma camada de gordura, inclui as únicas glândulas sudoríparas existentes nos corpos dos cães e dos gatos. Essas espécies de animais não suam como nós humanos. O suor só pode ser visto nas patinhas que tocam o chão.

   Já sabemos que as "almofadinhas" da maioria das raças de cães e de gatos, e até daqueles sem raça definida, suportam uma caminhada curta na neve e no gelo. É o caso por exemplo dos Border Collies, que pastoreiam no inverno, e dos Husky Siberianos, que puxam trenós. Dos Golden Retrievers, que mergulham nos lagos gelados da Escócia.

   Se o frio não é uma ameaça tão mortal, o calor é outra história.

   Nos trópicos, o chão quente é chapa fervendo e muitos humanos não percebem isso porque estão usando tênis e sandálias. 

   Embora mais resistentes do que um pé humano, as patinhas dos cães e dos gatos podem sofrer queimaduras em dias de sol intenso. 

   Um cachorrinho que passou a manhã e a tarde brincando em volta de uma piscina, neste mês de janeiro, foi parar no pronto socorro com queimaduras nos coxins. E elas são dolorosas e geram bolhas. 

   Nestes casos de queimaduras nos cachorrinhos (o que é mais comum) e nos gatinhos (raro), é preciso chamar um médico veterinário para examinar e prescrever o tratamento. 

   O sinal mais comum já é percebido à noite, quando o paciente começa a mancar, parece entristecido e procura um cantinho para descansar fora do horário normal.

   A recuperação leva dias e há o risco de surgir uma grave infecção!