| Cães salva-vidas em praia da Grécia, das raças Golden e Labrador/Foto Hellenic Heroes |
sexta-feira, 28 de julho de 2023
Cães salva-vidas são heróis nas praias da Grécia
sexta-feira, 21 de julho de 2023
Sebastião Salgado e Lélia: de olho na recuperação da Mata Atlântica e dos animais!
| Jaguatirica na fazenda Bulcão/Foto de Leonardo Merçon |
Um dos mais premiados fotógrafos mundo, Sebastião Salgado, e sua esposa e editora Lélia Deluiz Wanick Salgado estão ganhando notoriedade internacional agora por conduzirem um bem-sucedido projeto de recuperação de área da Mata Atlântica e dos animais que integra a Bacia do Rio Doce. Os bichos agradecem!
O casal fundou em 1998 o Instituto Terra em uma antiga fazenda de gado em Minas Gerais, e já reflorestou 2 mil hectares de mata degradada e produziu 6 milhões de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. Além disso, 82 mil pessoas já passaram por seu projeto de Educação Ambiental.
A Mata Atlântica é um dos grandes biomas brasileiros, do qual faz parte o rio Paraíba do Sul, e é vegetação característica do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, e do Espírito Santo. Atualmente, restam apenas 12% da cobertura original dessa floresta.
O trabalho de Sebastião Salgado e Lélia permitiu a proliferação dos bichos na região de Aimorés, em Minas Gerais. Estão de volta à antiga fazenda pássaros, como o pica-pau, papagaios e corujas, e mamíferos, como as jaguatiricas e os gambás.
Ao salvar os animais, como diz o casal, estamos salvando a nós mesmos:
" Nós precisamos repensar a nossa relação com o planeta se quisermos sobreviver como espécie", frase de Sebastião Salgado e Lélia.
| O fotógrafo Sebastião Salgado e a mulher Lélia/Foto divulgação site |
| Coruja-do-mato/Foto Leonardo Merçon |
Para saber mais: https://institutoterra.org/
Por meio do site é possível assistir a uma exposição on-line dos bichos presentes na região restaurada da Mata Atlântica.
sexta-feira, 30 de junho de 2023
Defesa Civil alerta para riscos de incêndios que ameaçam a fauna e flora
A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta para o risco de incêndios nas matas provocados por cigarros jogados na beira das estradas e por balões que são lançados ao céu nesta época do ano. Neste período, de início do inverno no hemisfério sul, o clima é caracterizado por tempo seco e frio, o que favorece o surgimento de grandes incêndios florestais.
A fauna e a flora estão, portanto, mais vulneráveis aos perigos dos incêndios, que ameaçam propriedades, comunidades e áreas de plantação. Entre os bichos, os répteis (como os sapos) e os mamíferos (como os porcos-do-mato), são os que correm mais riscos de morrerem queimados.
Por isso, o governo do Estado de São Paulo lançou no início de junho a operação "São Paulo Sem Fogo", que conta com novos equipamentos contra incêndios, com a limpeza de áreas próximas às rodovias e com a ampliação do uso de tecnologias de comunicação e de satélite.
A Defesa Civil divulgou o número 193 (Corpo de Bombeiros) e pede a população que avise imediatamente se ver fumaça no mato ou nas florestas.
terça-feira, 13 de junho de 2023
Quem é Wilson? O cão herói do resgate das crianças na Colômbia.
| O cão Wilson/Foto: Exército da Colômbia |
As crianças indígenas foram resgatadas na semana passada depois de 40 dias perdidas na mata devido a um acidente de avião. No acidente, morreram a mãe, o piloto e um terceiro passageiro. As crianças não se feriram e passaram a sobreviver de frutos e água da floresta. Elas são da etnia Witoto.
Na grande operação de resgate que foi montada pelo governo da Colômbia, o cão Wilson ganhou destaque, porque, segundo as próprias crianças, foi o primeiro da equipe a encontrá-las.
No entanto, Wilson está desaparecido. Depois de passar quatro dias com as crianças, ele partiu, provavelmente para avisar à equipe que tinha encontrado o grupo, aquela que era a sua missão.
Não foi mais visto.
O Pastor Belga é um canino fabuloso. Sua origem é de condutor de rebanhos, ainda no ano de 1800. Décadas depois do surgimento da raça, na cidade belga de Malinas, criadores desenvolveram a variante Malinois. Um cão de pelo curto, ágil, pronto para entrar em ação, que é atualmente utilizado em equipes de resgate e pelas forças de segurança de todo o mundo.
Forte e destemido, o Malinois consegue vencer obstáculos que são intransponíveis para outras raças, e por isso foi empregado na floresta da Colômbia pelo Exército. Em alguns treinamentos, eles conseguem saltar do chão para dentro de um ônibus, entrando pela janela!
Não se sabe ainda a razão do desaparecimento de um cão treinado como o Wilson. Mas o governo da Colômbia está mobilizando tropas na busca por Wilson.
Como se diz nas Forças colombianas: "Jamais se abandona um companheiro." Que esse herói seja logo encontrado.
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| Desenho feito por criança resgatada |
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Placa de identificação do pet: uma medida simples e eficiente de segurança!
Uma medida de segurança simples e eficiente para seu cachorrinho ou gatinho é a placa de identificação dos pets. Trata-se de uma plaquinha pequena de metal, à venda nas lojas pets e na internet, onde fica gravado o nome do tutor e seu telefone de contato. A placa é fixada em uma coleira de pescoço.
Caso o animal escape da guia em um parque ou saia de casa para a rua, a plaquinha será fundamental para um reencontro rápido. Quem encontrar o animal, terá a identificação do tutor e o telefone. Sem ela, a situação complica bastante.
Todos os cães e gatos deveriam usar a plaquinha de identificação.
No caso dos gatos, porém, a coleira de pescoço deve ser a feita especificamente para os felinos, que contém um sistema de ruptura se houver pressão demasiada na coleira. Isso evita acidentes e até enforcamento com a coleira para esses animais que saltam e sobem em árvores.
No mercado pet, já há até placa de identificação com QR Code! Só usar a câmara de seu celular para saber quem são os tutores (aflitos!) do bichinho achado.
As placas são mais eficientes no resgate de animais perdidos do que os microchips que são inseridos sob a pele do dorso. Nestes microchips há também a identificação do tutor e seu contato, mas é preciso um equipamento especial para a leitura dos dados do microchip. Algumas clínicas e hospitais veterinários têm esses equipamentos.
As placas de identificação e a coleira de pescoço têm custos acessíveis e em algumas petshops é possível gravar o nome e o contato do tutor na hora. Portanto, não há desculpas para que essa medida de segurança não seja adotada.
sábado, 27 de maio de 2023
O seu cão tem ciúme de você? A ciência diz que sim!
Se o seu cachorrinho latir, tentar impedir ou rosnar naquele momento em que você se aproxima ou acaricia outro cão, não se preocupe demais, é esperado, seu cão está simplesmente com ciúme. Sim, eles também sentem ciúme como nós, humanos! Isso não é surpresa para alguns tutores.
Embora praticamente ausente nos estudos sobre Comportamento Canino e na Medicina Veterinária, sobretudo no Brasil, o ciúme é um sentimento presente nos cães, mais do que imaginamos, e foi comprovado por pesquisas recentes de universidades dos Estados Unidos, da Hungria e Nova Zelândia.
Os pesquisadores conseguiram demonstrar que essas reações nada têm a ver com a defesa de território, disputa por liderança do grupo ou agressividade. Seres extremamente sociais, que recebem dos tutores alimentos, conforto, proteção e afeto, os cães valorizam essa relação e passaram a expressar o ciúme na longa evolução da convivência conosco.
O Canis familiaris (nome da espécie) expressa esse sentimento exatamente como as crianças em relação aos pais!
"É comumente assumido que o ciúme é exclusivo dos humanos, em parte por causa das cognições complexas frequentemente envolvidas nessa emoção. No entanto, de uma perspectiva funcional, pode-se esperar que uma emoção que evoluiu para proteger os laços sociais de intrusos possa existir em outras espécies sociais, particularmente uma tão cognitivamente sofisticada quanto o cão", afirma pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, intitulada Jealousy in Dogs (Ciúme nos cães) (*).
Os pesquisadores norte-americanos adaptaram metodologia de estudos de bebês humanos para examinar o ciúme em cães domésticos e concluíram que os resultados fortalecem a hipótese de que há "uma forma primordial" deste sentimento em ambas espécies.
A definição clássica do ciúme está no Dicionário Houaiss, da língua portuguesa: "O ciúme é um estado emocional complexo que envolve um sentimento penoso provocado em relação a uma pessoa de que se pretende o amor exclusivo ou receio de que o ente amado dedique seu afeto a outrem."
Você pode encontrar esse estado emocional ou receio descritos em seu cão, se observar atentamente seu comportamento. Principalmente, se ele for "cão único" na família, acostumado a ter todas as atenções.
RIVAL _ O artigo científico Investigating jealous behaviour in dogs (Investigando o ciúme no comportamento dos cães), publicado na revista Nature, em 11 de junho de 2018 na seção Scientific Reports (**), atesta essa realidade. Pesquisa realizada com 25 cães na Hungria não deixa dúvida: os resultados sugerem que o comportamento ciumento surge em cães e é funcionalmente semelhante ao observado em crianças em situações equivalentes.
Esses pesquisadores destacam que o sentimento tem a ver com a capacidade de adaptação da espécie nas famílias humanas e está relacionado com a luta pela sobrevivência.
"O comportamento ciumento surge quando uma relação importante com um parceiro social valorizado é ameaçada por um terceiro, um indivíduo rival", afirmam. O comportamento ciumento leva então o cão, um ser social, a tentar interromper a interação do parceiro com o rival, empurrando, atacando etc. Portanto, é certo, conforme os autores que o ciúme não é sentimento exclusivo dos humanos. "O comportamento ciumento surge em uma ampla gama de espécies animais, apesar de ter sido descrito quase exclusivamente em humanos", dizem os autores.
Outro artigo científico, publicado na revista Psychological Science, em abril de 2021 (***), chega a afirmar que os cães, sim, "podem representar mentalmente interações sociais que induzem ao ciúme". Os autores do artigo Dogs Mentally represent Jealousy inducing social interactions, da universidade de Auckland, na Nova Zelândia, demonstram assim a capacidade dos cães de sentirem e expressarem emoções complexas.
O autor do livro "Encantador de Cães", Cesar Millan, que mantém um centro de psicologia canina na Califórnia, concorda que o ciúme faz parte dos sentimentos de um cão e diz que pode se estender em relação à chegada de um bebê humano da família. Ele diz que é preciso preparar o cãozinho, apresentando-o ao novo membro e incluindo-o nas atenções dadas ao bebê, conforme ensina em seu site.
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Artigos citados:
(*) Harris CR, Prouvost C (2014) Jealousy in Dogs. PLoS ONE 9(7): e94597. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0094597
(**) Abdai, J., Baño Terencio, C., Pérez Fraga, P. et al. Investigating jealous behaviour in dogs. Sci Rep 8, 8911 (2018). https://doi.org/10.1038/s41598-018-27251-1
(*** ) Bastos, A. P. M., Neilands, P. D., Hassall, R. S., Lim, B. C., & Taylor, A. H. (2021). Dogs Mentally Represent Jealousy-Inducing Social Interactions. Psychological Science, 32(5), 646–654. https://doi.org/10.1177/0956797620979149
sexta-feira, 12 de maio de 2023
Rita Lee, fã de uma ursa de verdade!
Solitária em seu cativeiro, em ambiente quente e úmido, a ursa quase morreu de tristeza. Um esforço conjunto de autoridades e protetores de animais, conseguiu dar nova vida para Rowena: ela foi retirada do zoológico no Piauí e levada para um santuário de animais localizado no interior de São Paulo, o Rancho dos Gnomos.
No Rancho dos Gnomos uma casa foi especialmente construída para Rowena, com um lindo tanque de água para ela se banhar. E lá havia a companhia de outros ursos! Não se sabe se houve banho de espuma, como diz a música de Rita Lee.
Essa ONG é especializada em recuperação de animais silvestres e exóticos vítimas de maus-tratos (os exóticos são aqueles selvagens que vivem em habitats de fora do Brasil, como ursos e leões).
A cantora visitou Rowena em sua nova casa no Rancho dos Gnomos para escrever o livro e o encontro foi um verdadeiro "auê".
Para saber mais: https://ranchodosgnomos.org.br/novo/

