sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Nas festas, proteja seu pet dos fogos de artifício!

  Os cães e os gatos detestam os fogos de artifício. Os demais bichinhos também. Só um primata do planeta, o Homo Sapiens, parece se divertir com o barulho e as cores das explosões. Não são todos. 
  Da China, onde eram feitos inicialmente de bambu, os fogos se espalharam para o mundo e ganharam potência, cores e altura, como vemos atualmente no Ano Novo nas principais praias do País. 
  Nesta época de festas, portanto, é preciso manter seu pet devidamente protegido desta aberração artificial! Estouros na natureza remetem a coisas perigosas, como raios em dias de tempestade. Além disso, cães e gatos têm ouvidos apurados, sensíveis, o que amplifica o estrondo.
  A principal recomendação é manter os amigos de quatro patas em casa, fechar as janelas e montar para eles "uma caverna" usando cadeira (ou mesa) e cobertores. O abrigo de teto baixo e entrada estreita é compreendido pelos pets como um local seguro. 
  Caninos e felinos, domésticos ou silvestres, buscam uma toca para refúgio em caso de ameaça. Muitos deles, nasceram em tocas!
   O medo pode fazer com que alguns cães tenham a reação de "atacar" o barulho agressor e ir para a janela ou o quintal latir bravamente contra os fogos de artifício. Os gatos preferem o recuo e o esconderijo.
  O maior risco, sobretudo no Réveillon, é o de fuga de cães da casa! Surpreendidos pelos fogos, cães podem correr para a rua, saltar sobre muros, e desorientados desaparecerem no bairro. Um início de ano para esquecer!
   Já há inúmeras campanhas contra os fogos de artifício, mas enquanto alguns humanos acharem graça na coisa o jeito é proteger crianças, idosos e pets das explosões!
   Ah, vale lembrar: música relaxante ou sons da natureza, nos vídeo do YouTube, dentro de casa, ajudam nestas horas.  
       

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Dr WhatsApp pode prejudicar seu pet!

  O tutor envia uma foto do vômito do cachorrinho para o WhatsApp do médico veterinário e pergunta:

_ Qual o remédio que eu posso dar para ele? Não parou de vomitar desde ontem.

Momentos depois, chega outra mensagem em áudio:

_ Uma abelha mordeu meu cachorro, e a pata e o pescoço parecem inchados. Tem algo que eu possa dar para ele?

E mais mensagens com imagem:

_ Estou achando a língua do meu cachorro pálida, de cor cinza. Veja na foto!

Com o advento das Redes Sociais, a Medicina Veterinária não é mais a mesma. 

Comunicação rápida ajuda, mas o que estamos vendo no WhatsApp mais parece com um tormento, dúvidas e solicitações online com riscos enormes para os animais.

Tudo está acelerado demais, acima do tempo da saúde e da recuperação da doença! 

Alguns tutores entendem que, por  conseguirem solicitar pelo celular uma refeição em casa, comprar um livro ou um remédio, os problemas de saúde de seus cachorrinhos e gatinhos estão igualmente ao alcance dos dedos.   

O vômito, por exemplo, tem inúmeras causas. Ajuda o organismo a por para fora o que está fazendo mal, o que é bom, mas pode ser sinal de obstrução intestinal. Causas distintas e soluções distintas.

Uma picada de abelha parece dolorosa e inofensiva, mas se a inflamação avançar para todo o sistema respiratório superior o animalzinho pode ter falta de ar, e isso complica tudo. Um analgésico não resolve!

A cor da língua é algo essencial em um exame clínico. Pode ser simplesmente cor de um alimento, mas se estiver cinza, só para citar um exemplo, indica pouca troca gasosa nos pulmões. Quadro gravíssimo. Chama-se língua cianótica. 

Não é possível fazer consulta e exames clínicos pelo WhatsApp!

Obter algumas informações nos dias seguintes à consulta presencial do paciente pode ajudar, mas com limites.

Receber mensagem com resultados de exame de sangue e de imagens é possível sim. O tutor pode enviar. Mas o paciente deve retornar presencialmente ao consultório ou a clínica veterinária.

Nem todos entendem essa realidade, a da importância do contato do médico veterinário com os bichinhos. 

O olhar do paciente, a temperatura interna, os ruídos ou não no pulmão dão informações valiosas. Não se pode pular essa etapa.

Vamos ver como a turma se comporta nas Redes Sociais!

E percebam, não estou falando ainda do Dr Inteligência Artificial!

   


 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

COP 30 deixa os animais do lado de fora

 

Bicho só na ilustração/Foto divulgação COP 30/Cleberson Ferreira

 
       Os bichos que se virem por conta própria. É isso? 

    Ninguém falou na Conferência do Clima, a COP 30 Amazônia, realizada em Belém, do impacto das mudanças climáticas sobre a fauna dos diversos continentes. Os bichos estão igualmente ameaçadas pelo aquecimento global. 

     Um extraterrestre (verde) que chegasse a Belém nestes dias teria certeza de que na Terra só existem os Homo sapiens. Todo o resto é vegetal. 

       Mas alguém percebeu o antropocentrismo ecológico. 

      O Grupo de Respostas a Animais em Desastres (GRAD), uma ONG que salva animais em enchentes e incêndios, como ocorreu no Rio Grande do Sul e no Pantanal, respectivamente, resolveu abrir a boca pelos animais. 

    O GRAD denunciou que na Agenda de Ação  da COP 30 e até nas reuniões paralelas, de menor importância, o mundo animal ficou do lado de fora. Há apenas um ponto no Eixo Temático 2, da Agenda de Ação, que fala em esforços para "conservar e proteger a natureza com soluções... para a biodiversidade".   

     Por isso, o Grupo de Resgate lançou um movimento a favor dos bichos chamado "A Voz dos Invisíveis" e está recolhendo assinaturas em seu site para um manifesto.

  Em meio a festas barulhentas e pratos típicos, como a Maniçoba e o Açaí, discutiu-se de (quase) tudo na Conferência, da ONU: 

  1) Debates intermináveis sobre o quanto os países ricos devem pagar pela emissão de gás carbônico

  2) Conversas repetidas sobre as metas do Acordo de Paris para o aquecimento global

  3) Previsões sobre os eventos extremos, sinais ou não do fim do mundo.

  Sobre os ursos polares, as baleias, as onças, chimpanzés, elefantes, lobos, águias, papagaios, jacarés, sapos, sabiás... nada. Silêncio total!

   Evidentemente que o aumento médio na temperatura do planeta em 2024 em 1,5° C, em relação à era pré-industrial, afeta a vida da fauna e até da flora do planeta. Mas os humanos da COP 30 parecem preocupados unicamente com a própria espécie.

   A Arca de Noé do século 21 em construção contras as mudanças climáticas (se é que está mesmo em construção) não é multiespécie, como foi a original!


Para assinar o Manifesto do GRAD: https://cop30.gradbrasil.org.br/



Logomarca do movimento do GRAD/Divulgação




 

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Museu da Pessoa abre as portas aos pets

O Museu da Pessoa, um projeto virtual bem-sucedido que reúne relatos de histórias de vida, e é aberto a todos os cidadãos, decidiu recolher também histórias incríveis de tutores e seus cães e gatos.

Os amigos de quatro patas vão ter suas trajetórias relatadas pelos tutores nos pormenores. Os depoimentos serão arquivados, preservados  e estarão disponíveis no site para quaisquer internauta conhecer.

Se um dos objetivos do Museu da Pessoa, fundado em 1991, é o de preservar a memória de vidas comuns, para desta forma reconstruir o mosaico de nossa sociedade, faltava nesta meta os pets!

A porta foi aberta com o atual projeto de parceria entre o Museu e a empresa PremierPet. 

Com inscrições pelo site que terminam nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, o Conte Sua História - Pets pretende selecionar 10 depoimentos significativos de experiências humanas com esses animais de estimação.

Com certeza, há histórias surpreendentes e maravilhosas a serem registradas. Sabemos o quanto um gato ou um cachorro são capazes de mudar nossas vidas para melhor, a partir de encontros absolutamente inesperados.  

Essa iniciativa inédita é restrita a tutores da cidade de São Paulo, mas poderá inspirar outros projetos do próprio Museu da Pessoa. 

Afinal, a jornada da Humanidade, dos tempos de nômades até a atual civilização, foi feita tendo ao lado esses amigos animais. 

Para saber mais: https://museudapessoa.org/ 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Esculturas de pets invadem São Paulo!

 

Projeto Art For Pets/Divulgação 


         Esculturas de cães e gatos coloridas, cada uma delas uma peça exclusiva, de 1,5 metro de comprimento, vão encantar muita gente pelas ruas da cidade de São Paulo a partir de 12 de novembro. 

           Já vimos na metrópole campanha com esculturas de onças e até de corações dos namorados. Mas agora, durante um mês, até meados de dezembro, a nova exposição artística, pública e gratuita, irá homenagear os nossos pets.

         A nova campanha é um alerta à população sobre o abandono de animais domésticos na maior cidade do País, um drama que parece interminável. O projeto busca também incentivar a adoção de cães e gatos por aqueles que desejam adquirir um animal de estimação. 

       Vai ter muita gente querendo levar as peças para casa, o que poderá ser feito no leilão de encerramento da campanha em dezembro.

      Os organizadores do projeto Art For Pets esperam a participação de todos paulistanos. E afirmam que as esculturas espalhadas pelas ruas são "um convite ao olhar, à empatia e à ação. Porque nem todo mundo pode adotar, mas todo mundo pode transformar: compartilhando, doando, educando, castrando e apoiando a causa dos animais."

         Vale ver de perto! 

         Serão como pequenos oásis em meio a vida corrida e agitada da cidade de São Paulo.  

 

Esculturas de cães e gatos/Imagem Divulgação

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Finalmente, o vira-lata Caramelo é astro de filme!

   

O ator Rafael Vitti e o protagonista/Foto divulgação

   Um longa-metragem dedicado ao herói de quatro patas, que dispensa pedigree! O vira-lata Caramelo, um símbolo nacional, é o astro de um filme produzido no Brasil e exibido pela Netflix. Seus encantos, destreza nas ruas e malandragem estão finalmente em exibição. 

   Já vimos filmes sobre dálmatas, inúmeros com pastores alemães, o da Lassie, da raça Rough Collie, e até um dedicado a Marley, um Golden Retriever bagunceiro.

   O filme Caramelo, com o ator Rafael Vitti e o cachorrinho Amendoim, que faz o papel do protagonista, só poderia começar com um filhote largado na rua dentro de uma caixa de papelão.

   Vira-latas não vêm de canis finos e caríssimos. 

   O diretor Diego Freitas consegue desenvolver a história sobre a magia dos cachorrinhos adotados, que mudam a vida de muita gente de forma inesperada.

   No filme, um chef de cozinha encontra Caramelo perambulando por um mercado e logo se tornam parceiros inseparáveis. O ator e o cachorrinho conseguem um entrosamento tão natural que a boa convivência salta evidente na tela.

   Quem escreveu e interpretou conhece bem a realidade dos cães. Eles são capazes de perceber pelo cheiro determinadas doenças dos humanos. O filme fala sobre isso, e há pesquisas científicas que atestam essa capacidade dos caninos domésticos.

   O chef de cozinha tem um diagnóstico de doença grave e partir daí a amizade com Caramelo só aumenta. 

   Há cenas divertidas no restaurante, em uma produção bem acabada, há a turma animada da creche frequentada pelo protagonista de quatro patas e um ou outro momento mais dramático, em que a enfermidade do chef deixa Caramelo em segundo plano.

 Num filme para o grande público, o roteiro incluiu cenas em que o cachorrinho surge mais humanizado do que de fato é a espécie. Humanizado  no sentido de apresentar uma compreensão da realidade e das regras sociais mais próprias das pessoas. 

   Mas isso está em praticamente todos os filmes de Walt Disney e ninguém nunca reclamou. Ou alguém imagina uma Cocker Americana, a Dama, do filme A Dama e o Vagabundo, comendo macarrão fio por fio na cena clássica com o namorado Vagabundo.

    De qualquer forma, em se tratando de cachorros, que têm conosco há milhares de anos uma convivência intensa e positiva, há um mistério, que é a fronteira indefinida muitas vezes entre o que é realidade e o que é ficção. 


    

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Muito obrigado, Jane Goodall.

Jane Goodall e os chimpanzés em Gombe, na Tanzânia/
Foto Divulgação Instituto Jane Goodall


                    Jane Goodall 1934 -2025 


  A britânica Jane Goodall nos mostrou, em anos nas florestas da África, que não somos os únicos no planeta a usar instrumentos para facilitar a sobrevivência e nem originais ao elaborar sons para tornar eficiente a comunicação e a estratégia de uma caçada. 

  Os chipanzés também fazem isso!

   Jane revelou ainda que temos comportamentos parecidos com nossos primos e que, como eles, damos tapinhas nas costas dos amigos, mas estamos dispostos a enfrentar grupos da própria espécie considerados rivais. 

  Vale para o futebol? E a guerra? 

   Jovem autodidata, no início da carreira, entrou nas selvas da Tanzânia, na África, em 1960 para observar o comportamento de grupos de chimpanzés. Estava orientada por renomados cientistas da Inglaterra.

  Mas desenvolveu uma técnica inesperada no trabalho: Jane conseguiu interagir e ser aceita por um grupo desses primatas. 

  Foi um macho idoso, chamado David Greybeard, quem lhe abriu as portas para o misterioso mundo dos macacos.

  No sol, na chuva, desde o amanhecer, lá estava a jovem na floresta, sempre de bermudas, em meio a esses animais fortes e selvagens.

   Não era tarefa fácil e nem isenta de riscos: quando seu filho Grub nasceu, ela e o primeiro marido construíram na varanda da casa na África uma jaula. O menino deveria brincar e comer dentro do recinto, protegido pelas grades.

   Jane descobriu que chimpanzés capturavam bebês de outros primatas e até bebês de tribos humanas para comer. Não viviam só de frutas e sementes. E eram exímios caçadores que conversavam entre si nas investidas contra todo tipo de bicho.

  "Os chimpanzés são muito parecidos conosco", diz Jane em seu livro "My Life With The Chimpanzees" (2010). "Seu sangue e suas respostas às doenças são como as nossas." 

  Ela observou que os chimpanzés são capazes de fazer ferramentas, como finos e compridos gravetos, para capturar cupins em túneis. 

  Eles têm uma infância longa como a dos humanos e podem aprender observando os familiares mais experientes. "A maioria dos animais não humanos não consegue fazer isso. Além disso, os chimpanzés se abraçam e se beijam quando se cumprimentam, como nós."

    Jane festejou a observação de que chimpanzés adotavam filhotes orfãos do grupo, como o caso de Spindle (filhote) e Mel (jovem adulto),  o que reforçou a descrição de que uns cuidam muito bem dos outros.

    No seu livro, ela afirma que tanto chimpanzés e humanos podem ser gentis e amorosos quanto desagradáveis e odiosos. 

  Com os avanços nas pesquisas, Jane frequentou a Cambridge University, e tornou-se PhD em Etologia, e fez pesquisas também com gorilas e orangotangos. Sem medo da aproximação!

    "Eu tenho fé na espécie humana", disse ela, lamentando a crueldade e a violência que fazem parte do cotidiano das sociedades humanas.

   Jane Goodall dizia haver uma distinção fundamental entre humanos e os demais animais.

  O Homo sapiens é o único que ameaça a vida no planeta Terra.

  "Nós não somos inteligentes, se você é inteligente você não destrói seu único lar."

    A cientista faleceu aos 91 anos na quarta-feira, 1º de outubro. 


     

Chimpanzé utilizando ferramenta para caçar cupins/
Foto divulgação Instituto Jane Goodall






Para saber mais:

https://janegoodall.org/