quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Outubro rosa: mês de prevenção também ao câncer de mama nos pets!

Ilustração CRMV-CE

  

 Uma campanha de saúde de grande importância. Participe!

 Mais uma edição da campanha de prevenção ao câncer de mama em cadelas e gatinhas está em vigor em todo o País neste mês de outubro. É uma campanha fundamental e os tutores devem participar levando seus pets adultos e idosos em clínicas e hospitais veterinários para exames de detecção precoce dos tumores nas mamas. 

  Assim como ocorre com os seres humanos, cadelas e gatinhas são vítimas do câncer de mama, que surge inicialmente como pequenos nódulos, mas que pode se alastrar e levar ao óbito rapidamente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhor para o paciente.  

  Os animais castrados têm menor possibilidade de desenvolver a doença, que está relacionada a hormônios. A castração de filhotes fêmeas reduz a incidência de câncer de mama na fase adulta, conforme pesquisas confiáveis. E a castração dos machos, com a retirada dos testículos, reduz também a ocorrência de câncer no aparelho reprodutor. Mas esta é outra campanha! 

  

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Shopping Center é lugar de pets! Evento no CenterVale confirma tendência do setor!

 

Neste fim de semana, dias 24 e 25 de setembro, o CenterVale Shopping de São José dos Campos abre suas portas para receber tutores e seus pets de estimação em evento destinado aos peludos. Trata-se do "Mundo Pet CenterVale", que prevê  diversas atrações, palestras educativas e até (no domingo) a participação do especialista em comportamento dos pets, Alexandre Rossi.  

   O ingresso para o evento deve ser obtido por meio do aplicativo do shopping e os organizadores pedem a doação de 1 quilo de ração. As doações serão encaminhadas ONG Adota Pet, da cidade de São José dos Campos. 

   O CenterVale Shopping já mantém um Espaço Pet no estabelecimento, para que os clientes possam levar seus cachorrinhos às compras. Fundado em 1987, esse shopping mostra sintonia com uma tendência nacional e internacional do varejo, que é de ter cada vez mais estabelecimentos pet friendly. 

   Na capital São Paulo, praticamente todos os shoppings têm espaços para recreação de cães. O Morumbi Shopping foi um dos pioneiros, com uma grande área externa voltada para o lazer de tutores e seus cães. Há, porém, restrição de acesso dos pets às praças de alimentação dos shoppings, por determinação de regras da vigilância sanitária.  

Para saber mais: https://www.centervale.com.br/


quarta-feira, 21 de setembro de 2022

O Adeus ao Dr. Erik, médico e amigos dos pets.

  O médico veterinário Dr. Erik levava a sério o  juramento feito na formatura. Não deixava nenhum cão ou gato sem atendimento, mesmo aqueles abandonados, sem donos, ou de tutores que não tinham como pagar a conta do serviço. Além disso, sempre acreditou ser possível uma medicina veterinária de baixo custo, de qualidade e acessível a todos, principalmente aos clientes e pacientes das periferias das cidades.  

   Não era teoria, mas prática. Certa tarde, um homem jogou um filhote de gato na recepção do hospital que Dr. Erik inaugurou no bairro do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, e disse que o bicho fora atropelado diante de seu comércio, mas que não queria saber dele. 

  Sem discussão, Dr. Erik levou o filhote para o centro cirúrgico, colocou um pino em seu fêmur e o manteve na internação do hospital por semanas. Recuperado, o gatinho batizado de Nino foi adotado por uma família. Nunca teve problema com aquela perna.

 A este episódio somam-se inúmeros outros de  dedicação e desprendimento de um veterinário que se tornou parceiro de ONGs de proteção animal do estado de São Paulo. 

 Pioneiro das campanhas de castração de cães e gatos nos anos 1990, o veterinário Erik Neves Rodrigues faleceu na sexta-feira, dia 16 de setembro, em São Paulo, de complicações no tratamento para doença grave.  

 Formado pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Dr. Erik começou a atuar como cirurgião veterinário em Embu das Artes, cidade onde nasceu e cresceu. Cirurgião habilidoso, decidiu  dedicar-se à saúde dos pets, apesar do carinho também pelos cavalos. 

  Era a cavalo que seguia com amigos e amigas em romaria do município de Embu para a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, passando por São José dos Campos. Uma jornada que fazia com o celular nas mãos, atendendo nas paradas clientes ou orientando cirurgiões amigos em alguma emergência. 

   Em uma manhã da romaria, um dos cavalos que descansava no pasto da pousada entrou em um rio gelado e ficou atolado. Apreensão geral. E mais uma missão para o Dr. Erik, que levava no jipe de apoio todos os medicamentos e frascos de soro para este tipo de atendimento. Retirado da água e tratado o quadro clínico de hipotermia, o cavalo seguiu a jornada. 

  Não parava de trabalhar. A capacidade de liderar equipe o levou à coordenação de campanhas de castração públicas de cães e gatos de prefeituras como a de Taboão da Serra e de São Paulo. Em um único dia, sua equipe fazia de 300 a 400 cirurgias, além de vacinar os pets contra a doença raiva.  

 Erik Neves deu expressiva contribuição ao aperfeiçoamento de técnica moderna de castração de fêmeas de ambas as espécies, conhecida como "técnica do gancho". Essa técnica (em que o útero é puxado para fora com a ajuda do gancho) aumentou a segurança e a rapidez nas castrações.

  Em 2016, ele inaugurou o hospital "Dr. Erik", no bairro do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista, para atendimento aos pets da população de baixa renda. Conquistou seu espaço na periferia paulistana!

  Nestes primeiros anos do hospital, estive ao lado do Dr. Erik, colaborando e aprendendo. Chamava atenção as consultas objetivas e seguidas, a capacidade de fazer várias cirurgias ortopédicas por dia, de pacientes atropelados, a maioria cachorros.

 Sempre bem-humorado, aparentemente tranquilo diante da pressão e ansiedade da profissão, Erik Neves só se exaltava em jogos do Palmeiras, o time do coração.   

  Dr. Erik faleceu aos 52 anos, deixou esposa e dois filhos do segundo casamento. O filho Maurício, do primeiro casamento, segue os passos do pai e é médico veterinário no hospital do Campo Limpo.  

  Que Deus conforte os familiares, amigos e amigas, e seus peludos pacientes!

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Welsh Corgi, os baixinhos de quatro patas da Rainha Elizabeth.

  A rainha Elisabeth II sempre viveu na companhia de simpáticos cachorrinhos de pernas curtas, corpo robusto coberto por pelos dourados (no dorso) e brancos (peito), e cabeça e orelhas quem lembram as das raposas. São os cães da raça Welsh Corgi Pembroke, que ela sempre amou desde a juventude. 

  A turminha canina da rainha sempre desfrutou do bom e do melhor da família real. Mas sabemos que o que os cães mais apreciam são os passeios pela natureza. Elizabeth II costumava passear com os Corgi nos campos ao redor do castelo de Balmoral, na Escócia. Na quinta-feira, dia 8 de setembro, Elisabeth II morreu naquele castelo. 

  Sua Majestade foi a principal divulgadora da raça, que tem criadores no Brasil. 

  Os Welsh Corgi Pembroke são cães pastores com origem na Grã-Bretanha, segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), e de temperamento amigável e nunca agressivo. O machos chegam a pesar 12 quilos e as fêmeas 11 quilos, os que os coloca como cães de médio porte. 

  O instinto dos cães pastores é de proteção do grupo, por isso a raça Welsh Corgi é hoje considerada de animais de companhia, para o convívio familiar. 

  Os baixinhos de quatro patas não são os únicos protegidos da família real. A Rainha Elizabeth amava os cisnes (de bico laranja) de rios como o Tâmisa, tanto que passou a proteger a espécie nas últimas décadas. A lei é clara e afirma que todos esses cisnes de vida livre pertencem à monarquia. 

 Os cavalos eram também outra paixão. Elizabeth II criava cavalos de corrida e gostava de cavalgar. Tudo começou ainda na infância, quando ganhou seu primeiro pônei.    

   

sábado, 27 de agosto de 2022

Gatos, os guardiões das destilarias!

 

Gato Towser/Glenturret Distillery/Schotchwhisky.com

   Todo apreciador do bom uísque escocês deve fazer um brinde aos gatos. São eles que garantem a qualidade das muitas bebidas. É tradição na Escócia que toda destilaria tenha gatos domésticos em seus locais de produção para caçar os ratos que vão em busca dos cereais utilizados na receita da bebida.

  As empresas que produzem o uísque reconhecido em todo mundo pela qualidade aperfeiçoaram processos e marketing, mas não abriram mão, em nome da tradição e da eficiência, dos gatos ao lado dos sacos de cevada e outras mercadorias.

  O mais famoso gato desta nobre atividade é o Towser, que protegeu os cereais da destilaria Glenturret de 1963 até 1987, quando morreu aos 24 anos. Segundo a empresa, Towser caçou mais de 28 mil ratos no território da destilaria, garantindo assim a boa produção do uísque. Depois de sua morte, os proprietários mandaram fazer uma estátua em sua homenagem. 

  Os gatos convivem com os seres humanos há mais de 6 mil anos e essa aproximação ocorreu justamente devido a Revolução Agrícola.

  Naquela ocasião, nossa espécie deixou de ser nômade e passou a guardar alimentos plantados e coletados em abrigos das aldeias primitivas. Os ratos silvestres vieram atrás dos cereais para fazer a festa. O banquete não foi maior porque os gatos silvestres vieram caçar os ratos. 

  A vantagem do alimento farto (ratos) e a proteção dos humanos (que perceberam o benefício de manter esses gatos por perto) levaram, por meio da seleção natural, ao surgimento de uma nova espécie de felino: o gato doméstico (Felis catus domesticus). 

 O curioso é saber que até hoje o gato doméstico vigia os armazéns das destilarias da Escócia. Seus olhos atentos acompanham de perto a longa produção do famoso uísque escocês, proibido para os menores ratinhos. 

Para saber mais: a história de Towser é detalhada em alguns sites. Vejam em https://www.thegreatcat.org/towser/ e em https://scotchwhisky.com/

   


 

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terça-feira, 16 de agosto de 2022

OMS vai alterar o nome da Varíola dos Macacos e já pede sugestões.

  Os macacos de todo o planeta receberam com alívio uma boa notícia neste mês de agosto.  

  A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai trocar o nome da doença "Varíola dos Macacos" por outro que não faça menção aos primatas não humanos. Isso porque a Organização entendeu que além de incorreto em relação à fonte de infecção o nome era injusto e ameaçava os macacos de perseguição e maus-tratos. 

  Até sugestões para o novo nome a OMS está recebendo em um canal aberto em seu site (para participar entre em https://icd.who.int/dev11).

 Portanto, a MonkeyPox, como a nova varíola foi inicialmente chamada, terá outro nome, e com isso espera-se que cessem as perseguições e maus-tratos registrados nas últimas semanas a macacos, inclusive no Brasil. A partir de agora, com tudo esclarecido, bandos como os muriquis de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, podem voltar a dormir em paz. 

 Os nomes dos vírus da nova varíola já foram trocados: Clado I é o vírus identificado no oeste da África e Clado II o identificado na região central deste continente. 

  A confusão do nome começou em 1958. Neste ano, cientistas detectaram a presença do vírus desta varíola em um grupo de macacos do Congo, na África, que fora levado para a Dinamarca. O batismo foi precipitado, uma vez que o agente causador da doença infecta também roedores, esquilos e outras espécies de animais. Mas principalmente porque hoje está claro que são os seres humanos os principais transmissores da nova varíola.


 



 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

É preciso escovar os dentes dos pets, mas a tarefa não é fácil!

   Os tutores de cães e gatos devem dedicar um tempo na semana para cuidar da saúde bucal de seus pets. Não basta dar banhos, fazer a tosa, caprichar na roupinha e na ração de qualidade. É preciso escovar os dentes dos cachorrinhos e dos bichanos para evitar gengivites e principalmente reduzir o ritmo da formação de tártaro. 

  Cachorros não gostam muito da escovação, mas toleram e podem se acostumar com o tempo, já os gatos detestam as escovas de dentes em sua maioria! 

 As vantagens da escovação duas ou três vezes por semana (os especialistas divergem sobre a frequência média ideal, e alguns defendem que deva ocorrer todos os dias) serão sentidas nas fases adulta e geriátrica dos pets. Nestas fases, são comuns dentes cobertos por tártaro.  

  O tártaro é uma placa bacteriana, de consistência mineral, formada a partir de microorganismos e resíduos de alimentos. 

  No início da formação do tártaro, os dentes ganham uma cor amarela, principalmente junto à gengiva. Com o passar dos anos, formam-se crostas que cobrem os dentes, dos molares aos caninos, que ficam escurecidos e passam a apresentar mal cheiro e sangramento.  

 Nesta situação grave, a solução exige a ida do pet ao médico-veterinário dentista. Não existe cadeira de dentista para pets, mas uma mesa para procedimentos anestésicos e cirúrgicos. Ao contrário de nós humanos que ficamos com a boca aberta (e aguentamos o barulhinho do motor e a movimentação de metais), os cães e os gatos precisam ser anestesiados para que a retirada do tártaro e o polimento dos dentes sejam feitos.

  Por isso, os custos incluem exames de sangue, do coração, e outros necessários para a segura anestesia. A retirada do tártaro em si é fácil com o uso de instrumento certo e rápida.  

  O mercado pet oferece diversos tipos de escovas de dentes e de pastas de dente para cães e gatos. Somente podem ser usados em cães e gatos produtos especificamente feitos para eles, pois em muitos casos engolem as pastas durante a escovação. 

  As lojas de petshop também oferecem enxaguantes bucais, alguns na forma de spray, com sabores, que devem ser usados à noite com o objetivo de reduzir a quantidade de bactérias na boca. 

  A internet está repleta de ideias malucas e outras nem tanto para a higiene bucal de cães e gatos, e a retirada do tártaro. Há quem prometa resultados demais, como se mágica fosse possível nesta hora.

  A prática veterinária revela, porém, que a boa e conhecida escovação é a melhor solução. Afinal, a saúde bucal, além de fazer bem para todo o organismo, garante um lindo sorriso! Sim, há quem jure que cães e gatos sorriem!