segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Vacinação contra a Covid19 tem início no Brasil

 A vacinação contra a Covid19 teve início neste domingo, dia 17 de janeiro, em São Paulo, dando largada a campanha no Brasil. A vacina utilizada é a Coronav da parceira da chinesa Sinovac com o Instituto Butantã, de São Paulo. O governador João Dória superou todos os obstáculos criados pelo presidente Jair Bolsonaro, um negacionista, para conseguir o início da vacinação neste mês de janeiro.

A vacina é uma esperança para os brasileiros, que poderão retomar seus trabalhos e cuidar melhor de seus pets. É a única prevenção que existe contra a doença.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pandemia de Covid19: segunda onda no Brasil é ainda mais grave!

Neste início de ano, a doença Covid19 reaparece com muita força no Brasil e no mundo, a partir de uma nova onda de infecções e mortes. Os primeiros sinais surgem em Manaus, onde começou a faltar oxigênio medicinal para os pacientes da Covid nesta semana. São muitos casos graves, mas nada surpreendente. Os epidemiologistas já estavam avisando destes riscos decorrente da segunda onda. 

A situação é de calamidade pública porque o Ministério da Saúde do Brasil trabalha sem planejamento adequado e errou ao não dar prioridade a vacinação contra a Covid19. O presidente Jair Bolsonaro praticamente boicotou o sistema de vacinação. Hoje, o Brasil é um dos poucos países do mundo onde a vacinação não teve ainda ínicio.

As melhores chances dos brasileiros estão na Coronavac, produzida no Instituto Butantan, uma orgão de grande credibilidade e conhecido de todos os médicos veterinários devido ao soro antiofídico que produz para tratamento a picada de cobra venenosa. 

É lamentável que nós médicos veterinários que usamos as vacinas da Pfizer para proteger nossos cães e gatos contra doenças das espécies não encontramos no governo federal preocupação com a imunização da população contra o novo coronavírus. Não houve na prática negociação com a Pfizer/BionTech para obter as vacinas contra a Covid19.

Saúde Pública é coisa séria e o conceito de Saúde Única, que envolve os animais domésticos e os seres humanos, deveria orientar o trabalho do Ministério da Saúde no Brasil. Mas lamentavelmente, o País mostra-se sem planejamento, sem prioridades e com governantes desprezando as informações científicas e as pesquisas científicas que podem nos ajudar.

Abs

Ricardo Osman G. Aguiar




 

domingo, 6 de dezembro de 2020

Vacina contra Covid19 da Pfizer: laboratório tem larga experiência na prevenção de cães contra coronavírus.

 

Neste domingo, a farmacêutica norte-americana Pfizer, que desenvolveu com a BioNetch, a vacina contra a doença Covid19, divulgou a bula do produto para as autoridades do Reino Unido. A vacina da Pfizer já esta aprovada para uso em massa na Inglaterra, Escócia e Irlanda, e a vacinação terá início nas próximas semanas. 

O que pouca gente sabe é que a Pfizer já tem larga experiência em vacina contra vírus da família Coronavírus. É da Pfizer uma das melhores vacinas do mundo, a V10, contra a doença coronavírus que afeta os cães. A vacina é aplicada pelos veterinários anualmente nos cães no Brasil para prevenção desta grave doença respiratória dos Canis familiaris. Possivelmente, toda a expertise no desenvolvimento, conservação e distribuição desta vacina da Pfizer, a Vanguard V10, contribuiu de certa forma para a nova vacina contra a Covid19.

Trata-se, no entanto, de um vírus espécie-específico, ou seja o vírus que causa doença nos cães não consegue infectar seres humanos, pois não há em nossas células receptores para estes agressores. Igualmente, o vírus que causa a Covid19 não infecta os cães, pois nestes animais não há receptores para este vírus. Sem a ligação na membrana celular, não há a infecção da célula, caracterizada pela invasão do vírus e sua posterior multiplicação.

Outro vírus da família Coronavírus afeta especificamente os gatos domésticos, mas para estes não há vacina. O vírus causa a Peritonite Infecciosa Felina (PIF), doença gravíssima, fatal na maioria dos casos devido a inflamação do peritôneo, membrana que envolve o abdômen. 

O que se sabe, até agora, é que o vírus da Covid19 tem origem nos morcegos asiáticos. Teria ocorrido uma mutação no vírus do morcego que infectou um ser humano. Ou seja, uma mutação que permitiu a um tipo de vírus conquistar uma nova espécie o Homo Sapiens, e possivelmente os demais Primatas do planeta. Este tipo de mutação não é incomum na história natural, como bem descreveu Charles Darwin. Com certeza, na China, não foi uma, mas milhares, centenas, milhões de contatos do vírus do morcego com os seres humanos, e um determinado vírus modificado conseguiu se adaptar à nova espécie e ampliar suas vítimas e territórios por todo o mundo. 

O Homo Sapiens também, há milhões de anos, conseguiu por meio da hereditariedade e das mudanças genéticas se sobressair sobre os demais animais e ter a soberania no planeta terra, hoje ocupado por 7 bilhões de seres humanos.   

Evidentemente, que os seres humanos não imaginavam que no século 21, depois de vencerem leões, elefantes e gorilas, nevascas, mares enormes, fome e frio, fossem tremer diante de um inimigo invisível e mortal, o vírus da Covid19. Da pedra lascada, às lanças e aos tanques de guerra e aviões caças, nenhuma destas armas pode ser usada na batalha atual do mundo por sua sobrevivência. A única arma disponível é a prevenção garantida pelas vacinas, desenvolvidas a partir do século 19, por ocasião do combate à varíola (outra doença causada por vírus).

A Organização Mundial  de Saúde (OMS) mantém em seu site uma página explicando como são desenvolvidas as vacinas. Vale a pena conferir: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/covid-19-vaccines/how-are-vaccines-developed




   

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Vitória de Joe Biden, nos EUA, garante preservação do meio-ambiente.

 A vitória do candidato Democrata, Joe Biden, na corrida à Casa Branca, nos Estados Unidos, é um alívio a todos os defensores do meio-ambiente, da flora e da fauna do planeta. Ao contrário de Trump, um negacionista, Joe Biden confia na Ciência e nas mudanças climáticas, é a favor da energia limpa, e teme como todos nós o aquecimento global.

Joe Biden assumirá a Presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2021, tendo ao lado a vice-presidente Kamala Harris. Biden já disse que irá defender a preservação da Amazônia e combaterá de Washington o desmatamento na floresta. Isso porque a Amazônia é fundamental para conter o aumento da temperatura no planeta. Em debate, Biden chegou a cogitar um boicote econômico aos grandes exportadores do Brasil caso o governo federal e os exportadores não se empenhem de fato em conter o desmatamento. 

A simples posição expressa do novo presidente dos Estados Unidos é suficiente para uma mudança na atitude do presidente Bolsonaro e de seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, um defensor de garimpeiros ilegais e que, ao reduzir a fiscalização, incentiva o desmatamento e as queimadas no Pantanal e na Amazônia. Isso porque o comércio entre Brasil e EUA é intenso e ninguém do lado de cá quer perder dólares por causa de um bando de irresponsável que estão acabando com a floresta.

O político Democrata também irá retomar o Acordo de Paris, que Trump abandonou  ainda nos primeiros anos na Casa Branca. O Acordo de Paris é fundamental para conter o aquecimento global e manter sob certo controle a poluição do planeta pelas atividades humanas.  

Temos, portanto, na posse de Joe Biden em janeiro de 2021, a esperança renovada em favor da vida dos animais e da preservação das florestas.  


terça-feira, 6 de outubro de 2020

Alerta sobre Forte Onda de Calor em São Paulo

Prezados amigos e amigas deste blog, uma forte onda de calor está prevista para esta semana, nos dias 7, 8 e 9 de outubro, em São Paulo e outras cidades como Rio de Janeiro, Cuiabá e Campo Grande. 

Há risco de desidratação e de hipertermia em cães e em gatos, já que eles não suam e têm sistema limitado para redução da temperatura corporal.

Seguem recomendações para prevenção:

1)        Aumente oferta de água para os pets

2)       Não leve seu cão para passear entre 10h30 e 17 horas.

3)      Ofereça aos cães banana e mamão gelados durante as tardes

4)        Ofereça aos gatos ração úmida gelada (os sachês)

5)        Não deixe seu animal exposto ao sol em casa

6)        Cancele as brincadeiras e exercícios caseiros

7)        Evite banhos em pet shops nesta semana, o estresse e o secador podem causar danos

8)        Não tose seu cão ou gato. O pelo é térmico e mantém baixa a temperatura da pele

9)        O apetite pode ser menor nestes dias quentes. Mas o consumo de água aumenta!

10)    Recorra ao ventilador e ar condicionado.

Médico Veterinário e Mestre em Saúde e Bem-Estar Animal

RICARDO OSMAN G. AGUIAR


sábado, 1 de agosto de 2020

O livro a Origem das Espécies ajuda a entender a Pandemia da Covid19

Nesta época de isolamento social devido à Pandemia da Covid19, a leitura do livro de Charles Darwin "A Origem das Espécies e a Seleção Natural", publicado originariamente em 1859, em Londres, é de grande importância, para entendermos o movimento de multiplicação e adaptação presente no mundo animal, vegetal, no reino dos fungos, e até no microuniverso de bactérias e vírus.
  Conforme descreveu Darwin, depois de uma viagem longa no navio Beagle e de décadas de estudos na Inglaterra, os seres vivos (animais vertebrados, invertebrados, e vegetais, os reinos a que se limitou o pesquisador inglês) estão submetidos a uma complexa dinâmica na luta pela sobrevivência no planeta. Enfrentando desafios, o meio ambiente e o clima, a escassez ou abundância de alimentos, as mudanças nas marés e no nível dos lagos, animais e plantas multiplicam-se e têm descendentes com variedades biológicas e de instintos. As variedades estão presentes num grão ou num filhote de mamífero. E os mais adaptados às circunstâncias, também dinâmicas e mutáveis, vão sobreviver e deixar descendentes com a variedade que os favoreceu nesta luta pela sobrevivência. Esta sequência, com o tempo, altera a forma ou os instintos dos herdeiros de tal características que os afasta em comparação direta de seus progenitores, é quando uma nova espécie surge, de um gênero comum.

 

                          Fósseis e o tempo

    Esta é em linhas gerais a Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin, que se aplica naturalmente ao Homo Sapiens, o Homo sábio, a espécie humana. Insetos, mamíferos, répteis, aves, todos os seres, e plantas e árvores seguem nesta direção, evoluindo e se adaptando, criando novas espécies e levando outras à extinção. Muitos progenitores originais somente são conhecidos por meio de fósseis escavados pelos arqueólogos e naturalistas.  

 A Hereditariedade

   A hereditariedade das variedades é a chave para o entendimento da evolução das espécies. Na época de Charles Darwin, o DNA ainda não era conhecido, mas já haviam estudos sobre os genes e a genética. Somente na década de 1950, cientistas conseguiram mostrar a forma do DNA, em hélice, e confirmar seu relevante papel dentro do núcleo de todas as células, nos cromossomos. Sobretudo, no século passado, foi desfeito o mistério nas células reprodutoras, que têm menos cromossomos, justamente para que haja a união e o complemento entre machos e fêmeas. 

   Charles Darwin não escreveu sobre bactérias ou vírus. Alguns cientistas não consideram os vírus nem como seres vivos, pois precisam de uma célula dos hospedeiros para se reproduzirem. Mas esta é uma longa discussão, e interminável debate. Seja como for, as teorias de Darwin podem ser aplicadas ao universo microscópico das bactérias e vírus. Ao que tudo indica, o vírus da Covid19, pertencente ao gênero Coronavírus, existia naturalmente nos morcegos. Um deles na China conseguiu, por meio de variedade/mutação, e de contato direto com seres humanos, se adaptar a uma nova espécie, o Homo Sapiens.   

Uma obra científica 

  O livro de Charles Darwin causou uma revolução na Ciência Natural. No entanto, é menos pretensioso do que se imagina pois ao falar da evolução das espécies animais e vegetais, Darwin não questiona a origem da vida, nem a existência de Deus. Ao contrário, limita-se a falar da dinâmica lançada pelo Criador. Como observou, e hoje isso é óbvio, o planeta, sua geologia, seus animais, vegetais e fungos estão em movimento, em mudança, em evolução, e não parados e estáticos. O tempo e as circunstâncias alteram os seres vivos. 

 O cientista britânico estudou taxonomia, botânica, biologia, geologia e geografia. Seu livro apresenta excelente revisão de literatura da época sobre a evolução dos seres vivos, e mostra as dúvidas dos cientistas sobre quais mecanismos seriam essenciais na evolução dos seres vivos. A dúvida essencialmente era: a girafa tem pescoço grande porque se esforçou bastante para pegar folhas no alto da árvore, o pescoço cresceu e deixou esta característica para seu filhote pela lei da hereditariedade; ou um filhote de girafa, pela lei da variedade, nasceu e cresceu com um pescoço maior, conseguiu pegar as folhas mais altas, se alimentar melhor, deixou inúmeros descendentes com pescoços maiores, e em nova seleção, os de pescoço menores desapareceram e os mais adaptados sobreviveram e deixaram descendentes? A resposta de Darwin está no último exemplo. A variedade, de causa não específica, mas ocorrida na junção dos DNAs de pai e mãe, alterou um filhote que, depois de muito tempo e diversos ciclos reprodutivos, gerou uma nova espécie. 

O cientista britânico reconhece na edição de 1859 que muitos pontos são ignorados, e prevê que somente novas pesquisas futuras irão esclarecer exatamente a questão dos genes e da hereditariedade. Deixa claro, os limites da Ciência, ele afirma, por exemplo e claramente, ser o olho um orgão complexo e não saber como o nervo óptico transforma luz em imagens no cérebro e nem por que flores são consideradas belas por pássaros e insetos, e algumas cores mais atraentes do que outras.

O livro de Darwin é uma apresentação detalhada à arvore da vida, pois segundo afirma os seres descendem de poucos progenitores comuns, sendo as espécies galhos sobreviventes de uma árvore. Os menos adaptados não deixaram descendentes. Observe-se que Darwin corretamente não fala de "mais fortes", nem "mais fracos", nem "grandes" e nem "pequenos". São os mais adaptados, e nesta vantagem pode estar um delicado e simples beija-flor, enquanto a Preguiça Gigante não deixou descendentes. 

A ameaça da Covid10 traz lições para a humanidade. O respeito a todos os seres e ao planeta. O orgulho humano impede de ver que podemos desaparecer na próxima epidemia se deixar simplismente de ser menos adaptados. Afinal, o Planeta Terra é soberano.